Mostrar mensagens com a etiqueta GALIZA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta GALIZA. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

XVI DIA EUROPEU DA CULTURA JUDAICA NA PORTUGALIZA

As diferentes vilas e cidades galego-portuguesas comemoram este domingo, dia 6 de setembro, umha nova ediçom do Dia Europeu da Cultura Judaica.


Sob o lema "Pontes", o XVI Dia Europeu da Cultura Judaica vai ser celebrado em 30 países.


BELMONTE

Mercado Kosher
Data: 13 setembro
Local: Largo do Castelo
Comida, artesanato, animaçom, visitas à Sinagoga...


CASTELO DE VIDE

Encontro em Castelo de Vide
Datas: 3-6 de setembro
Local: Pr. D. Pedro V


Visitas guiadas à Judiaria de Monforte de Lemos
Data: 6 de setembro
Horário: 11:30h / 17:30h / 19:00h
Local: Escritório Municipal de Turismo (R. Comercio, 6)

Percursos polas áreas de âmbito judaico de Monforte de Lemos guiados polo historiador Filipe Aira


RIBADÁVIA


Festival Musical "Arteficial"
Data: 5 de setembro
Horário: 12:30-23:00h
Local: Bairro judeu, Pr. da Madalena, Auditório do Castelo e Museu sefardita

Visita guiada à Judiaria de Ribadávia
Data: 6 de setembro
Horas: 12h / 17h
Local: Escritório Municial de Turismo
Percurso polo bairro judeu

Portas Abertas no Museu Judaico da Galiza
Data: 6 de setembro
Hora: 10:30-20:00h
Local: Escritório Municipal de Turismo

Exposiçom "Erensya. Paisagem humana"
Data: 6 de setembro
Horário: 10:30-20:00h
Local: Museu Judaico da Galiza - Escritório Municipal de Turismo

Festival de confeitaria tradicional e judaica
Data: 6 de setembro
Horário: 11:00-21:00h
Local: Pr. da Madalena


TUI

Exposiçom fotográfica "Tedendo Pontes"
Datas: 1-9 de setembro
Local: Área Panorámica

Jornadas gastronómicas sefarditas
Datas: 4 - 6 de setembro
Petiscos de gastronomia judaica nos locais O novo cabalo furado; O vello cabalo furado; Tapas e vinhos; Mesón Adega; Happy Restaurante; Mesón Jauqueyvi

Atuaçom infantil "O cego dos monifates"
Data: 4 de setembro
Hora: 21:00h
Local: Pr. de S. Fernando

Visita guiada à Judiaria de Tui
Data: 4 de setembro
Hora: 22:00h
Local: Porta da Pia
Percurso polos locais da memória judaica de Tui guiado polo historiador Suso Vila

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A DIÁSPORA DOS JUDEUS DA NAÇÃO PORTUGUESA

Os Judeus da nação portuguesa som um subgrupo dos Judeus sefarditas. Apesar desta designaçom, trata-se de Judeus oriundos de Portugal e Espanha, donde foram expulsos nos séculos XV e XVI.

Este grupo, também chamado de Sefarditas Ocidentais, difere-se dos Sefarditas Orientais (aqueles que fugiram para territórios dependentes do Império Otomano e que maioritariamente falam ladino ou judeu-espanhol), já que possuem umha herança linguística, ritual e social próprias. De língua falada e escrita portuguesa, os rituais judaicos dos Judeus portugueses baseiam-se nos pré-existentes à expulsom de Sefarad (Península ibérica).

Essa era também a língua falada polos judeus galegos, e nom o ladino/judeu-espanhol, que quando foram expulsos do Reino da Galiza em 1492, incluido na altura dentro da Coroa de Castela, foram para alguns locais da Europa onde a partir de 1497 chegaram os judeus portugueses. Assim sendo, a Holanda, Alemanha, Flandres, Inglaterra e algum outro país acolheram os Judeus galegos que com o tempo acabaram por nom se distinguirem dos judeus da nação portuguesa. Afinal torods eram considerados judeus portugueses, e isso foi porque a Galiza falava a mesma língua que Portugal, com o qual a uniom e confusom foi muito fácil, mas como a Galiza nom era independente, os Judeus galegos apenas eram judeus portugueses de estranha procedência. 

Os Judeus galegos nom integraram o grupo dos sefarditas orientais e provavelmente hoje os seus descendentes estejam com a ideia serem descendentes dos Judeus portugueses.

A expulsom dos Judeus da Península Ibérica (Sefarad)

Após a expulsom dos Judeus dos reinos de Espanha polos reis católicos em 1492, entre 83.000-100.000 pessoas, que se recusaram converter-se à religiom cristã emigraram para Portugal, acrescentando-se à comunidade de 30.000 Judeus lá existente. O rei D. João II, influenciado por judeus importantes na Corte, acolhe-os, impondo-lhes o pagamento dumha quantia elevada para permanecerem em Portugal. Os que nom podiam pagar viram metade dos seus bens confiscados para a Coroa. Com esta medida pretendia-se a fixaçom de operários especializados, que faltavam em Portugal. 

