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domingo, 31 de maio de 2015

A SOLIDARIEDADE COM GAZA COMO ESCUSA

No dia 30 de maio chegou ao porto de Bueu o pesqueiro Marianne de Göteborg, que navega rumo a Gaza para tentar travar o bloqueio que sofrem os Palestinianos residentes na Faixa de Gaza. Na sequência destas celebrações, está prevista a celebraçom dumha Gala Artística de Apoio à Flotilha da Liberdade e dumha homenagem do ataque israelita ao Mavi Mármara, buque enviado a Gaza com o patrocínio do regime islamita turco.

No dias 30 e 31 de maio chegou ao porto de Bueu um barco da mal chamada Flotilha da Liberdade com rumo a Gaza, território palestiniano governado polo grupo terrorista islamista Hamas onde o povo palestiniano está sequestrado unicamente por estes bárbaros do terror, aos que esta gente das flotilhas e boicotes, ajuda a manter a sua ditadura politico-religiosa sobre uma imensa parte da populaçom palestiniana que só quer a paz com Israel, trabalhar e viver em paz.

Estas pessoas, que suportam estas cousas, nom protestam contra o terror árabe/islamita no Curdistám iraquiano ou sírio, contra a repressom que os mesmo refugiados palestinianos sofrem a mãos do regime arabista de Al-Assad na Siria, nunca se manifestam contra o regime teocrático-fascista dos aiatolás diante da embaixada iraniana, nom organiza flotilhas solidárias contra as inúmeras vítimas (Árabes todas) da guerra da Síria, nem realizam marchas pola libertaçom do Tibete, cuja populaçom está a ser exterminada polo regime chinês. Polo contrário, seguem com a sua campanha fóbica contra o estado de Israel, o único democrático, multicultural e multirreligioso do Próximo Oriente e segue a apoiar os grupos terroristas islamitas da chamada "resistência palestiniana" como o Hamas ou Jihad Islâmica, alguns deles próximos do ISIS, e os únicos culpáveis de que israelitas e palestinianos nom se reconheçam mutuamente como estados, assinem a paz e cooperem.

Nom há apartheid em Israel, e os Palestinianos nom sofrem mais bloqueio que o das armas. Controles mais ferrenhos e mais violentos som os que está a fazer o Egipto sobre a Faixa de Gaza e nom protestam.

Nom, porque na verdade nom tem nada a ver. Nom é mais que a continuaçom da perseguiçom medieval aos Judeus perante a que qualquer umha escusa é válida.

É um racismo antijudeu que Hitler elevou ao seu máximo grau, e que segue disfarçado com muitas faces. É o ódio atávico ao povo judeu que segue mais vivo do que nunca.

Os Palestinianos som umha escusa a esse ódio racista.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

ÁLVARO CUNQUEIRO E OS JUDEUS GALEGOS

(...) As judiarias galegas tiveram umha grande importância na Idade Média e o galego, o judeu, ficou no país. Poucos Judeus sairam aquando a expulsom na época dos reis católicos.

E um às vezes sonha se nestes Judeus galegos de Tessalónica, tam pobres e humildes, gentes de pena -que dizia o Professor Molho- dedicados a acarretar lenha e água..., se ficará algumha saudade da Galiza, destas vilas nas que ele viveu, Monforte, Ribadávia, à beira dos rios, terra do vinho, onde deveu ter vivido muito bem e muito tranquilo durante muitos anos.

Entom eu acho que a estes Judeus podíamos-lhe dizer um pouco que também na Galiza fica umha certa saudade daquelas gentes, daquelas mulheres de nomes tam insuspeitos, dona Niebla, dona Sol, dona Surpreendida -que deveu ter sido muito linda, claro!-.


Álvaro Cunqueiro (1911-1981)



Transcriçom parcial da entrevista realizada a Álvaro Cunqueiro em 1978 para o programa "A FONDO" de TVE (áudio em espanhol)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

PARLAMENTO GALEGO APROVA DECLARAÇOM INSTITUCIONAL SOBRE O DIA DE COMEMORAÇOM ANUAL EM LEMBRANÇA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO

No Pleno de 11 de fevereiro, o Parlamento galego aprovou umha declaraçom institucional em lembrança das vítimas do Holocausto.


