sexta-feira, 2 de abril de 2021

CAMPANHA DE VACINAÇOM CONSEGUE TRAVAR OS CONTÁGIOS EM ISRAEL

Logo dumha campanha maciça de vacinações, o Estado de Israel conseguiu controlar a expansom da pandemia de Covid-19: os novos casos diários de contágios diminiuram drasticamente a partir dumha taxa de vacinaçom de 26%.

Segundo os últimos dados fornecidos por Our World in Data, Israel encabeça a campanha de vacinações em nível mundial, com os 60,68% da sua populaçom imunizada logo de administrar 5,21 milhões de doses. Assim sendo, no dia de hoje reportaram os mínimos valores de novos casos (251) e de casos ativos (6581). Ainda restam no país 368 casos graves.


quarta-feira, 31 de março de 2021

539 ANOS DO DECRETO DE ALHAMBRA DE EXPULSOM DOS JUDEUS

 "No mesmo mês em que as suas Majestades [Fernando e Isabel] emitiram o édito de que todos os Judeus deveriam ser expulsos do reino e dos seus territórios, no mesmo mês deram-me a ordem de empreender com homens suficientes a minha expediçom de descoberta das Índias". Assim começa o diário de Cristóvão Colombo. A expulsom a que Colombo se refere foi um evento tam cataclísmico que, desde entom, a data de 1492 foi marcada a ferro na história judaica. Em 31 de julho daquele ano, toda a comunidade judaica, cerca de 300.000 pessoas, foi expulsa dos reinos sob o domínio das Coroas de Castela e de Aragom.

Cópia assinada do édito de expulsom dos Judeus

A expulsom dos Judeus fora o projeto favorito da Inquisiçom castelhana, chefiada polo padre dominicano Tomas de Torquemada. Torquemada acreditava que, enquanto os Judeus permanecessem em Castela, eles influenciariam dezenas de milhares de Judeus convertidos ao cristianismo a continuar praticando o judaísmo.  Mais da metade dos Judeus do Reino de Castela converteram-se em consequência da perseguiçom religiosa, levantamentos antijudaicos e pogroms que ocorreram em 1391. Devido aos contínuos ataques, cerca de 50 000 outros se converteram em 1415. O antissemitismo sempre foi um motor do nacionalismo espanhol pan-castelhano.

Fernando e Isabel rejeitaram a exigência de Torquemada de que os Judeus fossem expulsos até janeiro de 1492, quando o exército castelhano derrotou as forças do Reino de Granada (o último estado muçulmano da Península Ibérica), restaurando assim o domínio cristão no território que controlavam. Com o seu projeto mais importante realizado, a rainha de Castela casada com o rei de Aragom, concluiu que os Judeus eram dispensáveis. Os reis católicos encargarom a Torquemada e aos seus colaboradores a redaçom do decreto de expulsom sob três condições que deveriam ficar refletidas no documento: 

  • que justificassem a expulsom imputando aos Judeus dous delitos suficientemente graves (a usura e a herética pravedade)
  • que se desse um prazo suficiente para que os Judeus pudessem escolher entre o batismo ou o exilo
  • os que se mantiverem fiéis ao Judaismo puidessem dispor dos seus bens móveis e imóveis (salvo ouro, prata e cavalos)

Torquemada apresentou o projeto de decreto aos monarcas a 20 de março de 1492 e os reis assinaram-no e publicaram-no em Santa Fe (Granada) a 31 de março. Existem duas versões: umha assinada polos reis e válida para a Coroa de Castela e outra assinada apenas polo rei Fernando de Aragom e valida para os seus estados da Coroa de Aragom. O decreto nom abrangia o Reino de Navarra, independente nessa altura.