Finado D. João II, sucede-lhe D. Manuel, monarca que se revelou tolerante para com os Judeus que nom podiam pagar. No entanto, em dezembro de 1496 é aprovado um édito e em março de 1497 é imposta a expulsom da comunidade judaica de Portugal, iniciando umha série de medidas persecutórias. Os Judeus portugueses viviam em território português polo menos desde o século I d.n.e. 



Porém, Manuel I nom queria a saída dos Judeus, tam necessários para o progresso económico, polo que, por um lado, foram baptizados à força por decisom do rei e, por outro lado, em abril de 1499 proibiu que esses cristãos novos conversos abandonassem o país sob penas severas. Destarte, desejado ou nom, os Judeus portugueses tornaram-se em cristãos-novos conversos ou cripto-judeus. Dado o secretismo da sua situaçom, a lealdade religiosa deste coletivo pode ser classificada segundo o seguintes perfis:
- Sinceros cristãos, embora sujeitos a discriminaçom e às acusações de judaizantes por parte da Inquisiçom
- Aqueles que honestamente tentaram viver como cristãos, mas que, ao descobrir que ainda nom eram aceites socialmente e eram suspeitos de judaizantes, conceberam dúvidas intelectuais sobre o assunto e decidiram regressar ao judaísmo.
- Verdadeiros cripto-judeus, que viam as suas conversões como forçadas e, relutantemente, conformados com o catolicismo até encontrar a primeira oportunidade de viver umha vida judaica aberta.
- Oportunistas culturais cujos pontos de vista privados puderam ter sido bastante céticos e que se mostravam conformes com a forma local do judaísmo ou do cristianismo, dependendo de onde eles estavam a cada momento.

Seja como for, os Judeus sefarditas portugueses, viram-se obrigados a viver um judaísmo na clandestinidade, sob o medo permanente da denúncia por heresia. Em consequência iniciaram um êxodo continuado (que se prolongou até os finais do século XVIII) para outros lugares, com maior ou menor fortuna, onde pudessem praticar o judaismo publicamente. Eles foram geralmente aceitados polas comunidades judaicas locais como anusim (conversos forçados), cuja conversom, sendo involuntaria, nom punha em causa a sua judeidade.

Destinos da Diáspora cristã-nova portuguesa Fonte: ANUÁRIO JANUS

Destinos da Diáspora judaica


Os destinos da emigraçom clandestina dos conversos da primeira geraçom logo após a expulsom foram o norte da África, o Império Otomano (Turquia), ou mesmo o regresso a Portugal ou aos reinos de Espanha. Estas comunidades nom precisaram qualquer "formaçom" já que ainda tinham algum conhecimento direto do judaismo com base na memória do contato cumha comunidade judaica viva. 


No entanto, o massacre dos cristãos-novos de Lisboa, na Páscoa de 1506, iria permitir-lhes alcançar a possibilidade de partir com autorizaçom régia para terras da cristandade. Entre esse ano e 14 de junho de 1532, os cristãos-novos puderam sair livremente de Portugal com bens e família. Esta permissom voltar-lhes-ia a ser concedida com os perdões gerais de 1535 e 1547 e tornar-lhes-iam a ser outorgadas ou negadas, ao longo dos séculos XVI e XVII, consoante as vontades políticas ou as necessidades económicas dos soberanos. Iniciava-se assim a nova diáspora judaica. 

Ainda que até 1536 foi possível, através da política de baptismos forçados, escamotear o decreto de expulsom conservando as suas antigas crenças religiosas, a Inquisiçom, ao perseguir as heresias com mão de fogo, em especial os judaízantes, só lhes deixou a alternativa da fuga do país, sempre que ela era possível. Doravante o número de Judeus em Portugal diminuiu dramaticamente, passando de 60.000 em 1542 e 30.000 em 1605 para uns 7.000-8.000 em 1631.

O primeiro êxodo acompanhou a própria expansom atlântica portuguesa, sendo as novas terras descobertas pretexto para umha diáspora em território nacional. Assim sendo, as ilhas atlânticas (Madeira, os Açores e S. Tomé), o Oriente e o Brasil abriam-lhes perspectivas de comércio rentável e dumha relativa liberdade religiosa, entre vizinhos que desconheciam o seu passado de judeus. 

Os primeiros Judeus portugueses chegaram ao Brasil principalmente como cristãos-novos conversos e contribuiram para a colonizaçom do território. De facto, quando em 1500 Pedro Álvares Cabral desembarcou nas Terras de Vera Cruz estava acompanhado por Gaspar da Gama, um judeu polaco. Fernão de Noronha, um fidalgo cristão-novo português, foi um dos primeiros grandes exploradores de pau-brasil nas terras recém descobertas. Com ele iniciou-se o regime das capitanias ao receber em 1504, por concessom de D. Manuel, a Ilha de São João (hoje Fernando de Noronha).

No essencial, o regime das capitanias, consistia numha doaçom ao capitám que se dispusesse a colonizar um território a expensas suas. As primeiras capitanias no Brasil foram 15, criadas entre 1534-36 por João III. Cedo elas atrairam famílias de cristãos-novos, que estám na gênese do desenvolvimento da exploraçom açucareira. A cidade de Salvador da Baía, primeira capital do Brasil, recebeu, logo após a descoberta, várias famílias de origem judaica. Foram elas que desenvolveram o interior e se expandiram para os territórios que hoje constituem os estados de Sergipe e Alagoas.

A Inquisiçom nom tinha ainda atravessado o Atlântico e a distância emprestava umha ilusom de segurança. Muitos dos que lá chegavam eram deportados, condenados ao degredo por suspeita de judaísmo, transformando o território virtualmente numha colónia penal. Mesmo assim, o espectro inquisitorial pairava ainda na penumbra e sobre os Judeus pesava o receio de poderem ser repatriados para Portugal a mando dos tribunais da Inquisiçom. 

Na altura de 1624 por volta de 50.000 europeus moravam no Brasil, sendo os cristãos-novos umha significativa percentagem, onde trabalhavam como mercadores, importadores, exportadores, mestres, poetas e mesmo como padres. 

Os historiadores som consensuais na conclusom de que um em cada três colonos portugueses no Brasil era cristão-novo, isto é, judeu oculto ou de ascendência judaica.

Os que preferiram retornar para o Próximo Oriente foram bem recebidos polos turcos otomanos, sendo assimilados posteriormente nas comunidades sefarditas orientais.

Alguns rumaram para o norte da Europa, onde fundaram comunidades em Flandres (Antuérpia), nos Países Baixos (Amsterdão) e norte da Alemanha (Hamburgo). Outros dirigiram-se para o sudoeste da França (Bordéus e área de Baiona) e um menor número para a Inglaterra e para os territórios dos estados que hoje conformam a Itália.

A opçom polo judaísmo significava para os que partiam a impossibilidade de regressar a Portugal, quer como cristãos, quer como Judeus, a menos que se "purgassem" voluntariamente da sua culpa, num dos tribunais inquisitoriais (operativos em Portugal desde 1540) ou que, com algumha sorte, conseguissem iludir possíveis denunciantes, conhecedores da sua opçom judaica, através de disfarces bem sucedidos ou da utilizaçom de múltiplos pseudónimos.

Umha vez alcançados os seus locais de refúgio, estes cristãos-novos pertencentes a gerações posteriores aos éditos de expulsom tiveram de reeducar-se no judaismo, já que tanto a memória como os rituais judaicos viram-se adulterados pola situaçom de clandestinidade em que viviam. Para "regressar" a um judaismo verdadeiro foi possível precisaram, quer dos Sefarditas que viviam na Itália, quer dos exilados de 1492 que viviam em Marrocos (herdeiros diretos da tradiçom judaica andalusi), quer dos Judeus asquenazitas dos Países Baixos e Alemanha.

Os Judeus portugueses fixados nos Países Baixos também chegaram com os Holandeses em Pernambuco e a toda a regiom setentrional do Nordeste brasileiro (1630-54). Com a reconquista portuguesa e a proibiçom de praticar o judaismo a comunidade dispersou-se, sendo que alguns voltaram para os Países Baixos, outros migraram para outras colónias holandesas da América do Sul, do Norte e Caraíbas (nomeadamente CuraçãoCosta Selvagem ou Guianas, Jamaica e Barbados) e umha parcela permaneceu refugiada nos sertões onde se converteram em cripto-judeus brasileiros.

Em Nova Iorque, que fora colónia holandesa com o nome de Nova Amsterdão, chegaram do Recife um grupo de 23 judeus em 1654, onde fundaram a primeira comunidade judaica dessa cidade. Os Judeus da nação portuguesa fundaram outras comunidades na América do Norte, como Montreal, Newport, Philadelphia, Charlotte, Nova Orleães e participaram ativamente da sociedade norte-americana, formando uma elite política e cultural judia.


Os Judeus Ocidentais conservaram o português como primeira língua
Os Judeus da nação portuguesa falaram maioritariamente português como primeira língua. Até o século XVII o portugués foi utilizado para a comunicación diária entre gerações mais novas e era a língua habitual dos documentos oficiais utilizados nas sinagogas. Porém, como língua litúrgica persistiu até meados do século XIX, aquando foi substituido polas línguas próprias dos locais de fixaçom. Polo contrário, os Sefarditas Orientais e da África do Norte falavam principalmente o ladino, língua judia derivada do judeu-espanhol.

O uso do dialeto judeu-português conservou-se nalguns documentos, mas deixou de ser usado como língua falada desde finais do século XVIII ou inícios do XIX. Por exemplo, o português deixou de ser lingua falada nos Países Baixos no período napoleónico, quando as escolas judaicas apenas permitiram o ensino do neerlandês e do hebraico. Os sermões na sinagoga de Bevis Marks (Londres) foram em português até 1830.

Com a Shoa, no quadro da Segunda Guerra Mundial, os Judeus da nação portuguesa sofreram fortemente, tendo a sua populaçom diminuída, de forma considerável, nas suas comunidades na Europa continental.

domingo, 31 de maio de 2015

A SOLIDARIEDADE COM GAZA COMO ESCUSA

No dia 30 de maio chegou ao porto de Bueu o pesqueiro Marianne de Göteborg, que navega rumo a Gaza para tentar travar o bloqueio que sofrem os Palestinianos residentes na Faixa de Gaza. Na sequência destas celebrações, está prevista a celebraçom dumha Gala Artística de Apoio à Flotilha da Liberdade e dumha homenagem do ataque israelita ao Mavi Mármara, buque enviado a Gaza com o patrocínio do regime islamita turco.

No dias 30 e 31 de maio chegou ao porto de Bueu um barco da mal chamada Flotilha da Liberdade com rumo a Gaza, território palestiniano governado polo grupo terrorista islamista Hamas onde o povo palestiniano está sequestrado unicamente por estes bárbaros do terror, aos que esta gente das flotilhas e boicotes, ajuda a manter a sua ditadura politico-religiosa sobre uma imensa parte da populaçom palestiniana que só quer a paz com Israel, trabalhar e viver em paz.

Estas pessoas, que suportam estas cousas, nom protestam contra o terror árabe/islamita no Curdistám iraquiano ou sírio, contra a repressom que os mesmo refugiados palestinianos sofrem a mãos do regime arabista de Al-Assad na Siria, nunca se manifestam contra o regime teocrático-fascista dos aiatolás diante da embaixada iraniana, nom organiza flotilhas solidárias contra as inúmeras vítimas (Árabes todas) da guerra da Síria, nem realizam marchas pola libertaçom do Tibete, cuja populaçom está a ser exterminada polo regime chinês. Polo contrário, seguem com a sua campanha fóbica contra o estado de Israel, o único democrático, multicultural e multirreligioso do Próximo Oriente e segue a apoiar os grupos terroristas islamitas da chamada "resistência palestiniana" como o Hamas ou Jihad Islâmica, alguns deles próximos do ISIS, e os únicos culpáveis de que israelitas e palestinianos nom se reconheçam mutuamente como estados, assinem a paz e cooperem.

Nom há apartheid em Israel, e os Palestinianos nom sofrem mais bloqueio que o das armas. Controles mais ferrenhos e mais violentos som os que está a fazer o Egipto sobre a Faixa de Gaza e nom protestam.

Nom, porque na verdade nom tem nada a ver. Nom é mais que a continuaçom da perseguiçom medieval aos Judeus perante a que qualquer umha escusa é válida.

É um racismo antijudeu que Hitler elevou ao seu máximo grau, e que segue disfarçado com muitas faces. É o ódio atávico ao povo judeu que segue mais vivo do que nunca.

Os Palestinianos som umha escusa a esse ódio racista.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

ÁLVARO CUNQUEIRO E OS JUDEUS GALEGOS

(...) As judiarias galegas tiveram umha grande importância na Idade Média e o galego, o judeu, ficou no país. Poucos Judeus sairam aquando a expulsom na época dos reis católicos.

E um às vezes sonha se nestes Judeus galegos de Tessalónica, tam pobres e humildes, gentes de pena -que dizia o Professor Molho- dedicados a acarretar lenha e água..., se ficará algumha saudade da Galiza, destas vilas nas que ele viveu, Monforte, Ribadávia, à beira dos rios, terra do vinho, onde deveu ter vivido muito bem e muito tranquilo durante muitos anos.

Entom eu acho que a estes Judeus podíamos-lhe dizer um pouco que também na Galiza fica umha certa saudade daquelas gentes, daquelas mulheres de nomes tam insuspeitos, dona Niebla, dona Sol, dona Surpreendida -que deveu ter sido muito linda, claro!-.


Álvaro Cunqueiro (1911-1981)



Transcriçom parcial da entrevista realizada a Álvaro Cunqueiro em 1978 para o programa "A FONDO" de TVE (áudio em espanhol)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

PARLAMENTO GALEGO APROVA DECLARAÇOM INSTITUCIONAL SOBRE O DIA DE COMEMORAÇOM ANUAL EM LEMBRANÇA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO

No Pleno de 11 de fevereiro, o Parlamento galego aprovou umha declaraçom institucional em lembrança das vítimas do Holocausto.


A seguir reproduz-se, na íntegra, o texto aprovado:


Em 1 de novembro de 2005 a Assembleia Geral das Nações Unidas, na sua 42ª sessom plenária, reafirma que o Holocausto, que teve como resultado que um terço do povo judeu e inumeráveis membros doutras minorias morressem assassinados, será sempre umha advertência para todo o mundo dos perigos do ódio, o fanatismo, o racismo e os preconcebidos. E também decidiu designar o 27 de janeiro como Dia Internacional de lembrança anual en memória das vítimas do Holocausto, todas elas vítimas do nazismo, entre as que se contam também galegos e galegas.

A Assembleia Geral rejeitou, e este Parlamento faz sua tal rejeiçom, toda negación, quer parcial, quer total, do Holocausto como facto histórico. E condenou sem reservas, condenaçom que também este Parlamento faz sua, todas as manifestações de intolerância religiosa, incitaçom, assédio ou violência contra as pessoas ou comunidades baseadas na origem étnica ou nas crenças religiosas, tenham lugar onde tiverem lugar.

O Parlamento da Galiza constata, com a Assembleia Geral das Nações Unidas, que o desconhecimento e o menosprezo dos direitos humanos originam atos de barbárie aldrajantes para a consciência humana.

O Parlamento da Galiza, enfim, mais un ano e de acordo com a letra e com o espírito da Declaraçom de 1 de novembro de 2005 da 42ª Assembleia Geral das Nações Unidas, chama o Governo da Xunta para trabalhar arreu contra os possíveis surtos de racismo, xenofobia e discriminações baseados na origem étnica ou nas crenças religiosas, e os cidadãos e as suas organizações para permanecerem vigiantes para que nunca mais um regime como o que produziu o Holocausto possa assentar-se entre nós nen e qualquer outro lugar do mundo.

Santiago de Compostela, 11 de fevereiro de 2015

domingo, 1 de fevereiro de 2015

JOSÉ FERNÁNDEZ VÁZQUEZ, O COMANDANTE SOTOMAYOR, UM GALEGO EM AUSCHWITZ

Este ano comemora-se o 70º aniversário da libertaçom polos soviéticos do campo de extermínio de Auschwitz. Neste artigo aproximamo-nos da figura de José Fernando Fernández Vazquez, o Comandante Sotomayor, um galego que esteve nesse campo da morte industrial desenhado polo nazismo.
O Comandante Sotomayor fardado com o uniforme usado para o sequestro do Santa María
FOTO: blogue de Farruco Sesto
Como é que chegou a Auschwitz?
Militar republicano, no fim da guerra civil espanhola acabou internado no campo de refugiados de Saint Cyprien na França. Iniciada a Segunda Guerra mundial, com umha França ocupada, participa na resistência francesa contra os nazistas. 


Detido pola GESTAPO, foi deportado como prisioneiro para o campo de concentraçom de Auschwitz onde realizou trabalhos forçados. No momento da sua libertaçom polas tropas soviéticas em abril de 1945, mal pesava 37 quilogramos.
Inícios
José Fernández Vázquez nasceu na Póvoa do Caraminhal en 1904. 
Filho de António Sottomayor e de Maria Portela. De pequeno “lia mais do que dormia”, segundo os que o conheceram.

De ofício pedreiro, sendo moi novo aderiu voluntário á Marinha espanhola, entom enquadrada ao serviço dum regime monárquico.
Engajamento político
Sendo alferes de navio, à idade de 24 anos é confinado para Marrocos pola sua militancia republicana durante a ditadura militar de Primo de Rivera (1923-30).
En 1930 abandona o exército depois do seu envolvimento na Sublevaçom republicana de Jaca. A escolha que enfrentara era entre deixar o exército ou ser submetido a um conselho de guerra.

Depois de receber influência ideológica da revoluçom russa, filia-se ao PSOE e em 1931 participa na constituiçom da Agrupaçom Socialista da P. do Caraminhal. Com a implantaçom da República, em abril 1931, constitui uma junta municipal revolucionária que tenta impedir a tomada de posse do alcalde de Caraminhas, eleito na lista monárquica.

Em 1932 publica o livro "Ideias socialistas" em que aponta ideias sobre a técnica do golpe de Estado e em 1933 abandona o PSOE para ingressar no Partido Comunista de Espanha (PCE). Nas eleições gerais de novembro desse ano candidata-se por esse partido sem conseguir ser eleito.

Guerra civil
Ao se produzir o golpe de estado nazi-fascista de julho de 1936 morava em Vila-Garcia de Arousa, onde tentou organizar a resistência ao levante militar. É elevado para tenente de navio com a misom de defender a ria de Arousa. Porém, a rápida vitória das forças fascistas na Galiza faz com que se tenha de refugiar na serra do Barbança.

Lá ficou com um grupo de milicianos armados até outubro de 1937, altura en que foge para Portugal, onde colaborou, no Porto, no afundamento dum buque da Kriegsmarine carregado com armamento para o bando franquista.
Toma rumo para a França, chegando a Bordéus a 12 de dezembro desse mesmo ano. Logo a seguir consegue passar de novo para a zona republicana. Em Barcelona reincorpora-se na marinha republicana e participa nas ações navais do Mediterrâneo, destacando a sua atuaçom no afundamento do cruceiro franquista "Baleares" em março de 1938. 

Nessa altura é conhecido como Noé ou Jorge de Sotomayor (Soutomaior). Diz que adotou esta alcunha porque achava que os Sotomayor, antiga linhagem nobiliária galega, faziam parte dos seus antepassados, o que diz muito da sua personalidade mitómana e imaginativa.

Antes do fim da guerra foi destinado como Adido Naval para a embaixada da Espanha republicana em Paris.

Após a Segunda Guerra mundial
Logo a seguir da sua libertaçom do campo de Auschwitz instala-se em Paris, onde trabalha como operário de montagem na fábrica automobilística Renault. Lá integra-se em agrupações e entidades republicanas do exilo. 

Em 1948 abandona a sua militância no PCE como medida de protesto polo abandono da resistência armada polos comunistas espanhóis.

Nessa altura emigra para Venezuela, onde é acolhido em Puerto Caballo e realiza vários trabalhos como motorista gabarra, eletricista na construçom e serrador de madeira. Também atua politicamente nas organizações "Libertad para España" e "Lar Galego". Assim sendo, entra em contato com Xosé Velo Mosquera, militante galeguista refugiado e que fundara a Uniom de Combatentes Espanhóis Antifranquistas Nacionalistas Galegos. 

Com elementos do antisalazarismo (Henrique Galvão) em 1959 fundaram a Direçom Revolucionária Ibérica de Libertação (DRIL).
O Santa María
Entre o 22 de janeiro e 2 de fevereiro de 1961 participou, juntamente con Xosé Velo e Humberto Delgado, no comando formado por 24 pessoas que sequestrou o Santa Maria, um navío transatlântico propriedade do Estado português. O sequestro do Santa Maria, que chamou amplamente as atenções internacionais, alvejaba o derrocamento das ditaduras franquista espanhola e do Estado Novo português. 
Nom conseguiram os seus objetivos, mas obrigaram a intervir à ONU e aos EUA que, após umhas duras negociações, conseguiram que o sequestro acabasse sem vitimar pessoas e os seus assaltantes em total liberdade.

Como o resto de companheiros, o Comandante Soutomaior obteve asilo político no Brasil, pais onde mora até 1962, decidindo regressar a Venezuela perante a perda de força da DRIL. Porém, é expulso por dar treinamento militar a membros do MIR.

Posteriormente, entre 1963-68 passou uns anos em Cuba, onde lecionou como professor universitário.
Foi membro permanente do Grupo Latino-Americano da Tricontinental (Organizaçom de Solidariedade dos Povos da África, Ásia e América Latina), viajando como representante a China, Laos, Camboja e Vietname, países onde se desenvolve a revoluçom comunista.

Últimos anos
Em 1979 regressa ao Estado espanhol para apresentar o seu livro de memórias (Eu roubei o Santa Maria).




Casado em primeiras núpcias com Eva Villalonga, de quem teve um filho: Franklin. Casa em segundas núpcias com Margarita Ackermann, umha alemã, de quem terá dous filhos: Federico e Enrique; Casa pola terceira vez, em 1958, com Sacramento de Jesus Peña.
Finou em Caracas em 11 de fevereiro de 1986.


Homenagem

Sob o título "Umha travessia no século XX", em 2007 umha exposiçom organizada polo Arquivo da Emigraçom Galega do Conselho da Cultura Galega (CCG) lembrou a figura do Comandante Sotomayor com umha parte dos fundos cedidos ao CCG por Federico Fernández Ackermann, um dos seis filhos de Soutomaior.

Os fundos constam de material gráfico, correspondência entre o Comandante Sotomayor e Celso Emílio Ferreiro, José Velo, documentaçom pessoal que recolhe os treze dias do sequestro do Santa Maria. Esta exposiçom evidencia as relções entre os exilados galegos e portugueses na América.

Mais informações: 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

REPRESENTANTES GALEGOS ADEREM-SE À UNANIMIDADE ESPANHOLA EM CONTRA DE ISRAEL

As duas deputadas do BNG (Bloque Nacionalista Galego) aderiram-se à unanimidade espanhola em prol do Estado da Palestina e em contra de Israel. Com efeito, o BNG, a única organizaçom do independentismo galego com representaçom no parlamento espanhol, assinaram o acordo alcançado nessa câmara entre todos os grupos respeitante à necessidade reconhecer o Estado palestiniano independente.
Apesar das reiteradas manifestações dos representantes do movimento palestiniano em defesa da unidade de Espanha, os representantes independentistas galegos em Madrid aderiram-se ao acordo assinado por todos os grupos políticos espanhóis apelando para o Governo reconhecer a Palestina como Estado, entre outros pontos.

A adesom crítica do BNG, umha organizaçom de libertaçom nacional herdeira do comunismo estalinista e que se autodefine de anti-imperialista, produz-se apesar de qualificarem os seus representantes o acordo de "insuficiente" e "longe dos pronunciamentos feitos pola Suécia  ou outros parlamentos como o britânico, o Senado irlandês ou a Assembleia francesa dentro dumhas semanas". "Porque sabemos da importância deste acordo para os Palestinianos é que assinamos o acordo", referiu a porta-voz parlamentar para este assunto.

Os representantes do nacionalismo galego, juntamente com outras forças políticas, queriam que o Governo espanhol reconhecesse a independência da Palestina antes do fim da presente legislatura (novembro de 2015) e que se promovesse esta proposta no resto de estados da UE. Para o BNG, umha organizaçom que defende o diálogo político para a soluçom pacífica dos conflitos entre partes confrontadas (País Basco, Ulster, Córsega,...), nom era preciso esperar um reconhecimento por parte da UE, mas que cada Estado podia ir avançando o reconhecimento do Estado palestiniano sem esperar a umha soluçom dialogada do conflito com Israel.

O BNG, cuja postura anti-israelita lhe tem impedido condenar o Holocausto em várias ocasiões no Parlamento galego, aproveitou a oportunidade para mostrar, mais umha vez, a sua oposiçom a Israel

Finalmente, após o debate parlamentar, as deputadas do BNG fotografaram-se em companhia do Embaixador em Madrid na ANP e outros diplomatas árabes.



sábado, 13 de setembro de 2014

XV DIA EUROPEU DA CULTURA JUDAICA NA PORTUGALIZA

O XV Dia Europeu da Cultura Judaica será celebrado no domingo 14 de setembro de 2014. Este ano, está dedicado à Mulher no Judaismo.

Na Portugaliza realizam-se comemorações em Belmonte, Castelo Branco, Monforte de Lemos, Ribadávia e Tui.

BELMONTE

Data: 14 de setembro

Local: Lage do Sebo, Belmonte

Mais uma ediçom do Mercado Kosher de Belmonte

Comida, artesanato, animaçom, visitas à Sinagoga… a partir das 10h00, na Lage do Sebo (Junto à Sinagoga de Belmonte).


CASTELO BRANCO

CONVIDADOS DE HONRA
1. Sua Ex.ª A Embaixadora do Estado de Israel em Portugal, Sr.ª Tzipora Rimon;
2. O Sr.º Bent Bakken em representação de Sua Ex.ª O Real Embaixador da Noruega em Portugal, Sr.º Ove Thorsheim;
3. Comendador Joaquim Morão; 
4. Deputada Dr.ª Hortense Martins; 
5. Presidentes das Regiões de Turismo; 
6. Secretário Geral da Rede de Judiarias de Portugal – Dr.º Jorge Patrão 
7. Rabino Elisha Salas;
8. Presidente da Comunidade Israelita de Lisboa – Dr. José Carp.
9. Presidente da Assembleia Geral da Comunidade Israelita de Lisboa - Dr.º Joshua Ruah;
10. Vice-Presidente da Comunidade Israelita de Lisboa - Dr.ª Esther Mucznik;
11. Presidente da Associação da Amizade Portugal Israel - Arqt.º António Caria Mendes; 
12. Presidente da Comunidade Judaica de Belmonte – Sr.º Pedro Diogo
13. Presidente da Associação Portuguesa de Estudos Judaicos - Sr.º Roberto Bachmann; 
14. Presidente da Cátedra de Estudos Sefarditas “Alberto Benveniste” - Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - Dr.ª Monique Benveniste; 
15. Diretora da Cátedra de Estudos Sefarditas “Alberto Benveniste” - Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - Prof.ª Dr.ª Maria de Fátima Reis;
16. Prof.ª Dr.ª Arqt.ª Maria da Graça Bachmann; 
17. Sr.ª Mery Drozdzinki Ruah; 
18. Representantes dos Municípios Associados à Rede de Judiarias de Portugal;
19. Prof.ª Dr.ª Antonieta Garcia – Prof. Associada da U.B.I. (aposentada);
20. Dr.º Júlio Garcia;
21. Prof. Dr.º Jorge Martins - Historiador;
22. Dr.ª Aida Rechena – Directora do Museu Tavares Proença Júnior;
23. Dr.ª Carla Alexandre Santos - Historiadora.
24. Arqt.º António Saraiva – Gestor Urbano - Agência Para a Promoção da Guarda; 
25. Dr.ª Alcina Cameijo - Agência Para a Promoção da Guarda;
26. Dr.ª Maria Adelaide Neto Salvado – Geógrafa, docente na ESE e USALBI/C.Branco;
27. Dr.º António Salvado – Professor e Poeta ;
28. Dr.º António Lourenço Marques - Médico;
29. Dr.ª Maria de Lurdes Gouveia da Costa Barata – Professora na ESE/C. Branco;
30. Dr.º Pedro Salvado - Historiador; 

1.ª PARTE – SALOM NOBRE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CASTELO BRANCO

RECEÇOM – DISCURSO INAUGURAL 

10.00h – Discurso Inaugural de Boas-Vindas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Castelo Branco, polo Presidente da Câmara, Dr.º Luís Correia, a Sua Excelência A Embaixadora do Estado de Israel em Portugal, Sr.ª Tzipora Rimon, O Sr.º Bent Bakken em representaçom de Sua Ex.ª O Real Embaixador da Noruega em Portugal, e aos conferencistas e convidados.

10.30h – Passagem pola estátua de Amato Lusitano, e Jardim das plantas medicinais frente à Câmara Municipal;

11.00h – Visita guiada à Judiaria de Castelo Branco;

12.30h – Almoço aos convidados de Honra em restaurante a anunciar, agradecendo-se a amabilidade de nos ser confirmada a participaçom no mesmo até ao dia 5 de setembro.


2.ª PARTE – AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL

COMUNICAÇÕES

Moderador: José da Conceição Afonso

14.00h – Biblioteca Municipal - Recepçom e distribuiçom de pastas;

14.30h – Dr.º Jorge Patrão – Sobre as comemorações do Dia Europeu da Cultura Judaica;

15.00h – Dr.ª Esther Mucznik – Vice-Presidente da Comunidade Israelita de Lisboa – Grácia Nasi, a Judia Portuguesa do Século XVI que Desafiou o Seu Próprio Destino;

15.30h – Prof. Dr.º Jorge Martins - Historiador – “Maria Gomes, albicastrense, 117 anos, a mais Idosa cristã-nova vítima da Inquisição;

16.00h – Cofee-break;

16.15h - Prof.ª Dr.ª Maria de Fátima Reis – Diretora da Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste - "Criptojudaísmo feminino e Inquisição. Testemunhos de resistência judaica em Santarém no século XVIII".

16.45h – Prof.ª Dr.ª Antonieta Garcia – Prof. Associada da U.B.I. (aposentada) – A Mulher Judia na Beira Interior de Portugal;

17.15h – Encerramento

INFORMAÇÕES

A entrada é livre para assistir às comunicações. 

CONTATOS 
Dia Europeu da Cultura Judaica - A Mulher no Judaísmo

Câmara Municipal de Castelo Branco 
Praça Município
6000-458 Castelo Branco

TLF: 272 330 330
Email: gab.presidente@cm-castelobranco.pt 
TLM / coordenação: 962300690


MONFORTE DE LEMOS

Visita guiada da zona de âmbito judaico

Data / Horário: 14 de setembro, às 11.30 h, 17.30 h e 19 h

Local: Escritório Municipal de Turismo (R. Comércio, 6)

Visita guiada a cargo de Carlos Rodríguez Fernández -Técnico da Red Juderías en Monforte, 

Campo de Santo Antonio s/n 27400 
Monforte de Lemos, 
T: +34 982402501 
cultura@concellodemonforte.com


RIBADÁVIA

Visita guiada à Judiaria de Ribadávia 

Data/Horário: 14 de setembro, às 12 h e 17 h

Local de saída: Escritório de Turismo de Ribadávia


Jornada de Portas Abertas no Museu Sefardita da Galiza

Data/Horário: 14 de setembro, de 10.30 a 20 h

Local: Museu Judaico da Galiza - Escritório de Turismo


Exposiçom Vinhedos de Sefarad

Data/Horário: 13-28 de setembro, de 10:30 - 19 h

Local: Museu Sefardita da Galiza - Escritório de Informaçom de Turismo


Degustaçom de petiscos sefarditas e vinhos de vinhedos de Sefarad. Exposiçom de adegas.

Data/Horário: 13 de setembro, de 11-14 h e de 16-19 h

Local: Igreja da Madalena – Bairro Judeu

Degostaçom a cegas das caves produtoras de vinho casher de Vinhedos de Sefarad e harmonizaçom com petiscos de origem sefardita. 
A partir dumha degustaçom os participantes irám conhecer os diferentes vinhos, vinhedos e variedades de uva, e deverán avaliar e adivinhar a que adega pertence cada um.


Palestra: Tratado de beleza e saúde da mulher sefardita na Idade Média

Data/Horário: 14 de setembro, às 12.30 h

Local: Museu Etnológico de Ribadávia


Festival de Confeitaria Tradicional Hebraica

Data/Horário: 14 de setembro, de 11 - 19 h

Local: Praça da Madalena


Gastronomía Sefardita e vinhos casher: menus sefarditas nos locais RASGO, com degustaçom de petiscos e vinhos dos Vinhedos de Sefarad

Data/Horário: 14 de setembro, às 13.30 h e às 19 h

Local: Vinhoteca de Ribadávia e Gastrobar O Birrán

Preço: 3 € (petisco e vinho)


Mais informações sobre estas atividades: 
Antonio Míguez Amil (Escritório de Turismo de Ribadávia)
Pr. Maior, 7 32400 Ribadávia (Ourense)
T: +34 988 47 12 75
turismo@ribadavia.es


TUI

Exposiçom "Passos de areia"

Data / Horário: 12 de setembro, às 19.00
Exposiçom da obra pitórica e escultórica de Juan Carlos Vázquez na Sala Municipal de Exposiçom na Área Panorâmica 
Miniconcerto a cargo de Juan Carlos Vázquez e a soprano Indra Sesti di Lucca

Visita guiada noturna à Judiaria de Tui

Data / Horário: 12 de setembro, às 21:30 h

Local: Saída da Porta da Pía

A visita guiada a cargo do historiador Suso Vila

Visita guiada à Judiaria de Tui

Data / horário: 13 de setembro, às 12h

Visita guiada polo historiador Suso Vila à coletânea de Sambenitos no Museu Diocesano e testemunhas judaicas na Catedral de Tui

Visita guiada à Judiaria de Tui

Data / Horário: 14 de setembro, às 12h

Local: Praça do Concelho e fim em Rio Moinhos.

Visita guiada a cargo do historiador Suso Vila às testemunhas judaicas na cidade de Tui.