A seguir reproduz-se, na íntegra, o texto aprovado:


Em 1 de novembro de 2005 a Assembleia Geral das Nações Unidas, na sua 42ª sessom plenária, reafirma que o Holocausto, que teve como resultado que um terço do povo judeu e inumeráveis membros doutras minorias morressem assassinados, será sempre umha advertência para todo o mundo dos perigos do ódio, o fanatismo, o racismo e os preconcebidos. E também decidiu designar o 27 de janeiro como Dia Internacional de lembrança anual en memória das vítimas do Holocausto, todas elas vítimas do nazismo, entre as que se contam também galegos e galegas.

A Assembleia Geral rejeitou, e este Parlamento faz sua tal rejeiçom, toda negación, quer parcial, quer total, do Holocausto como facto histórico. E condenou sem reservas, condenaçom que também este Parlamento faz sua, todas as manifestações de intolerância religiosa, incitaçom, assédio ou violência contra as pessoas ou comunidades baseadas na origem étnica ou nas crenças religiosas, tenham lugar onde tiverem lugar.

O Parlamento da Galiza constata, com a Assembleia Geral das Nações Unidas, que o desconhecimento e o menosprezo dos direitos humanos originam atos de barbárie aldrajantes para a consciência humana.

O Parlamento da Galiza, enfim, mais un ano e de acordo com a letra e com o espírito da Declaraçom de 1 de novembro de 2005 da 42ª Assembleia Geral das Nações Unidas, chama o Governo da Xunta para trabalhar arreu contra os possíveis surtos de racismo, xenofobia e discriminações baseados na origem étnica ou nas crenças religiosas, e os cidadãos e as suas organizações para permanecerem vigiantes para que nunca mais um regime como o que produziu o Holocausto possa assentar-se entre nós nen e qualquer outro lugar do mundo.

Santiago de Compostela, 11 de fevereiro de 2015

domingo, 1 de fevereiro de 2015

JOSÉ FERNÁNDEZ VÁZQUEZ, O COMANDANTE SOTOMAYOR, UM GALEGO EM AUSCHWITZ

Este ano comemora-se o 70º aniversário da libertaçom polos soviéticos do campo de extermínio de Auschwitz. Neste artigo aproximamo-nos da figura de José Fernando Fernández Vazquez, o Comandante Sotomayor, um galego que esteve nesse campo da morte industrial desenhado polo nazismo.
O Comandante Sotomayor fardado com o uniforme usado para o sequestro do Santa María
FOTO: blogue de Farruco Sesto
Como é que chegou a Auschwitz?
Militar republicano, no fim da guerra civil espanhola acabou internado no campo de refugiados de Saint Cyprien na França. Iniciada a Segunda Guerra mundial, com umha França ocupada, participa na resistência francesa contra os nazistas. 


Detido pola GESTAPO, foi deportado como prisioneiro para o campo de concentraçom de Auschwitz onde realizou trabalhos forçados. No momento da sua libertaçom polas tropas soviéticas em abril de 1945, mal pesava 37 quilogramos.
Inícios
José Fernández Vázquez nasceu na Póvoa do Caraminhal en 1904. 
Filho de António Sottomayor e de Maria Portela. De pequeno “lia mais do que dormia”, segundo os que o conheceram.

De ofício pedreiro, sendo moi novo aderiu voluntário á Marinha espanhola, entom enquadrada ao serviço dum regime monárquico.
Engajamento político
Sendo alferes de navio, à idade de 24 anos é confinado para Marrocos pola sua militancia republicana durante a ditadura militar de Primo de Rivera (1923-30).
En 1930 abandona o exército depois do seu envolvimento na Sublevaçom republicana de Jaca. A escolha que enfrentara era entre deixar o exército ou ser submetido a um conselho de guerra.

Depois de receber influência ideológica da revoluçom russa, filia-se ao PSOE e em 1931 participa na constituiçom da Agrupaçom Socialista da P. do Caraminhal. Com a implantaçom da República, em abril 1931, constitui uma junta municipal revolucionária que tenta impedir a tomada de posse do alcalde de Caraminhas, eleito na lista monárquica.

Em 1932 publica o livro "Ideias socialistas" em que aponta ideias sobre a técnica do golpe de Estado e em 1933 abandona o PSOE para ingressar no Partido Comunista de Espanha (PCE). Nas eleições gerais de novembro desse ano candidata-se por esse partido sem conseguir ser eleito.