A segunda parte do decreto pormenorizava as condições da expulsom:

  1. A expulsom dos Judeus era definitiva: "acordamos mandar sair todos os Judeus e Judeus dos nossos reinos e que jamais tornem nem voltem a eles nen algum deles".
  2. Nom havia qualquer exceçom, nem por razom de idade, morada ou local de nascença (incluídos tanto os nascidos em Castela e Aragom quanto os vindos de fora).
  3. Dava-se um prazo de quatro meses para que saissem dos domínios dos reis. Os que nom o fizerem dentro desse prazo ou voltassem depois seriam punidos sob pena de morte e a confiscaçom dos seus bens. Aliás, os que auxiliarem os Judeus ou os ocultassem expunham-se a perder "todos os seus bens, vassalos e fortalezas e outras heranças".
  4. No prazo fixado de quatro meses os Judeus poderiam vender os seus bens imóveis e levar o produto da venda em forma de notas promissórias (nom em moeda cunhada ou em ouro e prata porque a sua saída era interdita por lei) ou de mercadorias (sempre que nom forem armas ou cavalos, cuja exportaçom também era proibida.

Com certeza, todos os eventos iriam acontecer por causa da vontade implacável dum homem, Tomas de Torquemada.

Tomás de Torquemada (1420-98)

Em 31 de março, foi expedido o decreto de expulsom, que deve entrar em vigor em exatamente quatro meses (31 de julho), mas por motivos logísticos o prazo foi alargado até o 2 de agosto. O curto espaço de tempo foi umha grande vantagem para os gentios, pois os Judeus foram forçados a liquidar as suas casas e negócios a preços absurdamente baixos. Ao longo daqueles meses frenéticos, os padres dominicanos encorajaram ativamente os Judeus a se converterem ao cristianismo e, assim, ganharem a salvaçom neste mundo e no próximo.

Dezenas de milhares de refugiados morreram enquanto tentavam chegar a um local seguro. Nalguns casos, os capitães de navios espanhóis cobraram somas exorbitantes e depois os Judeus foram jogados no mar no meio do oceano. Nos últimos dias antes da expulsom, espalharam-se boatos por toda a Espanha de que os refugiados em fuga engoliram ouro e diamantes, e muitos Judeus foram esfaqueados até a morte por bandidos na esperança de encontrar tesouros nos seus estômagos.

Diáspora sefardita

Os Judeus que rejeitaram abandonar a sua identidade etno-religiosa rumaram diversos destinos: Magrebe, Estados italianos, o Império Otomano e outros lugares da Europa, entre os quais, Portugal.

Os mais afortunados dos Judeus expulsos conseguiu escapar para o Império Otomano, onde receberam refúgio. Sabendo da expulsom, o sultam Bayezid II despachou a Marinha Otomana para trazer os Judeus em segurança para as terras otomanas, principalmente para as cidades de Salónica (atualmente na Grécia) e Izmir (atualmente na Turquia). Muitos desses Judeus também se espalharam noutras partes dos Balcãs sob domínio otomano, como as áreas que hoje som a Bulgária, a Sérvia e a Bósnia (nomeadamente a cidade de Sarajevo). A respeito desse incidente, Bayezid teria dito "aqueles que dizem que Fernando e Isabel som sábios son realmente tolos; pois ele deu-me, o seu inimigo, o seu tesouro nacional, ls Judeus", frisando que "o mesmo Fernando que empobreceu a sua própria terra e enriqueceu a nossa?" Entre os refugiados mais infelizes estavam aqueles que fugiram para o vizinho Portugal. 

Doravante, os judeus espanhóis expulsos seriam conhecidos como sefarditas. Sefarad era o nome hebraico para a Espanha. Após a expulsom, os sefarditas impuseram-se umha proibiçom informal de os Judeus viverem novamente em Espanha. Especificamente porque a sua estada anterior naquele país tinha sido muito feliz, os Judeus consideraram a expulsom como umha traiçom terrível, e desde entom lembram-se dela com particular amargura. Das dezenas de expulsões dirigidas contra Judeus ao longo de sua história, a operada pola católica Espanha continua a ser a mais infame.

Validade do Decreto de Expulsom

O Decreto de Alhambra foi oficialmente revogado em 16 de dezembro de 1968, no Concílio Vaticano II. Logo a seguir, a 21 de dezembro de 1969, o ditador Francisco Frango derrogou-o oficialmente. Isso foi um século inteiro depois que os Judeus praticavam abertamente sua religiom em Espanha e as sinagogas eram mais umha vez locais legais de culto sob as Leis de Liberdade Religiosa ao abrigo da constituiçom de 1869. Em 1924, o regime de Primo de Rivera concedeu a cidadania espanhola a toda a diáspora judaica sefardita. 

Em 2014, o governo do Estado do Reino de Espanha aprovou umha lei que permite a dupla cidadania aos descendentes de Judeus que se candidatam, para "compensar os eventos vergonhosos do passado do país". Assim, os Judeus sefarditas que podem provar que som descendentes dos Judeus expulsos por causa do Decreto de Alhambra podem "tornar-se espanhóis sem sair de casa ou desistir de sua nacionalidade atual."

domingo, 28 de março de 2021

"O XUDIO" E A "TAFONA DA HERMÍNIA" DE RIBADÁVIA FECHAM DEFINITIVAMENTE

 As restrições por causa da pandemia e Covid-19 estám a provocar o encerramento de muitos estabelecimentos de hotelaria por toda a parte. Ribadávia, vila galega com umha importante herança judaica, nom é imune a essa realidade e nos últimos dias está a sair à tona da atualidade o fecho de dous locais de referência nas judiarias galegas.

O primeiro caso, noticiado a 12 de março polo jornal La Región de Ourense, é o da "Tafona da Hermínia", localizado na Rua da Porta Nova de Arriba, na cerna da Judiaria de Ribadávia. A sua proprietária, Dona Hermínia Rodrigues Carvalhal, anunciava, logo de mais de trinta anos de atividade, o encerramento da sua loja de bolos hebraicos. A loja era ponto de paragem obrigatória nas visitas à capital do Ribeiro.

Dona Hermínia junto do cartaz da sua popular tafona. FOTO: A.CH. | La Región

Até hoje ela comandava a única loja especializada em confeitaria judaica (Mamul, Ghorayebah, Kupferlin, massas de papoila...). Um receituário único que apenas ela conhece. «Quando trabalho nom quero ninguém comigo. Faço-o tudo a mão, mas ninguém sabe como. Nem o meu homem nem os meus filhos», referia ela numha entrevista publicada em 2018. Eu antes dizia, «se me acontecer qualquer cousa deixai tudo em depósito no museu, mas agora digo que nom, que o conservem porque assim sempre terám onde trabalhar».

Logo depois, a 27 de março, conhecíamos que outro local histórico, a taberna "O Xudio" também fecha. O seu propriétario, D. António Alvares Sousa, gerenciava o negócio desde 1987 depois de tê-lo recebido doutra família. Entom decidiu nom mudar o nome do local, "O Xudio" (O Judeu).

D. Antonio Álvarez Sousa, proprietário d'O Xudio. FOTO: MIGUEL VILLAR | La Voz de Galicia

A pandemia acelerou o encerramento e o seu proprietário acordou reformar-se. Sempre aberto no número 10 da Rua da Judiaria (Merelles Caula), este restaurante oferecia todo tipo de petiscos e era um ponto de encontro na celebraçom da Festa da Istória.

Com o habitual desleixo com o seu passado judaico, nom admira que a Câmara Municipal de Ribadávia nada tivesse feito para evitar o encerramento destes locais que mantiveram até hoje a esteira viva da herança judaica na Galiza.


sexta-feira, 26 de março de 2021

VACINAÇOM MACIÇA PROVOCA QUEDA DRÁSTICA DE CONTÁGIOS EM ISRAEL

Antes de os relógios em Israel ser adiantados para o modo de verão às 2 horas na noite de quinta-feira, 26 de março, acontece em meio à saída sustentada de Israel da pandemia de coronavírus. Horas antes, o  ministro da Saúde, Yuli Edelstein, relatou que mais de metade da populaçom de Israel foi vacinada contra a Covid-19 numha campanha rápida desde dezembro (9,90 milhões de doses, o que representa 114,43% da populaçom) . Mesmo assim, a cidadania é incentivada a seguir as diretrizes para se proteger contra outro surto. 

Coincidindo com as eleições, os dados epidemiológicos melhoraram grandemente em Israel, reduzindo-se drasticamente os novos contágios reportados diariamente (538 hoje). O número de pacientes gravemente enfermos diminuiu para 482, dos quais 189 precisam ventiladores. Durante o ano desde a eclosom da pandemia, 6.165 pessoas morreram do patógeno.

Os Palestinianos de Jerusalém Oriental (residentes permanentes do Estado judeu) também foram vacinados como parte da populaçom, bem como os Palestinianos com empregos em empresas israelitas. A Autoridade Nacional Palestina começou a lançar umha campanha de vacinaçom limitada com doses fornecidas por Israel, Rússia, Emirados Árabes Unidos e a iniciativa global de compartilhamento de vacinas COVAX.

EN ANDAMENTO NEGOCIAÇÕES PARA 24º GOVERNO DE ISRAEL

 Com os 99,5% dos votos apurados, a 24 Knesset eleita na última terça-feira ficou constituída em tres blocos: Anti-Netanyahu 57 mandatos, pró-Netayahu 52 e um terceiro, chamado de "neutro", com 11.

O Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu "Bibi",  nom conseguiu chegar às 61 cadeiras e terá dificuldade em formar o novo governo. O "Bibi",  na chefia do governo de Israel desde 2009 (mas tendo também servido na posiçom entre 1996-99), é o premier mais antigo na história do Estado Judeu e o primeiro a nascer em Israel após a sua Declaraçom de Independência em 1948. 

Fonte: CONEXÃO ISRAEL
https://www.facebook.com/conexaoisrael.org

Bloco pró-Netanyahu

O partido dele, o Likud, sai destas eleições como saiu das três anteriores: sem conseguir maioria para armar a coaligaçom. No entanto, desta vez a derrota foi mais significativa, desde que nom havia um grande partido para lhe fazer frente como o Azul e Branco, e o partido dele perdeu mais de 300 mil votos em comparaçom com as eleições passadas (6 cadeiras a menos). Surpresivamente, o atual primeiro-ministro nom tirou qualquer proveito eleitoral da  campanha maciça de vacinaçom para a Covid-19 levada a cabo sob a sua liderança (Israel é hoje líder mundial com 114,43% da populaçom imunizada).

Netanyahu está mais perto da linha da maioria absoluta (61 lugares), já que o Likud e os partidos religiosos (9 Shas, 7 de Judaísmo da Torá e 6 de Sionismo Religioso) constituem um bloco ideológico sólido de direita de 52. 

Para além dos partidos ultra-ortodoxos, Sionismo Religioso (5,1%), partido extremista criado para concorrer nestas eleições, atingiu umha bancada expressiva, contando com o apoio de Netanyahu que chegou a pedir votos para o aliado.


Bloco anti-Netanyahu

O partido de centro Yesh Atid, de Yair Lapid, com 17 mandatos e 13,9% de votaçom, é o rival mais próximo do Likud e nom terá umha tarefa mais fácil do que Netanyahu para formar umha coaligaçom de governo, já que terá de travar umha aliança com cerca de dez fações imcompatíveis num governo de maioria para a mudança. Com pouco em comum, a aversom a Netanyahu e a determinaçom de afastá-lo do poder é o único que liga estes grupos.

As forças deste bloco variam de Nova Esperança, de Gideon Saar, ex Likud, com 6 mandatos (4,7%), Israel Nossa Casa/Israel Beitenu de Avigdor Lieberman, com 8 mandatos (5,6%) de Azul e Branco/Kachol Lavan de Benny Gantz, com 8 mandatos (6,6%), o Partido Trabalhista, com 7 lugares (6,1%) e Meretz, com 6 cadeiras e 4,6%.

O partido Azul e Branco, o segundo maior bloco da última Knesset, também saiu muito enfraquecido (perdeu 9 mandatos), mas curiosamente é visto como um grande vencedor nestas eleições. O motivo: o partido abeirava a cláusula de barreira (3,25% dos votos) e por fim conseguiu compor a quarta maior bancada da casa.

Os partidos de esquerda, Trabalhista e Meretz, dobraram a suas bancadas, mas compõem, juntos, apenas cerca de 10% da Knesset atual.

O partido Nova Eperança, de recente criaçom e comandado por Gideon Saar, ex-Likud, lançou como candidato o seu líder para a substituir Netanyahu. Porém, apesar das boas sondagens iniciais, perdeu muita força na campanha e formou umha bancada pequena. Como primeira tarefa o seu líder, juntamente com A. Lieberman, os dous mais ferrenhos oponentes de Netanyahu, propõem aprofundar no processo com um projeto de lei destinado a desqualificá-lo como primeiro-ministro devido ao seu julgamento por corrupçom em andamento. Para conseguir isso, eles precisam dum voto maioritário para destituir o presidente do Likud.

Os partidos árabes da Lista Unificada (6 mandatos e 4,8%) som contados no bloco contra Netanyahu, mas também nom estám no campo de Lapid, embora o líder oposicionista os agrupe no seu grupo. A sua estratégia é nom envolver-se na política estatal do Estado Judeu. Os políticos árabes foram os maiores derrotados desta eleições, sendo vítima dumha rutura que enfraqueceu a coaligaçom em quase 50% e pagou um alto preço pola baixa participaçom do eleitorado árabe na votaçom.


Bloco neutro

Este bloco está formado por 11 mandatos: 7 do Yamina, direita liberal-conservadora ortodoxa, e os 7 do partido Lista Árabe, de tendência islamita.

O Yamina (6,2%) foi umha outra força derrotada nas eleições logo depois de o seu líder, Naftali Bennet, ter lançado umha campanha alvejando substituir Netanyahu. Apesar de aparecer bem nas primeiras sondagens, finalmente perdeu muito fôlego na reta final e formou umha bancada pequena.

A Lista Árabe/Ra'am (3,8% de votaçom) concorreu em solitário após sair da Lista Unificada por desavenças com a estratégia dos partidos árabes de permanecerem ideologicamente distantes da política estatal de Israel e do seu governo e por travarem conversas com o Primeiro-ministro Netanyahu.

Possíveis alianças

Ao abrigo dos resultados, mais umha vez, as possibilidades de governo sem Netanyahu som muito pequenas, além de envolverem grupos antagônicos cuja única semelhança é a oposiçom ao primeiro-ministro.

Na dialética de blocos, o Likud, na hipótese de, por proximidade ideológica, aliar-se com o Yamina (7 mandatos), poderia comandar um bloco de direita de 58 lugares. Porém, nom é suficiente, ficando a 3 da maioria absoluta. Nesta hipótese, os dous grupos rivais estám isolados 58 contra 57, com um pequeno partido árabe (o Ra'am) segurando o equilíbrio dumha maioria de 61.

Pola primeira vez na história parlamentar de Israel, o resultado desta eleiçom deu a chave para determinar o vencedor umha força árabe. Com certeza, as quatro cadeiras conquistadas por Ra'am de Masoud Abbas transformaram-se em ouro. Por enquanto, o líder árabe ainda nom desvendou a sua escolha.

Além disso, partidos aliados dos dous blocos recusam-se a cogitar a possibilidade de travar umha aliança com partidos árabes. Esse é o caso tanto de Israel a Nossa Casa de Lieberman quanto do Sionismo Religioso, cujo líder, Bezalel Shmotrich, descartou a participaçom de qualquer forma do partido Ra'am de Abbas Mansour num futuro governo nos seguintes termos: “Um governo de direita baseado no apoio de Mansour é inaceitável, ponto final; seja de dentro ou de fora, por abstençom ou por qualquer outro blefe”.

Depois que o Comitê Central de Eleições publicar os resultados oficiais, na próxima quarta-feira, a bola passa para o Presidente de Israel, Reuven Rivlin, cujo trabalho é selecionar, em consulta com os líderes dos partidos, o membro do Knesset mais apto para estabelecer um governo estável.

Quintas eleições em dous anos?

Segundo o DEBKA, as difíceis negociações da coaligaçom já estám em andamento e prometem os exercícios mais repreensíveis de política mesquinha e destruiçom pessoal. Ainda falta ver um governo estável. Umha quinta eleiçom nom é mais mencionada como umha piada. Para o analista João Koatz Miragaya, da Conexão Israel, "agora resta-nos observar se haverá umha coaligaçom em Israel, ou se iremos a novas eleições em agosto, pola quinta vez em pouco mais de dous anos".

quarta-feira, 24 de março de 2021

AS ELEIÇÕES EM ISRAEL DECORREM COMO SE NOM TIVESSE ACONTECIDO A PANDEMIA

 Com os 99,5% de votos apurados [25/3/2021], o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nom tem o governo nas mãos, como mostravam as sondagens israelitas (preliminares de boca das urnas). Os resultados das eleições de ontem decorreram como se a pandemia da Covid-19 nom tivesse acontecido e o governo nom tivesse promovido umha campanha de vacinações extraordinária e única no mundo.


No total, o bloco pró-Benjamin Netanyahu (Bibi)  conseguiu 52 mandatos contra 57. A continuidade do atual primeiro-ministro na chefia do governo vai depender, portanto, dos 11 mandatos do bloco neutro conformado nom apenas polo Yamina e do seu líder, Naftali Bennett, mas também do Ra'am (Lista Árabe islamita) que abandonou a Lista Unificada na sequência dumha mudança de estratégia desta parcela dos representantes da comunidade árabe-isrelita.

As chances de novas eleições dentro de quatro meses nom som pequenas.  E aí? O que vai ser?, pergunta-se a Conexão Israel.

Porém, estes resultados som provisórios, já que faltam cerca de 12% dos votos por apurar, os conhecidos como envelopes duplos, que devem ser contabilizados até esta sexta-feira. Estes votos som de pessoas que nom puderam comparecer às urnas por razões justificadas, como pessoas internadas em hospitais, soldados, presidiários, funcionários do Estado no exterior...

ATUALIZAÇOM (25/3/2021): Com os 99,5% de votos apurados, a distribuiçom por blocos fica: 52 pró-Netanyahu contra 57 e 11 "neutros".

segunda-feira, 22 de março de 2021

O ISRAEL START-UP NATION APRESENTA A SUA EQUIPA DA VOLTA À CATALUNHA COM UMHA BANDEIRA INDEPENDENTISTA

 O Israel Start-Up Nation é a primeira equipa profissional israelita que, após a sua fundaçom em 2015, procura preparar jovens ciclistas de Israel e outros países sem umha tradiçom de ciclismo, tenham a oportunidade de ser parte da família do ciclismo profissional.

No dia 21 de março a apresentaçom da equipa do Israel Start-Up Nation para a Volta Ciclista à Catalunha de 2021 tornou-se viral por causa do cartaz de promoçom escolhido pola organizaçom. Numha imagem nas redes sociais e também no seu site, a fotografia dos ciclistas aparecia com umha estelada (bandeira do movimento independentista catalão) de fundo.



A equipa israelita estreia Chris Froome (Reino Unido) na nova equipa. Froome é a sua estrela e a grande esperança para a volta catalã.

A Volta a Catalunha faz agora 100 anos, umha ediçom que deveu ter chegado em 2020, mas a pandemia de coronavírus impediu a sua realizaçom. A Covid-19 adiou a Volta e em 2021 regressa com mais força. A organizaçom mantém o mesmo percurso planeado para o 2020.

A equipa israelita tem o seu campo de treinamento em Girona e Goldstein (Israel), Impey (África do Sul), Hollenstein (Suíça) e Cataford (Canadá) acompanham Froome. Também Woods (Canadá) e Martin (República da Irlanda) para as etapas de montanha.

A imagem da estelada foi polémica, provocando todo tipo de comentários (negativos entre os espanholistas e positivos entre os independentistas), e o Israel Start-Up Nation acabou removendo-a e publicando umha outra com a senyera (bandeira oficial da Catalunha).


Nesta ediçom tormar-se-ám medidas por causa da pandemia, realizando testes de PCR a toda a organizaçom e aos 120 voluntários. "As empresas e todos os trabalhadores que vierem à Volta têm de levar um teste PCR negativo e as equipas e corredores som controladas pola UCI", referiu Rubèn Peris, o diretor da Volta.

Saiba mais sobre as relações entre Israel e a Catalunha:

> Israel perante a independência da Catalunha

> As relações entre a Catalunha e o Estado de Israel