quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

LOUROSA DE BESTEIROS

Santiago de Besteiros é umha freguesia portuguesa do concelho de Tondela. Com 1331 habitantes, está situada na Beira Alta, numha regiom que segundo documentos dos séculos X, XI e XII designava-se por Terra de Besteiros.

O lugar de Lourosa de Besteiros, referido nas Inquirições do rei Afonso III, já tinha em 1258 quatro casais, um deles umha honra e os outros três que tinham pertencido a umha quinta. Em 1504 é autorizada a criaçom dumha estalagem a um membro da nobreza pertencente à estirpe de Riba de Vizela.

Pesquisadores portugueses descobriram no cimo das vergas dumha casa de antigos lavradores da povoaçom de Lourosa de Besteiros umha inscriçom formada por 3 frases escritas na pedra que faz referência três figuras da Torá: 
"Quem enfraqueceu a Sansão" 
"e desacreditou a David" 
"e fez néscio a Salomão". 

Este trítico de mensagens parece sintetizar toda a história, cultura e religiom de Israel na Diáspora e, ao mesmo tempo, parece retratar o receio polo fim do Povo Judeu.

O facto que se repetiu em mais casas do lugar levou aos investigadores Luis Filipe Pereira e António Domingos Pereira, professor de história, a levantarem a hipótese de ali ter sido, polo menos ao longo do século XVII, umha importante comunidade judaica assente na existência dum complexo social, comunitário e administrativo composto pola sinagoga, tribunal, cadeia e cemitério judaicos.
Localizaçom da área judaica em Lourosa de Besteiros
A sinagoga, identificada em 2013, apresenta a antedita inscriçom em pedra servindo de torça na porta de entrada e era constituída por dous pisos sem qualquer divisom. O piso superior onde funcionaria como local de culto e reuniom da comuna e o piso inferior onde funcionaria o tribunal e a parte administrativa. 

O edifício, de planta quandrangular conforme a tradiçom sefardita, encontra-se isolado e inserido na área da quinta rodeado dum vasto espaço verde afastado do núcleo habitacional. 
Sinagoga de Lourosa de Besteiros - Tondela
Por iniciativa do seu proprietário, foi objeto de obras de conservaçom, fazendo com que o seu espaço esteja hoje reabilitado e notabilizado, bem como o espaço museológico situado no piso térreo.

No interior do edifício da sinagoga encontra-se um Hechal (também designado por Aron, armário judaico ou simplesmente "Arca"), sendo constituido por 15 blocos de granito, sendo três frontais, que definem dous nichos de contorno retangular.
Armário judaico na sinagoga de Lourosa de Besteiros
Em Lourosa de Besteiros estám referenciadas até vinte marcas cruciformes e 3 monogramas de israel dispersos pola aldeia, compostos pola gravaçom da letra I entrelaçada à letra S.


Cruciformes em Lourosa de Besteiros

O texto e fotografias deste artigo foram tiradas da Candidatura do núcleo judaico de Lourosa para classificação como Conjunto Interesse Público (CIP), elaboradas por Luís Filipe S. Neves S. Pereira no seu Projeto de Mestrado em Gestão Turística dirigido polas Professoras Doutoras Cláudia Seabra e Odete Paiva da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu-Instituto Politécnico de Viseu (maio de 2016).

No livro "O Leão de Judá Rugiu em Lourosa de Besteiros", de características inéditas, os pesquisadores Luis Filipe Pereira e António Domingues Pereira desvendam muitos dos mistérios desta judiaria numha tentativa de interpretar os sinais do passado.

CAEIRO quer exprimir o seu agradecimento a D. Luís Filipe Pereira por tê-lo informado da existência desta judiaria e convidado a aproximar-se deste testemunho da presença judaica em Portugal.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

VIMIOSO

Vila portuguesa com 1285 habitantes situada na regiom da Terra Fria do Alto Trás-os-Montes. Sede do municipio do Vimioso, nas freguesias de Argozelo, Carção e Vimioso existem vestígios de presença judia.

Em 1492 o território do concelho de Vimioso viu chegar grande afluência de Judeus expulsos dos reinos de Leom e Castela. Depois de acamparem durante três anos sem ordem nengumha num local que conservou o nome de Campo das Cabanas, entre as atuais povoações de Caçarelhos e Vimioso, os Judeus foram autorizados a se derramar por essas terras à volta, estabelecendo-se em várias aldeias e vilas da regiom, nomeadamente Argozelo, Carção e Vimioso, evitando vilas como o Algoso (antiga cabeça do município) pola existência de justiças e autoridades católicas.
Campo das Cabanas onde estiveram os Judeus encurralados entre 1492-95
Convertidos à força à religiom católica logo depois do édito de expulsom do rei D. Manuel em 1496, constituiram nessas localidades comunidades importantes que pouco se misturaram com o resto da populaçom até meados do século XX. Os Judeus, assim chamados até hoje, distinguiam-se dos lavradores polos ofícios exercidos, ligados mormente ao artesanato e comércio.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

XVIII DIA EUROPEU DA CULTURA JUDAICA

O XVIII Dia Europeu da Cultura Judaica será celebrado no domingo 3 de setembro. Este ano, está dedicado às Diásporas dos Judeus.

Na Galiza estám agendadas comemorações em Monforte de Lemos e Tui. Esta vila organiza pola primeira vez os eventos no quadro do programa oficial organizado pola Associaçom Europeia para a Preservaçom e Promoçom da Cultura e Herança Judaica (AEPJ).

A diferença de edições anteriores, a esta altura ainda nom está prevista a celebraçom de quaquer ato en Ribadávia.

Monforte de Lemos


Tui


Em Portugal apenas Belmonte organiza um evento comemorativo no quadro da AEPJ

Nesta vila portuguesa habita a única comunidade peninsular herdeira legítima da antiga presença judaica que manteve as suas tradições judaicas quase intattas durante os séculos desde o édito de expulsom dos Judeus de Portugal (1496). Somente na década de 1970 a comunidade judaica de Belmonte estabeleceu contato com os Judeus de Israel, oficializando o judaismo com a sua crença.

Assim sendo, no domingo dia 10 vai ter lugar o Mercado Kosher com produtos e atividades ligadas a aspectos da cultura judaica.


terça-feira, 21 de março de 2017

ISRAEL E A PULSOM ETNOCENTRISTA

Shlomo Ben Ami

Netanyahu está a fazer recuar a qualidade democrática dum país que tem umha ligaçom vital com Ocidente. Os seus ataques à liberdade de imprensa ou o seu assédio à cultura nom som muito diferentes ao doutros países que recebem sanções.

Após meio século ocupando o território palestiniano, Israel está a sucumbir às suas mais profundas pulsões etnocentristas e está a rejeitar progressivamente as fronteiras reconhecidas. E agora acha-se no caminho de aderir o clube das democracias iliberais graças ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

No decurso dos seus onze anos como primeiro-ministro, Netanyahu reformou a psyché coletiva do país. Exaltou o isolado, traumatizado "judeu" (que se opõe ao "gentio", por nom dizer aos "árabes") sobre o laico, global e globalizado "israelita" enxergado polos pais fundadores do país.

Netanyahu mesmo é um cínico hedonista laico que encara umha investigaçom sobre a sua pressumível aceitaçom de generosas prendas ilegais por parte dum multimilionário de Hollywood. Mais gosta de jogar a "carta judia" no seu proveito. Em 1996 a sua promesa de ser "bom para os Judeus" levou-o ao poder. Em 2015, a sua advertência de que os Judeus deviam correr a votá-lo ou o seu destino ficaria em mãos de "rebanhos" de Árabes presumivelmente acarretados até os colégios eleitorais.

E ao igual que apelar para o elemento judeu do povo ganha eleições, bloqueia as negociaçõs para umha soluçom ao conflito israelo-palestiniano. A teimosia de Netanyahu de que os palestinianos reconheçam a Israel como um Estado judeu em 2014 foi a gota que rebordou o copo num processo de paz agonizante.

Netanyahu prefere muito mais o palavreado de Trump do que o liberalismo profissional de Obama

Em muitos sentidos, o perfil político de Netanyahu liga-se ao dos republicanos estado-unidenses mais duros. A mulher dele umha vez vangloriou-se de que, como ele nascera nos EUA, poderia ter sido presidente desse país. Provavelmente ele teria preferido essa vida, sobretodo polo poder absoluto que lhe proporcionaria. Também ter-lhe-ia evitado oito frustrantes anos de raiva pessoal com o presidente Barack Obama.

Seja como for, agora Netanyahu sente-se aliviado ao ter a Donald Trump na Casa Branca, um republicano que pensa como ele e que é, praticamente em tudo, o posto a Obama. O anterior presidente dos EUA mostrou empatia polas minorias e os imigrantes, defendeu os direitos civis e humanos, conseguiu progressos diplomáticos com o Irão, procurou a paz na Palestina e, o mais problemático de tudo, tentou que o líder israelita agisse responsavelmente. Um dos últimos atos de Obama como presidente foi fazer com que os EUA se abstivessem numha votaçom dumha resoluçom do Conselho de Segurança das Nações Unidas contra a construçom de assentamentos israelitas nos territórios ocupados em vez de a vetar.

Netanyahu prefere muito mais o palavreado de Trump ao liberalismo profissional de Obama. Com efeito, Trump e Netanyahu têm muitas cousas em comum, tanto entre eles como com outros líderes iliberais como o presidente turco Recep Tayyip Erdogan. Os três acham a aberta hostilidade contra a mídia como um meio para se assegurar e consolidar o seu poder. Noutras palavras, Trump lançou umha "guerra contra os meios". Pola sua parte, Erdogan reprimiu a liberdade de imprensa detendo jornalistas sob a acusaçom de cumplicidade com o golpe militar fracassado do passado julho. 

Netanyahu age como ministro de comunicações de Israel desde finais de 2014. Nom é difícil seguir o fio. Supõe-se que a mídia fiscaliza aos que estám no poder. De modo que estes tentam calá-los. Umha maneira de o fazer é amplificar as vozes que espalham alternativas mais favoráveis, como Israel Hayom, um jornal gratuito em hebraico dedicado a cantar loubanças a Netanyahu.

O objetivo deste folheto ao estilo norte-coreano nom é obter lucros. Em 2014 Sheldon Adelson, umha magnata estado-unidense dos casinos que durante muito tempo apoiou Netanyahu e também ajudou a financiar a campanha de Trump, investiu 50 milhões de dólares em Israel Hayom, que perdeu mais de 250 milhões de dólares desde o seu lançamento em 2007. Netanyahu adiantou umhas eleições em 2014 para proteger o seu alti-falante, que agora ostenta a maior tiragem da imprensa israelita, dumha iniciativa parlamentar que ameaçava com dificultar-lhe as cousas. Netanyahu sempre negou que tivesse algo a ver com Israel Hayom, ainda que ele é praticamente o seu diretor. Em qualidade de que outro cargo poderia ter discutido com o proprietário do seu principal concorrente, Yedioth Ahronot, a possibilidade de reduzir a distribuiçom de Israel Hayom em troca dum tratamento mais favorável?

Mas, por suposto, Netanyahu nom está a fazer todo o trabalho sujo ao empurrar Israel cara o iliberalismo e a censura e o assédio nom estám reservados exclusivamente à mídia. Naftali Bennet, líder do partido Casa Judaica, um aliado chave na coaligaçom de extrema-direita de Netanyahu e a voz cantante da anexaçom das terras palestinianas, agora ordena às escolas que "estudar o judaismo é mais importante do que as matemáticas ou ciências". Um romance que narra um namoro entre um garoto palestiniano e umha gaja judia foi banido do programa escolar. À ministra de Justiça, Ayelet Shaked, também militante de Casa Judaica, nom a supera ninguém no seu ardor ultrassionista. Agora encabeça um ataque contra a última fronteira da democracia israelita, o Supremo Tribunal, criticando-o por decisões como a declaraçom de inconstitucionalidade do passado abril respeitante à política israelita sobre o gás natural. Mais recentemente, Shaked aprovou a Lei de Lealdade na Cultura, que estabelece na "lealdade" do receptor ao Estado judeu o baremo do financiamento cultural governamental. Por enquanto, grupos de extrema direita que apoiam a anexaçom seguem a receber um chorudo apoio tanto do Governo quando de doadores judeus estrangeiros. A noçom de lealdade nom apenas é usada como arma de arremeso contra os artistas. Umha nova lei, claramente encaminhada aos reprsentantes árabe-israelitas no Parlamento (Knesset), permitiria demitir os parlamentares por deslealdade ao Estado. As ONGs centradas nos direitos humanos e na procura da paz som investigadas como se fossem agentes estrangeiros.

Para Israel a democracia foi sempre um bem estratégico porque um Israel democrático tem um encaixe natural na aliança de Ocidente. Enquanto este nom perde o tempo em impor sanções à Rússia de Vladimir Putin pola anexaçom da Crimeia, nom castigou a ocupaçom israelita de terras palestinianas. Seja como for, quanto mais abraçar Israel práticas inspiradas em Putin, mais fraco se torna na sua ligaçom com a sua retaguarda estratégica em Ocidente. Haveria que ver se o imprevisível Trump irá cumprir as expectativas de Israel. O que é certo é que enfraquecendo as suas credenciais democráticas Israel põe em causa a sua ligaçom vital com Ocidente, incluindo os EUA pós-Trump.

Shlomo Ben Ami foi ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel e é vice-presidente do Centro Internacional Toledo para a Paz

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

TRUMP, DIOCLECIANO E O PORQUEIRO

Bernard-Henri Lévy

É possível que Obama tivesse abandonado Israel. Mas o que é certo é que Trump vai treiçoar Israel.

Como é possível? Nom está a dar múltiplos sinais de boa vontade? O nomeamento dum embaixador amigo, o anúncio do deslocamento da embaixada para Jerusalém, o nomeamento do genro dele, Jared Kushner, como assessor, nom som acenos enérgicos dos que Israel se deveria alegrar?

Sim e nom.

Existe umha lei formulada por Gershom Scholem quando, durante o processo de Eichmann, censurou Hannah Ardent alegando que carecia de Ahavat Israel "o amor ao povo judeu". Ardent retorquiu que, quando se tratar de Israel, as provas de amor som menos importantes do que o amor. Para sermos exatos, disse que os gestos de amizade, quando nom ligados a um conhecimento e um apego sincero, tornam-se, num dado momento, em tudo o contrário.

Na atualidade, o perigo é, em Israel, que se reforce a faixa mais radical da sociedade, um má sinal dirigido aos que, no outro bando, se alegram de que os Estados Unidos comecem a tomar decisões unilaterais que, um dia, possam ser desfavoráveis aos Judeus; e nos Estados Unidos, a proximidade dum presidente instável (que muda segundo o negócio do dia) e impopular para meio pais (com a rotura do consenso entre os dous partidos que sempre reforçou Israel).

Nom tenho nem ideia, como é natural, do amor que Donald Trump sente, ou nom, polo povo judeu. Mas dá-nos algumha pista o livro de John O'Donnel sobre ele: "O único tipo de gente que conte o meu dinheiro som pequenos homens cobertos com a kipá". Esteve nos twitts com os que empezinhou em arrancar ao jornalista John Stewart, a máscara atrás da que se ocultava Jonathan Leibowitz, o seu verdadeiro nome. Estiveram as palavras que encaminhou, em plena campanha, a umha reuniom de doadores judeus: "Sei por que nom me vam apoiar! Porque nom procedo do seu dinheiro!".

Ou, para sermos mais precisos, essa variedade de desprezo que funciona, segundo Freud, como um mecanismo antecipado de defesa contra o pressumível desprezo do outro. Pouco importa que esse desprezo seja real ou imaginário.

Que John Stewart ou os doadores judeus republicanos desdenhassem verdadeiramente ao construtor kitsch da Trump Tower, tilintante com os seus acrescimos capilares, mobiliários e imobiliários nom é o importante. O fundamental é que Donald Trump acredita nisso. O fundamental é que, para ele, os Judeus som a caricatura dessa elite nova iorquina que sempre o considerou um marionetista vulgar e sem alma. E aí surge o típico caso desse desprezo de autodefesa, quando os Judeus som os representantes dumha elite que o olhou com desdém e da que, agora que ele tem o poder, se pode vingar.

Existe um relato talmúdico que exprime bem esta lógica. O rabi Yehuda tem umha escola por diante da que passa, cada dia, um jovem porqueiro romano do que os alunos se troçam das alturas da sua sabedoria. Um dia, o rabi recebe umha ordem de acudir ao oeste do reino de Edom, perante o imperador Diocleciano; e ao chegar, com grande espanto, reconhece o porqueiro convertido em rei. À primeira vista, este recebe-o com todas as considerações. Quando chega, ordena que lhe preparem um banho para que se purifique das miasmas da viagem. Com umha salvidade: teve a maldade de convocá-lo numha sexta-feira, justo antes do Sabbat. O banho está quente de mais e, se nom tivesse intervido um anjo no último minuto, vertendo grandes quantidades de água fria, teria morto escaldado. E quando o rabi, salvo polo anjo, aparece perante o antigo porqueiro, este diz-lhe: "Como o teu Deus faz milagres, permites-te desprezar o imperador!".

Esta história é umha boa metáfora dos Estados Unidos de hoje, onde, como em Edom, o nilismo triunfante tornou um porqueiro em imperador.

É um bom exemplo também da prudência do judeu, que retorque: "Desdenhávamos o Diocleciano porqueiro, mas debruçamo-nos perante o imperador Diocleciano, sempre que, como Saul, que antes de rei cuidara burras, transcendesse pola sua funçom e a sua metamorfose". E, especialmente, é umha boa alegoria dos banhos e as prendas poçonhentas que pode outorgar um porqueiro humilhado que decide vingar-se.

Perante esta situaçom, o mais importante é nom cair na armadilha da boa vontade de duplo gume. Os Judeus nom devem esquecer que, por muito que Trump multiplicar as declarações de amor, sempre será um mal pastor que apenas respeita o poder, o dinheiro, os estuques e os ouros dos seus palácios. E devem estar cientes de que, na atmosfera populista atual, neste momento em que se ataca o pensamento e as mentiras brotam com umha arrogância, neste mundo que está a alastrar e no que, dos plutócratas estado-unidenses aos oligarcas russos, os porqueiros mostram sem vergonha a sua linhagem nas fachadas dos seus palácios imperiais, a pequena naçom judia nom tem espaço.

Aliar-se com isso é treiçoar a sua vocaçom. É entregar-se, nom a Pompeu ou a Asuero, mas a Diocleciano; é arriscar-se a perder a identidade. Para os herdeiros dum povo cuja longevidade através do tempo foi devida à milagre dum pensamento constantemente revivido, sacrificar essa vocaçom de excelência, renunciar ao dever de exceçom que foi o lêvedo -desde Aquiba até Kafka, de Rashi até Proust- dumha resistência quase incompreensível, em resumo, rendir-se ao nilismo de Trump, seria a mais terrível das capitulações e equivaleria a um suicídio.

Bernard-Henri Lévi, é filósofo

Fonte: BHL Traduçom livre de CAEIRO para o galego-português.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A RESOLUÇOM DO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU PROMOVE A GUERRA

Os Estados Unidos nom abandonaram Israel pola sua abstençom de vetar a resoluçom do Conselho de Segurança da ONU condenando os colonatos aprovada em 23 de dezembro de 2016.
Quem abandonou Israel foi o presidente dos EUA, Barack Obama -e nom pola primeira vez. Durante os seus oito anos no cargo, Obama deixou Israel em polo menos três vezes em questões que comprometeram a sua segurança:

Umha das primeiras consequências da sua iniciativa da "Primavera árabe" de 2011 foi a derrubada de Hosni Mubarak como presidente egício e facilitar a tomada direta do poder pola Irmandade Muçulmana no Cairo.

Quatro anos mais tarde, Obama deu as costas a Israel ao conceder ao Irã o estatuto de país favorecido. O Irã foi autorizado a manter a infraestrutura do seu programa nuclear militar, bem como continuar a desenvolver mísseis balísticos, com a ajuda de uma infusom de 250 bilhões de dolares em sanções americanas e europeias.

O horror da carnificina na Síria ofuscou o fato de o presidente Obama ter permitido às forças da Guarda Revolucionária bombardearem o país a partir do Iraque  e combater em prol do brutal regime de Assad. O presidente nom fez qualquer esforço para deter a afluência de grupos xiitas pró-iranianos na Síria, incluindo o Hezbollah libanês, como se fosse perfeitamente natural e as suas políticas nom pouparam em levar os arqui-inimigos de Israel às portas do Estado hebreu.

Em 2015, quando Obama tentou lavar as mãos no Próximo Oriente em geral, ele desengajou-se na guerra síria para que o Estado Islâmico e o seu líder, Abu Bakr Al-Baghdadi, entrassem e conquistassem grandes áreas do Iraque e da Síria praticamente sem oposiçom. Desse ponto de vista, os jiadistas abriram um tentáculo no Sinai egípcio -perto doutra fronteira israelita. Nos últimos tempos, Obama afirmou nom estar ciente do potencial de expansom do ISIS, o que implica que a inteligência dos EUA estava em falta.

Mesmo assim, Obama nunca se cansou de enfatizar que ele fizera mais do que qualquer outro presidente dos EUA anterior para apoiar a segurança de Israel, principalmente na forma dos avançados sistemas de armamento norte-americanos fornecidos para a sua defesa. Por causa dos estreitos laços militares e de inteligência entre os dous países, nengumha voz foi levantada para contradizê-lo.

Agora é hora de apontar a hipocrisia da postura do presidente em exercício: Se ele tivesse investido menos na concessom de benefícios e da entrada livre aos inimigos mais próximos do Estado judeu, Israel talvez tivesse sido menos dependente do hardware americano.

Na última resoluçom do Conselho de Segurança da ONU, Israel foi repreendido com o argumento de que "todas as atividades de assentamento israelitas no território palestiniano ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, som ilegais ao abrigo do direito internacional e constituem um grande obstáculo à consecuçom da paz com base na soluçom de Dous Estados".

Antes de qualquer outra pessoa, Barack Obama e o seu Secretário de Estado, John Kerry, estám numha posiçom para atestar a falsidade desta equaçom.

Em 25 de novembro de 2009, o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu anunciou que Israel iria impor um congelamento de dez meses na construçom na Cisjordânia e no leste de Jerusalém como umha concessom para facilitar a iniciativa de paz dos EUA. Israel deu mais espaço à sua exigência de negociações diretas, quando o líder palestiniano Mahmoud Abbas opôs-se ao encontro com autoridades israelitas cara a cara. John Kerry viu-se forçado a travar umha diplomacia do vaivém.

Mesmo depois dessas concessões para a paz, a iniciativa de Obama caiu perante a resistência palestina.

O presidente norte-americano sainte parece pronto a usar as suas últimas semanas no governo para ensinar ao primeiro-ministro israelita umha dolorosa liçom que ele nom esquecerá com pressa após a saída da Casa Branca no dia 20 de janeiro.

Mas ele está errado mais umha vez. A resoluçom da ONU em breve será reduzida a um pedaço de papel. Os palestinianos reagirám com alegria diante da comunidade internacional, mas Israel nom removerá um só assentamento nem parará a construçom de novos bairros residenciais em Jerusalém. O ministério do primeiro-ministro deixou claro que Israel nom está vinculado pola resoluçom e rejeita-a.

O único resultado concreto será tornar a paz mais difícil do que nunca.

A ideia de que Donald Trump virá a cavalo para o resgate de Israel assim que ele se mudar para o Salom Oval é uma tolice. Ele foi eleito para reconstruir a América como umha potência global. Isso incluiria necessariamente a restauraçom da influência dos EUA no Próximo Oriente, mas desconhece-se como ele propõe realizar isso.

Se ele decidir oferecer apoio e assistência a Israel, é lógico que irá introduzir mudanças radicais nos passos de Obama, especialmente respeitante ao acordo nuclear com o Irã e o processo de paz com os palestinianos.

Nem todas essas mudanças podem ser alcançadas pacificamente. Podem muito bem implicar o uso da força militar polos Estados Unidos e Israel. Neste sentido, a Resoluçom 2334 do Conselho de Segurança pode vir a ser o verdadeiro obstáculo à paz, tendendo a promover a beligerância no Próximo Oriente, porque os palestinianos e outros grupos radicais e rejeicionistas usarám a resoluçom como justificativa para atacar Israel e mais atos de terrorismo.

Fonte: Análise exclusiva de DEBKA. Traduçom livre para o galego-português de CAEIRO

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

NAZISTAS, JIADISTAS E O ÓDIO DO JUDEU

David Patterson

Na véspera de seu suicídio, Adolf Hitler lançou um apelo à humanidade para continuar a "resistir impiedosamente ao envenenador de todas as nações, a Judiaria internacional". [1] Aqueles que mais fervorosamente prestaram atençom a esse chamado nom foram os neonazistas, mas os jiadistas islâmicos. A ligaçom entre o nacional-socialismo e o jiadismo islâmico remonta Hasan al-Banna, o fundador da Irmandade Muçulmana em 1928, o grupo que geraria a maioria dos principais movimentos jiadistas do nosso tempo. Os slogans exaltando os nazistas faziam parte da campanha de propaganda da Irmandade durante a Revolta Árabe Palestiniana de 1936-39, que foi instigada por Amin al-Husayni, o Mufti de Jerusalém, com o apoio financeiro dos nazistas. [2] Em abril e maio de 1938, a Irmandade liderou manifestações violentas contra as comunidades judaicas egícias. Em outubro de 1938 eles hospedaram a Conferência Parlamentar dos Países Árabes e Muçulmanos no Cairo, onde distribuíram traduções árabes de "Mein Kampf" e "Os Protocolos dos Sábios de Siom".

Com o início da guerra na Europa, os membros da Irmandade tornaram-se ainda nos mais ávidos defensores dos nazistas. Em 1945 eles converteram-se num híbrido de nazismo e do islamismo para formar o jiadismo islâmico, tornando o extermínio dos Judeus nom apenas um objetivo político ou territorial, mas um elemento definidor de sua cosmovisom: nom se podia fazer parte da Irmandade ou de qualquer outro grupo islâmico jihadista, assim como nom se podia ser um nazista, sem defender o extermínio dos Judeus. Quando, em 20 de junho de 1946, o rei Farouk concedeu asilo a al-Husayni, agora procurado como criminoso de guerra nazista, al-Banna aplaudiu a decisom, declarando que "em Berlim, ele [al-Husseini] realizara pura e simplesmente a jihad [como os nazistas tinham feito]." [3] O Mufti assim tornou-se numa fonte de inspiraçom para os jiadistas pola sua identificaçom ao extermínio dos Judeus pelos nazistas. Em al-Husayni, entom, existe umha chave importante para as ligações entre nazistas, jiadistas e o ódio aos Judeus.

Em 8 de maio de 1921, o governador do Mandato Britânico sobre a Palestina, Herbert Samuel, nomeou Amin al-Husayni como Grande Mufti de Jerusalém. Dous meses após a nomeaçom de Hitler como Chanceler da Alemanha em 30 de janeiro de 1933, Al-Husayni teve seu primeiro encontro com o Cônsul geral alemão Heinrich Wolff em Jerusalém. A revolta árabe de Al-Husayni "ocorreu no contexto da suástica: folhetos árabes e sinais nas paredes estavam proeminentemente marcados com este símbolo nazista; as organizações juvenis... desfilaram como "nazistas-escoteiros" e crianças árabes cumprimentavam-se com a saudaçom nazista". [4] Em 2 de outubro de 1937, al-Husayni encontrou-se com Adolf Eichmann na Palestina. Em 13 de outubro, ele fugiu da Palestina, procurado por incitar o levante contra o governo do Mandato britânico. Dous anos mais tarde, agora financiado pola Alemanha nazista, ele montou sua base de operações em Bagdá. Num memorando datado de 5 de fevereiro de 1941, o Alto Comando da Wehrmacht assegurou a al-Husseini que a Alemanha podia prometer "tudo o que [os árabes] queriam" na soluçom da questom judaica na Palestina". [5] Em 3 de abril de 1941, orquestrou um golpe nazista contra o governo iraquiano, com o qual rebentou a matança de 600 Judeus em Bagdá; 911 casas foram destruídas e 586 empresas saqueadas. [6] O golpe falhou, entretanto, e algumas semanas mais tarde o Mufti apareceu em Berlim.
Amin al-Husayni, durante encontro com Hitler em novembro de 1941
Depois do seu encontro inicial com o Führer em 28 de novembro de 1941, ele registou no seu diário a teimosia de Hitler em que os nazistas e os Árabes estavam envolvidos na mesma luta, isto é, exterminar os Judeus. Os nazistas deram a al-Hussein seis estações de rádio para espalhar a sua propaganda ao mundo árabe. Nas suas transmissões ele repetidamente exortava o muçulmanos para matar os Judeus em todos os lugares. Em 11 de dezembro de 1942, ele fez um apelo ao "martírio" como aliados da Alemanha na guerra contra os Ingleses e os Judeus. "O sangue derramado dos mártires", gritava ele, "é a água da vida" e, se a Inglaterra e os seus aliados ganharem a guerra, "Israel governará o mundo inteiro"; se os nazistas ganhassem, "o perigo judeu" seria derrotado. [8] Naturalmente, ele fez mais do que transmissões de rádio: já em janeiro de 1941, Al-Husseini deslocara-se a Bósnia para convencer os líderes muçulmanos de que umha divisão das SS muçulmana traria glória ao Islã. Dalin e Rothman estimam que ele recrutou até 100.000 muçulmanos para lutar pelos nazistas. [9] A maior das unidades de matança muçulmanas foi a 13ª Divisom de Montanha da Waffen SS Handschar de 21.065 homens. Entraram em açom em fevereiro de 1944. [10] Depois da guerra, "a sua associaçom com o Eixo contribuiu para melhorar, em vez de destruir, o seu halo" no mundo muçulmano. [11] Em 1946 abraçou Yasser Arafat, futuro chefe da OLP, como o seu protegido e trouxe um ex-oficial nazista para o treinamento militar do seu sobrinho Arafat.
al-Husayni passa em revista tropas de voluntários muçulmanos da SS (nov 1943)
As sementes plantadas durante o reinado do Terceiro Reich cresceram em todo o mundo jiadista. "Em 1969", por exemplo,"a OLP recrutou dous ex-instrutores nazistas, Erich Altern, líder da seçom de assuntos judaicos da Gestapo, e Willy Berner, que era oficial da SS no campo de extermínio de Mauthausen. Um outro ex-nazista, Johann Schuller, forneceu armas a Fatah". [12] Abraçando a ideologia de Hitler, o Dr. Yahya al-Rakhawi escreveu no jornal egípcio Al-Ahrar em 19 de julho de 1982: "Esse grande homem Hitler, deus tenha misericórdia dele... que, por compaixom pola humanidade, tentou exterminar todos os Judeus" [13]. O estudioso egípcio Ahmad Ragab expressou a única reserva que os Árabes muçulmanos parecem ter sobre Hitler: "Agradecemos ao falecido Hitler, quem operou, antecipadamente, a vingança dos Palestinianos sobre os vilões mais desprezíveis na face da terra. No entanto, repreendemos Hitler polo facto de a vingança ter sido insuficiente". [14] Assim sendo, os intelectuais árabes -e nom apenas as massas muçulmanas "pobres"- adotam a linha ideológica do Führer sobre a "natureza" do judeu. Muito mais do que uma questom de raça, é uma questom de essência. E a essência nom pode ser alterada nem redimida.

Os jiadistas também aprenderam a liçom de Hitler de que "algo da mentira mais insolente sempre permanecerá e ficará", [15] acusando os Judeus de tudo, desde o libelo de sangue até à conspiraçom secreta para dominar o mundo. Num seminário da ONU sobre tolerância religiosa, o representante saudita Dr. Maruf al-Dawalibi, por exemplo, afirmou: "Se um judeu nom beber todos os anos o sangue dum homem nom-judeu, entom ele será condenado por toda a eternidade" [16]. O Grande Xeque da Universidade Al-Azhar, Muhammad Sayed Tantawi, sustenta que os Judeus estavam por trás das revoluções francesa e russa e ambas as guerras mundiais, que eles controlam os meios de comunicaçom do mundo e a economia mundial, que eles tentam destruir a moralidade ou que eles criam bordéis em todo o mundo. Noutras palavras, os Judeus estám por trás de todo mal que ameaça a sociedade [17]. "Nos olhos islâmicos", diz Küntzel, "nom é que tudo o que for judeu é mal, mas que todo o mal é judeu". [18] É por isso que os Judeus devem ser odiados e finalmente exterminados: é umha necessidade moral e religiosa. Assim como a guerra nazista contra os Judeus, a guerra jiadista contra os Judeus é muito mais do que umha guerra contra a "entidade sionista". Transcendendo contingências políticas ou questões de bodes expiatórios, é umha guerra metafísica. Assim, em 17 de janeiro de 2009, na televisom egípia Al-Rahma, Muhammad Hussein Yaqoub declarou: "Se os judeus nos deixassem a Palestina, começaríamos a amá-los?... Eles som os nossos inimigos nom porque ocuparam a Palestina. Eles teriam sido os nossos inimigos mesmo que nom ocupassem nada... A nossa luta com os Judeus é eterna..., até que nengum judeu ficar na face da Terra" [19], - isto é em nome de Deus.

Se a Bíblia Jiadista é o Alcorám e nom o "Mein Kampf", entom o mal Jihadista transcende o mal nazista, na medida em que o Alcorám é a Escritura, umha revelaçom de deus, e nom apenas os pronunciamentos do Führer. Estabelecendo umha base bíblica para as suas ações, os jiadistas podem justificar qualquer açom. Eclipsando deus, os nazistas eclipsam a proibiçom absoluta contra o assassinato imposta do além, de modo que a vontade interior e a imaginaçom de dentro colocavam os únicos limites das suas ações. Em contraste, ao apropriar-se de deus, os jiadistas apropriam-se da autoridade para impor o que eles determinaram ser a vontade de deus, o que nom é umha questom de vontade humana, mas umha obrigaçom absoluta. Entre os estudiosos e intelectuais de hoje o silêncio sobre essas ligações é esmagadora. Muito antes da queixa de John Kerry relativamente a que os meios de comunicaçom som os culpados polo problema terrorista porque falam nele e chateam as pessoas [20], a maioria dos estudiosos do mundo tem ficado calado sobre as ligações entre o nacional-socialismo e o jiadismo islâmico. A ligaçom mais fundamental acha-se no antissemitismo exterminacionista que impulsiona ambos. Até nomearmos o Jiadismo Islâmico e entendermo-lo nos termos desta forma de antissemitismo, seremos impotentes para lidar com ele.

Notas

[1] Citaçom em David Welch, Hitler (London: UCL Press, 1998), 97.

[2] Conferir Ziad Abu-Amr, Islamic Fundamentalism in the West Bank and Gaza: Muslim Brotherhood and Islamic Jihad (Bloomington: Indiana University Press, 1994), 1.

[3] Matthias Küntzel, Jihad and Jew-Hatred: Islamism, Nazism and the Roots of 9/11, trans. Colin Meade (New York: Telos Press, 2007), 46.

[4] Matthias Küntzel, “National Socialism and Anti-Semitism in the Arab World,” Jewish Political Studies Review (17, Spring 2005): http://www.jcpa.org/phas/phas-kuntzel-s05.htm.

[5] Lukasz Hirszowicz, The Third Reich and the Arab East (London: Routledge & Kegan Paul, 1966), 122.

[6] Conferir Bernard Lewis, Semites and Anti-Semites: An Inquiry into Conflict and Prejudice (New York: W. W. Norton, 1999), 158.

[7] Joseph B. Schechtman, The Mufti and the Fuehrer: The Rise and Fall of Haj Amin el-Husseini (New York: Thomas Yoseloff, 1965), 306.

[8] Jeffrey Herf, The Jewish Enemy: Nazi Propaganda during World War II and the Holocaust (Cambridge, Mass.: Harvard University Press, 2006), 173.

[9] David G. Dalin and John F. Rothman, Icon of Evil: Hitler’s Mufti and the Rise of Radical Islam (New York: Random House, 2008), 55.

[10] Jeffrey Herf, Nazi Propaganda for the Arab World (New Haven, Conn.: Yale University Press, 2009), 201.

[11] Schechtman, 182.

[12] Dalin and Rothman, 134-35.

[13] Lewis, 232.

[14] Citaçom em Serge Trifkovic, The Sword of the Prophet: Islam: History, Theology, Impact on the World (Boston: Regina Orthodox Press, 2002), 188.

[15] Adolf Hitler, Mein Kampf, trans. Ralph Manheim (Boston: Houghton Mifflin, 1971), 232.

[16] Conferir Lewis, 194.

[17] Conferir Küntzel, Jihad and Jew-Hatred, 94.

[18] Ibid., 5.

[19] Muhammad Hussein Yaqoub, “We Will Fight, Defeat, and Annihilate Them,” Al-Rahma TV, 17 January 2009, http://memri.org/bin/latestnews.cgi?ID=SD227809.

[20] Katie Pavitch, “John Kerry: You Media People Should Stop Reporting on Terrorism So People Don’t Know What’s Going On,” Townhall, 30 August 2016, available at http://townhall.com/tipsheet/katiepavlich/2016/08/30/john-kerry-you-media-people-should-stop-reporting-on-terrorism-n2211810.

Fonte: ISGAP, traduzido livremente para o galego-português por CAEIRO.

David Patterson tem a cátedra Hillel A. Feinberg em Estudos sobre o Holocausto no Centro Ackerman de Estudos sobre o Holocausto na Universidade do Texas em Dallas. Ele é o Series Editor da Série de Antissemitismo para a Academic Studies Press, bem como o coeditor, com John K. Roth, da Weinstein Series nos Estudos sobre o Pós-Holocausto na Universidade de Washington Press. Vencedor do National Jewish Book Award e do Koret Jewish Book Award, ele publicou mais de 35 livros e mais de 200 artigos, ensaios e capítulos de livros. Os seus livros mais recentes incluem "The Holocaust and the Non-Representable" (em breve), "Anti-Semitism and Its Metaphysical Origins" (2015); "Genocide in Jewish Thought" (2012) e "A Genealogy of Evil: Anti-Semitismo from Nazism to Islamic Jihad" (2011).