Guerra civil
Ao se produzir o golpe de estado nazi-fascista de julho de 1936 morava em Vila-Garcia de Arousa, onde tentou organizar a resistência ao levante militar. É elevado para tenente de navio com a misom de defender a ria de Arousa. Porém, a rápida vitória das forças fascistas na Galiza faz com que se tenha de refugiar na serra do Barbança.

Lá ficou com um grupo de milicianos armados até outubro de 1937, altura en que foge para Portugal, onde colaborou, no Porto, no afundamento dum buque da Kriegsmarine carregado com armamento para o bando franquista.
Toma rumo para a França, chegando a Bordéus a 12 de dezembro desse mesmo ano. Logo a seguir consegue passar de novo para a zona republicana. Em Barcelona reincorpora-se na marinha republicana e participa nas ações navais do Mediterrâneo, destacando a sua atuaçom no afundamento do cruceiro franquista "Baleares" em março de 1938. 

Nessa altura é conhecido como Noé ou Jorge de Sotomayor (Soutomaior). Diz que adotou esta alcunha porque achava que os Sotomayor, antiga linhagem nobiliária galega, faziam parte dos seus antepassados, o que diz muito da sua personalidade mitómana e imaginativa.

Antes do fim da guerra foi destinado como Adido Naval para a embaixada da Espanha republicana em Paris.

Após a Segunda Guerra mundial
Logo a seguir da sua libertaçom do campo de Auschwitz instala-se em Paris, onde trabalha como operário de montagem na fábrica automobilística Renault. Lá integra-se em agrupações e entidades republicanas do exilo. 

Em 1948 abandona a sua militância no PCE como medida de protesto polo abandono da resistência armada polos comunistas espanhóis.

Nessa altura emigra para Venezuela, onde é acolhido em Puerto Caballo e realiza vários trabalhos como motorista gabarra, eletricista na construçom e serrador de madeira. Também atua politicamente nas organizações "Libertad para España" e "Lar Galego". Assim sendo, entra em contato com Xosé Velo Mosquera, militante galeguista refugiado e que fundara a Uniom de Combatentes Espanhóis Antifranquistas Nacionalistas Galegos. 

Com elementos do antisalazarismo (Henrique Galvão) em 1959 fundaram a Direçom Revolucionária Ibérica de Libertação (DRIL).
O Santa María
Entre o 22 de janeiro e 2 de fevereiro de 1961 participou, juntamente con Xosé Velo e Humberto Delgado, no comando formado por 24 pessoas que sequestrou o Santa Maria, um navío transatlântico propriedade do Estado português. O sequestro do Santa Maria, que chamou amplamente as atenções internacionais, alvejaba o derrocamento das ditaduras franquista espanhola e do Estado Novo português. 
Nom conseguiram os seus objetivos, mas obrigaram a intervir à ONU e aos EUA que, após umhas duras negociações, conseguiram que o sequestro acabasse sem vitimar pessoas e os seus assaltantes em total liberdade.

Como o resto de companheiros, o Comandante Soutomaior obteve asilo político no Brasil, pais onde mora até 1962, decidindo regressar a Venezuela perante a perda de força da DRIL. Porém, é expulso por dar treinamento militar a membros do MIR.

Posteriormente, entre 1963-68 passou uns anos em Cuba, onde lecionou como professor universitário.
Foi membro permanente do Grupo Latino-Americano da Tricontinental (Organizaçom de Solidariedade dos Povos da África, Ásia e América Latina), viajando como representante a China, Laos, Camboja e Vietname, países onde se desenvolve a revoluçom comunista.

Últimos anos
Em 1979 regressa ao Estado espanhol para apresentar o seu livro de memórias (Eu roubei o Santa Maria).




Casado em primeiras núpcias com Eva Villalonga, de quem teve um filho: Franklin. Casa em segundas núpcias com Margarita Ackermann, umha alemã, de quem terá dous filhos: Federico e Enrique; Casa pola terceira vez, em 1958, com Sacramento de Jesus Peña.
Finou em Caracas em 11 de fevereiro de 1986.


Homenagem

Sob o título "Umha travessia no século XX", em 2007 umha exposiçom organizada polo Arquivo da Emigraçom Galega do Conselho da Cultura Galega (CCG) lembrou a figura do Comandante Sotomayor com umha parte dos fundos cedidos ao CCG por Federico Fernández Ackermann, um dos seis filhos de Soutomaior.

Os fundos constam de material gráfico, correspondência entre o Comandante Sotomayor e Celso Emílio Ferreiro, José Velo, documentaçom pessoal que recolhe os treze dias do sequestro do Santa Maria. Esta exposiçom evidencia as relções entre os exilados galegos e portugueses na América.

Mais informações: 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

REPRESENTANTES GALEGOS ADEREM-SE À UNANIMIDADE ESPANHOLA EM CONTRA DE ISRAEL

As duas deputadas do BNG (Bloque Nacionalista Galego) aderiram-se à unanimidade espanhola em prol do Estado da Palestina e em contra de Israel. Com efeito, o BNG, a única organizaçom do independentismo galego com representaçom no parlamento espanhol, assinaram o acordo alcançado nessa câmara entre todos os grupos respeitante à necessidade reconhecer o Estado palestiniano independente.
Apesar das reiteradas manifestações dos representantes do movimento palestiniano em defesa da unidade de Espanha, os representantes independentistas galegos em Madrid aderiram-se ao acordo assinado por todos os grupos políticos espanhóis apelando para o Governo reconhecer a Palestina como Estado, entre outros pontos.

A adesom crítica do BNG, umha organizaçom de libertaçom nacional herdeira do comunismo estalinista e que se autodefine de anti-imperialista, produz-se apesar de qualificarem os seus representantes o acordo de "insuficiente" e "longe dos pronunciamentos feitos pola Suécia  ou outros parlamentos como o britânico, o Senado irlandês ou a Assembleia francesa dentro dumhas semanas". "Porque sabemos da importância deste acordo para os Palestinianos é que assinamos o acordo", referiu a porta-voz parlamentar para este assunto.

Os representantes do nacionalismo galego, juntamente com outras forças políticas, queriam que o Governo espanhol reconhecesse a independência da Palestina antes do fim da presente legislatura (novembro de 2015) e que se promovesse esta proposta no resto de estados da UE. Para o BNG, umha organizaçom que defende o diálogo político para a soluçom pacífica dos conflitos entre partes confrontadas (País Basco, Ulster, Córsega,...), nom era preciso esperar um reconhecimento por parte da UE, mas que cada Estado podia ir avançando o reconhecimento do Estado palestiniano sem esperar a umha soluçom dialogada do conflito com Israel.

O BNG, cuja postura anti-israelita lhe tem impedido condenar o Holocausto em várias ocasiões no Parlamento galego, aproveitou a oportunidade para mostrar, mais umha vez, a sua oposiçom a Israel

Finalmente, após o debate parlamentar, as deputadas do BNG fotografaram-se em companhia do Embaixador em Madrid na ANP e outros diplomatas árabes.



sábado, 13 de setembro de 2014

XV DIA EUROPEU DA CULTURA JUDAICA NA PORTUGALIZA

O XV Dia Europeu da Cultura Judaica será celebrado no domingo 14 de setembro de 2014. Este ano, está dedicado à Mulher no Judaismo.

Na Portugaliza realizam-se comemorações em Belmonte, Castelo Branco, Monforte de Lemos, Ribadávia e Tui.

BELMONTE

Data: 14 de setembro

Local: Lage do Sebo, Belmonte

Mais uma ediçom do Mercado Kosher de Belmonte

Comida, artesanato, animaçom, visitas à Sinagoga… a partir das 10h00, na Lage do Sebo (Junto à Sinagoga de Belmonte).


CASTELO BRANCO

CONVIDADOS DE HONRA
1. Sua Ex.ª A Embaixadora do Estado de Israel em Portugal, Sr.ª Tzipora Rimon;
2. O Sr.º Bent Bakken em representação de Sua Ex.ª O Real Embaixador da Noruega em Portugal, Sr.º Ove Thorsheim;
3. Comendador Joaquim Morão; 
4. Deputada Dr.ª Hortense Martins; 
5. Presidentes das Regiões de Turismo; 
6. Secretário Geral da Rede de Judiarias de Portugal – Dr.º Jorge Patrão 
7. Rabino Elisha Salas;
8. Presidente da Comunidade Israelita de Lisboa – Dr. José Carp.
9. Presidente da Assembleia Geral da Comunidade Israelita de Lisboa - Dr.º Joshua Ruah;
10. Vice-Presidente da Comunidade Israelita de Lisboa - Dr.ª Esther Mucznik;
11. Presidente da Associação da Amizade Portugal Israel - Arqt.º António Caria Mendes; 
12. Presidente da Comunidade Judaica de Belmonte – Sr.º Pedro Diogo
13. Presidente da Associação Portuguesa de Estudos Judaicos - Sr.º Roberto Bachmann; 
14. Presidente da Cátedra de Estudos Sefarditas “Alberto Benveniste” - Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - Dr.ª Monique Benveniste; 
15. Diretora da Cátedra de Estudos Sefarditas “Alberto Benveniste” - Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - Prof.ª Dr.ª Maria de Fátima Reis;
16. Prof.ª Dr.ª Arqt.ª Maria da Graça Bachmann; 
17. Sr.ª Mery Drozdzinki Ruah; 
18. Representantes dos Municípios Associados à Rede de Judiarias de Portugal;
19. Prof.ª Dr.ª Antonieta Garcia – Prof. Associada da U.B.I. (aposentada);
20. Dr.º Júlio Garcia;
21. Prof. Dr.º Jorge Martins - Historiador;
22. Dr.ª Aida Rechena – Directora do Museu Tavares Proença Júnior;
23. Dr.ª Carla Alexandre Santos - Historiadora.
24. Arqt.º António Saraiva – Gestor Urbano - Agência Para a Promoção da Guarda; 
25. Dr.ª Alcina Cameijo - Agência Para a Promoção da Guarda;
26. Dr.ª Maria Adelaide Neto Salvado – Geógrafa, docente na ESE e USALBI/C.Branco;
27. Dr.º António Salvado – Professor e Poeta ;
28. Dr.º António Lourenço Marques - Médico;
29. Dr.ª Maria de Lurdes Gouveia da Costa Barata – Professora na ESE/C. Branco;
30. Dr.º Pedro Salvado - Historiador; 

1.ª PARTE – SALOM NOBRE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CASTELO BRANCO

RECEÇOM – DISCURSO INAUGURAL 

10.00h – Discurso Inaugural de Boas-Vindas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Castelo Branco, polo Presidente da Câmara, Dr.º Luís Correia, a Sua Excelência A Embaixadora do Estado de Israel em Portugal, Sr.ª Tzipora Rimon, O Sr.º Bent Bakken em representaçom de Sua Ex.ª O Real Embaixador da Noruega em Portugal, e aos conferencistas e convidados.

10.30h – Passagem pola estátua de Amato Lusitano, e Jardim das plantas medicinais frente à Câmara Municipal;

11.00h – Visita guiada à Judiaria de Castelo Branco;

12.30h – Almoço aos convidados de Honra em restaurante a anunciar, agradecendo-se a amabilidade de nos ser confirmada a participaçom no mesmo até ao dia 5 de setembro.


2.ª PARTE – AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL

COMUNICAÇÕES

Moderador: José da Conceição Afonso

14.00h – Biblioteca Municipal - Recepçom e distribuiçom de pastas;

14.30h – Dr.º Jorge Patrão – Sobre as comemorações do Dia Europeu da Cultura Judaica;

15.00h – Dr.ª Esther Mucznik – Vice-Presidente da Comunidade Israelita de Lisboa – Grácia Nasi, a Judia Portuguesa do Século XVI que Desafiou o Seu Próprio Destino;

15.30h – Prof. Dr.º Jorge Martins - Historiador – “Maria Gomes, albicastrense, 117 anos, a mais Idosa cristã-nova vítima da Inquisição;

16.00h – Cofee-break;

16.15h - Prof.ª Dr.ª Maria de Fátima Reis – Diretora da Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste - "Criptojudaísmo feminino e Inquisição. Testemunhos de resistência judaica em Santarém no século XVIII".

16.45h – Prof.ª Dr.ª Antonieta Garcia – Prof. Associada da U.B.I. (aposentada) – A Mulher Judia na Beira Interior de Portugal;

17.15h – Encerramento

INFORMAