domingo, 29 de novembro de 2020

ISRAEL INICIA A REABERTURA DA ATIVIDADE APESAR DOS CONTÁGIOS

As escolas de ensino secundário reabrem hoje em Israel, embora por apenas dois dias por semana e apesar de o nível geral de contágio ter subido no sábado para 3,3%, quase o triplo da média recente. O Ministério da Saúde também concordou em continuar o plano piloto dumha semana para reabrir 15 shoppings e mercados abertos, apesar da lotaçom descontrolada que ocorreu nas vendas da Black Friday e sábado à noite. O ministério prometeu um monitoramento mais eficiente do tráfego humano.

Outros 569 casos de coronavírus foram registados no sábado, enquanto 273 foram notificados em estado grave e 112 precisam respiradores. A Covid já causou 2.854 mortes israelitas desde a erupçom da pandemia.


Apesar de serem registados 1069 novos casos de contágios por Covid-19, na noite de quarta-feira, o Gabinete de Coronavirus decidiu seguir em frente e permitir a reabertura dos primeiros 15 shoppings  até 6 de dezembro num esquema piloto, começando com as muito cobiçadas vendas da “Black Friday”.

Os seis maiores shoppings das cidades de Jerusalém, Haifa, Kiryat Bialik, Ramat Gan, Petah Tikva e Beersheba foram aprovados para reabertura imediata, os nove restantes escolhidos por sorteio. Inspetores do Ministério da Saúde devem ser colocados em todos os níveis dos shoppings para monitorar o cumprimento das restrições de saúde, incluindo aglomeraçom dentro e fora das lojas. As violações das regras acarretarám multas de NIS 5.000 (US $ 1.500) para os lojistas.

Os mercados abertos e quatro museus fazem parte do experimento, com inspetores de saúde postados nas entradas. Assim sendo serám reabertos provisoriamente ao público, pola primeira vez desde setembro, o Museu Israelense em Jerusalém, o Museu de Arte de Telavive, o Museu Eretz Israel e o Museu Nacional de Ciência, Tecnologia e Espaço em Haifa. É proibido comer em todos os locais reabertos por exigirem a retirada das máscaras faciais.

O impacto dessa grande etapa para restaurar o comércio retalhista do país - e a eficácia das restrições sanitárias em vigor - será avaliado antes de ser estendido para uso geral por todos os shoppings e mercados, que estám fechados desde o bloqueio de meados de setembro . A reabertura do ensino infantil há duas semanas nom impactou diretamente os contágios do coronavírus, embora a queda inicial tenha começado a ser revertida. O sistema escolar, portanto, será totalmente reativado nas próximas duas semanas, juntamente com a ampliaçom da triagem para infeçom.

No entanto, especialistas em saúde alertam que um grande aumento nos contágios reativaria as restrições e forçaria um terceiro bloqueio. A estrita observância das diretrizes é obrigatória até que uma vacina alcance o uso geral numha data desconhecida em 2021. Mesmo assim, os primeiros lotes serám atribuídos à equipa médica e aos grupos populacionais de maior risco.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

NETANYAHU PROPÕE RECOLLER OBRIGATÓRIO PARA SAIR DA SEGUNDA VAGA DA COVID-19

O Gabinete do Coronavírus planeja no domingo resolver a disputa sobre o próximo estágio de restrições flexíveis com números de infeçom ainda altos (815 novos casos na quinta-feira, 2,1% resultados positivos de 40.000 testes, 293 doentes hospitalizados em estado grave e 2.706 mortes). 

O toque de recolher obrigatório proposto polo primeiro-ministro B. Netanyahu na próxima terça-feira encontrou forte oposiçom dos ministros, enquanto as autoridades de saúde questionam a sua eficácia para reduzir o número de contágios. Enquanto isso, está em andamento a reabertura de shoppings e mais turmas escolares na terceira fase da estratégia de saída.


O ministro da Saúde, Yuli Edelstein, anunciou a assinatura dum contrato do Estado de Israel com a Pfizer para o fornecimento de 8 milhões de doses de vacina (4 milhões de vacinas duplas) a partir de janeiro. O uso da vacina Pfizer, um projecto em parceria com o laboratório alemão BioNTechn, está sujeito à aprovaçom do FDA americano e do ministério da Saúde de Israel.

Na véspera o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu disse que o CEO da Pfizer, Albert Bourla, prometeu-lhe começar a fornecer a Israel a vacina contra o coronavírus, que provou ser 90% eficaz, em janeiro. Os montantes adicionais serám aumentados gradualmente. O chefe da Pfizer, nascido em Tessalónica (Grécia), é de origem judaica.

Umha previsom do Ministério das Finanças, publicada a 11 de novembro, conclui que, se umha vacina para a Covid-19 estivesse amplamente disponível em meados de 2021, o crescimento económico de Israel no próximo ano poderia aumentar para cerca de 4,8%. Mas se a taxa atual de infecçom persistir, o valor seria de 2,2%.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

SPUTNIK V É A PRIMEIRA VACINA PARA A COVID-19 CANDIDATADA PARA REGISTO EM ISRAEL

A agência noticiosa russa Sputnik acaba de confirnar que o centro hospitalar Hadassah de Jerusalém  tenciona apresentar a vacina anticovid russa Sputnik V ao Ministério de Saúde israelita para o seu registo, segundo o diretor geral do centro, Zeev Rotstein.

© SPUTNIK / VLADIMIR PESNYA

"Devido a que sabemos que todos os testes (russos) estám a levar-se a cabo corretamente, consoante com os padrões, solicitamos toda a informaçom sobre a vacina para proporcioná-la ao Ministério da Saúde israelita (...) A vacina russa Sputnik V é a primeira vacina a ser apresentada para o seu registo em Israel", disse Rotstein.

Quando a vacina russa for registada, o hospital Hadassah planeia importá-la e começar a sua produçom no Estado judeu.

A 5 de novembro o hospital solicitou 1,5 milhões de doses da vacina Sputnik V, acrescentando que, caso o Ministério da Saude de Israel nom autorizar o uso da vacina, o centro vai usá-la nas suas delegações no estrangeiro.

O passado 11 de agosto a Rússia registou a vacina contra a Covid-19 Sputnik V, desenvolvida polo Centro de Epidemiologia e Microbiologia Nikolai Gamaleya, dependente do Ministério da Defesa. O fármaco é produzido em cooperaçom com o Fundo Russo de Investimento Direto.

Dias depois, a 15 de agosto, conhecia-e que o grupo Iberatlantic Global Corporation, umha empresa galega sediada em Vigo, acabava de travar um acordo com as autoridades russas para distribuir a vacina Sputnik V. Foi através da Fundaçom Roscongress que a Iberatlantic foi convidada a cooperar neste assunto. O grupo galego conta com "excelentes relações" com o setor empresarial e institucional russo, exercendo como ponte com o mercado latino-americano. Além disso, conta com experiencia em superar atrancos de todo o tipo, entre os quais, o legal e alfandegário, a fim de facilitar a importaçom de produtos russos.

O CEO da Iberatlantic é Pedro Mouriño, que também faz parte da direçom do Círculo de Empresários da Galiza e da Associaçom Galega de Amizade com Israel (AGAI). "O mercado farmacéutico está muito regulamentado e garantista em Espanha. Nós fazemos trading geral e este é muito específico. Talvez preciemos apoio nalgumha empresa do setor espanhola", referiu ele no verão passado em Portugal. Porém, Mourinho reconheceu que para o grupo que lidera é um primeiro passo importante "que nos coloca, mais umha vez, como um referente dos negócios com a Rússia".

Pedro Mourinho, CEO da IberAtlantic Global Corporation


A vacina consta de dous componentes: enquanto o
 primeiro baseia-se no adenovírus humano tipo 26, o segundo no adenovírus humanso recombinante de tipo 5. O medicamento é ministrado em duas etapas, num intervalo de 21 dias.

A vacina Sputnik V superou as duas fases de testes e a terceira e definitiva está a ser realizada na atualidade.

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

JUDEUS DOS EUA VOTAM ESMAGADORAMENTE EM BIDEM

Umha pesquisa da GBAO encomendada por Jewish Street (J Street) descobriu que os eleitores judeus votaram no candidato democrata Joe Biden com uma margem de 56 pontos percentuais sobre o presidente republicano Donald Trump nas eleições presidenciais de  3 de novembro de 2020 nos EUA.

Cerca de 77% dos eleitores judeus votaram em Biden, em comparaçom com 21% que votaram em Trump, de acordo com a pesquisa. Este é o pior desempenho dos republicanos numhas eleições presidenciais entre a comunidade judaica desde 2008, de acordo com J Street.

Nas eleições para o Congresso, os Judeus americanos apoiaram os candidatos democratas por uma margem semelhante (78% contra 21%).

“Nesta eleiçom historicamente crucial, os eleitores judeus acabaram de repudiar totalmente Donald Trump e um Partido Republicano que atendeu aos elementos xenófobos e de extrema direita do país”, disse o presidente da J Street, Jeremy Ben-Ami.

“Enquanto Trump anunciava um ‘êxodo’ de votantes judeus do Partido Democrata, o único êxodo que vimos aqui foram os republicanos a perder umha parte significativa de seu já pequeno número de apoiadores judeus”, disse ele.

“Umha estratégia construída sobre o mito de que os votos dos Judeus podem ser conquistados com uma política hawkish de Israel está fadada ao fracasso, quando repetidamente os Judeus americanos demonstraram que estám entre os eleitores mais progressistas do eleitorado americano, com opiniões sobre Israel pró-diplomacia e pró-paz ”, disse Ben-Ami.

Cerca de 49% dos inquiridos identificaram-se como “democratas fortes”, enquanto apenas 11% se identificaram como “republicanos fortes”.

A pesquisa descobriu que os Judeus americanos votaram principalmente nas questões da pandemia da Covid-19, a mudança climática, saúde e economia, com apenas 5% listando Israel como primeira ou segunda questom mais importante. Isso é apenas cerca de metade dos 9% que listaram Israel como umha de suas duas principais prioridades em 2016.

A pesquisa também descobriu que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu é visto de forma altamente desfavorável entre os Judeus americanos. A sua favorabilidade é avaliada em -30, umha queda acentuada de +30 em 2014 e +12 em 2016.

Três quartos (74%) dos eleitores judeus apoiaram a retomada do acordo nuclear com o Irã e 75% acreditam que os EUA deveriam pressionar israelitas e palestinianos a fazer a paz.

“Os eleitores judeus continuam a apoiar esmagadoramente os candidatos democratas, com o envolvimento imparcial dos EUA nos esforços para resolver o conflito israelense-palestino, uma soluçom de dous estados e um retorno às políticas da era Obama, como o acordo nuclear com o Irã”, disse o pesquisador Jim Gerstein.

 J Street é um grupo de defesa progressista e pacifista pró-Israel. 

Reações

Um ex-ministro das Comunicações israelita acusou os Judeus americanos de "traiçom" após votarem de forma esmagadora no candidato democrata à presidência norte-americana.

Ayoob Kara, membro da minoria drusa de Israel que serviu no Knesset como membro do partido Likud até o ano passado, disse na quinta-feira que o presidente Donald Trump era o "melhor presidente americano" para Israel. 

“É uma grande decepçom que 72% dos Judeus americanos nom tenham a gratidom e escolheram Joe Biden”, tuitou Kara. "Eu esperava que eles apoiassem o presidente Trump, que é o melhor presidente americano para o Estado de Israel."

Para além do inquérito divulgado pola J Street, um grupo de defesa de Israel progressista e pacificista, a Votecast da Associated Press descobriu que 68% dos eleitores judeus votaram em Biden, enquanto 30% votaram em Trump.

Judeus americanos apóiam principalmente Biden, enquanto o apoio de Trump diminui entre os cristãos

Os dados conhecidos correspondem a um padrom de votaçom histórico da comunidade judaica nos Estados Unidos da América, que tende a se inclinar para a esquerda.

Enquanto isso, a maioria (54%) de populaçom de Israel prefere Trump, em comparaçom com 21% que preferem Biden, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Canal 12 de Israel.

Ciente dessa realidade, talvez chocado polos resultados confirmados no sábado dia 8 de novembro, o primeiro-ministro israelita reagiu com "umha soluçom de dous tuites" reconhecendo a colaboraçom do presidente derrotado e parabenizando e reconhecendo a vitória do presidente eleito.

Durante o seu primeiro -e único- mandato, o presidente D. Trump fez umha série de movimentos em apoio a Israel às custas dos palestinos, incluindo a mudança da embaixada dos EUA para Jerusalém e o reconhecimento da cidade como a sua única capital, endossando a soberania de Israel nas Colinas de Golã da Síria e, mais recentemente, negociando a normalizaçom acordos entre Israel e os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein.

Ao abrigo das políticas desenvolvidas polo governo trumpista surgiu entre os movimentos populistas de nova direita umha falsa corrente de apoio a Israel que misturam ingredientes como o messianismo evangélico, diversos negacionismos e xenofobia.

Propaganda eleitoral bolsonarista no Brasil

A pesquisa da GBAO tem um nível de confiança de 95% e umha margem de erro de +/- 3,5 pontos percentuais.

Fontes:

>JerusalémPost

> Inquérito pré-eleitoral sobre os Judeus americanos

sábado, 7 de novembro de 2020

ISRAEL APOSTA NA VACINA RUSSA PARA COVID-19 E ENCOMENDA 1,5 MILHÕES DE DOSES

O sistema de saúde de Israel está interessado na vacina russa contra a Covid-19 e nos vindouros vai receber 1,5 milhões de unidades logo depois de ter realizado umha encomenda. Trata-se do primeiro país ocidental a comprar a vacina russa para o coronavírus. 

A notícia foi avançada polo Centro Médico Hadassah, que foi autorizado nas últimas horas para comprar por volta de 1,5 milhões de doses da vacina russa, a Gam-COVID-Vac, desenvolvida polo Instituto de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, dependente do Ministério de Defesa russo, sob o nome comercial de Sputnik V. O hospital também está a tentar registar a vacina no Ministério de Saúde, o que permitiria o seu fornecimento aos israelitas.

O chefe do Hadassah, o professor Zeev Rotstein, disse ao The Jerusalem Post que estava a completar os trámites administrativos para a encomenda. Também referiu que a autoridade russa de vacinas pediu ao hospital que apresentasse o arquivo de registo ao Ministério da Saúde. Se a vacina tivesse sucesso e o Ministério de Saúde a aprovasse, poderia ser ofertada aos israelitas em dous ou três meses, segundo o centro de saúde.

Além disso, seria a primeira vacina para Covid-19 registada no ministério. "Hadassah é sempre um pioneiro", frisou Rotstein.

O ramo Hadassah em Skolkovo, Moscovo, colaborou num teste clínico da Fase III que deve ser completado no próximo mês. Essa pesquisa está a provar a vacina numhas 40 mil pessoas na Rússia e em vários países do mundo. Dezenas de milhares de voluntários já receberam a vacina.

A vacina russa baseia-se no próprio coronavírus. As vacinas mais comuns som as vacinas vivas que utilizam umha forma enfraquecida do vírus causante da doença. Devido a que estas vacinas som tam semelhantes à infeçom natural que ajudam a prevenir, criam umha resposta imune forte e duradoura.

Num artigo publicado no mês de setembro na revista médica The Lancet, revisada por outros pesquisadores, mostrou que a vacina russa Sputnik V produziu umha resposta de anticorpos em todos os participantes nas primeiras fases dos testes.

Com efeito, os resultados dos testes de Fase I e Fase II, realizados entre junho e julho deste ano e no que participaram 76 pessoas, demonstraram que os 100% dos participantes desenvolvem anticorpos contra o novo coronavírus e sem efeitos secundários graves, referiu The Lancet.

Alguns especialistas ocidentais, incluídos alguns cientistas de Israel, alertaram contra o uso da vacina antes de serem realizadas todos os testes e medidas aprovadas em nível internacional. Também puseram em causa a capacidade da Rússia para desenvolver a vacina com tanta rapidez.

Mas Rotstein esclareceu que "nom estava bem ser céptico". "Há muitas acusações sobre a tecnologia e ciência russas. Mas cabe lembrar o facto de ter sido nomeada de Sputnik V é para dizer ao mundo: Lembrem quem foram os primeiros a chegar ao espaço. A Rússia pode estar muito avançada", disse ele.

O nome comercial Sputnik V é referido ao primeiro satélite artificial mundial, Sputnik I, lançado durante a corrida espacial no apogeu da Guerra Fria. A Rússia encarou o esforço mundial para desenvolver umha vacina para a Covid-19 como umha corrida semelhante, e o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que o seu país ganhou a corrida.

Rotstein acha que as dúvidas que existem em Israel sobre a vacina russa estám mais ligadas à luta entre os EUA e a Rússia sobre a primacia de encontrar a vacina e nom à sua qualidade. Embora admitiu que até ser completado os testes da Fase III ainda se desconhece se a vacina é realmente segura e efetiva.

O hospital está a comprar as doses da vacina pola sua conta. Rotstein nom especificou o seu preço. Porém, frisou que a compra foi apoiada por um grupo de investidores e que nom deveria danar o orçamento do hospital. Acrescentou que Hadassah está a examinar a possibilidade de abrir, como a Venezuela, umha planta de produçom de vacinas em Jerusalém, o que "é importante porque a quantidade é limitada".

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

As lojas de rua de Israel vam reabrir no domingo

O Ministério da Saúde israelita informou hoje que o número de infeções por Covid-19 aumentou em 560 para 318.111, com 8.958 casos ativos e 327 em estado grave, incluindo 147 com ventiladores. O número de mortes desde o início do surto é de 2.639. Os testes positivos caíram para 1,7%. 


O diretor do Gabinete do Coronavírus, Prof. Ronni Gamzu, disse que o número de testes pode e deve ser duplicado a fim de identificar as regiões fortemente afetadas, as quais devem ser desligadas do resto do país a fim de permitir que as áreas “verdes” voltem à atividade normal.

Na sua última reuniom semanal, a 4 de novembro, o Gabinete do Coronavírus aprovou a reabertura de lojas de rua nas cidades “verdes” a partir de domingo, nom devendo ser permitidas mais de quatro pessoas na loja - todas usando máscaras e mantendo distância de segurança. As regiões “vermelhas” permanecerám bloqueadas.

Nessa reuniom foi abordado o procedimento para iniciar o terceiro estágio da estratégia de saída do bloqueio de Israel. O Ministério da Saúde relatou anteriormente 831 novos casos. De 40.832 testes na terça-feira, 2,1% foram positivos. Este pico de infeçom levanta questões sobre a reabertura de lojas de rua, mercados e o ensino de 5 a 12 anos no próximo domingo, conforme planeado. Os ministros também discutiram os pagamentos como incentivos para que as pessoas façam testes.

O conselheiro sénior Ran Balicer alertou o governo para seguir os estágios de saída planeados e nom trilhar atalhos. Para evitar que os indivíduos tenham que escolher entre saúde e bem-estar financeiro, ele instou o governo a compensar os empresários polas suas perdas, a fim de obter melhores resultados.

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

ENQUANTO A EUROPA SE MERGULHA EM CHEIO NA SEGUNDA VAGA DA PANDEMIA ISRAEL DEBATE A REABERTURA

Na noite de quinta-feira 29 de outubro o primeiro-ministro israelita Binyamin Netanyahu entrou na disputa acirrada sobre a reabertura de lojas de rua com uma data de reabertura de compromisso: 8 de novembro. O ministro das Finanças, Yisrael Katz, exigiu o fim do fechamento neste domingo, junto com as aulas do ensino primário. Ele foi fortemente contestado polo ministro da Saúde, Yuly Edelstein, que queria uma pausa de duas semanas. O ministro da Saúde alertou que “dar grandes mordidas rápido de mais” levaria o país de volta ao pico crítico de pré-bloqueio, instando os ministros para seguirem o cuidadoso plano desenhado de seis etapas para amenizar as restrições.

Como habitual, o Gabinete do Coronavírus decidiu na noite de quinta-feira reabrir no próximo domingo os salões de cabeleireiro e beleza, juntamente com as casas de hóspedes e sinagogas, sob estritas restrições sanitárias. Dezenas de lojistas fizeram um protesto violento em Telavive contra a decisom do governo.


Por outro lado os novos casos de coronavírus caíram novamente na quinta-feira para 630, elevando o número de casos ativos para 11.254 com 410 em estado grave. Apenas 1,8% testou positivo. Porém, o número de mortes aumentou para 2.511.

A partir do próximo domingo, os primeiros quatro cursos da escola primária serám reabertas por polo menos 4 dias na semana em turmas de 20, consoante a decisom tomada polo Gabinete do Coronavírus. As escolas de ensino médio e secundário levarám mais tempo para abrir devido à constataçom de que crianças a partir dos 10 anos som mais contagiosas do que crianças menores.

Na quarta-feira o Ministério da Saúde reportou 688 novos casos positivos, elevando o total de infeçom em 8 meses para 312.787, dos quais 11.914 estám ativos e 804 estám hospitalizados, 464 em estado grave e 199 com ventiladores. No total, até 2.494 pessoas morreram por causa do SARS-CoV-2.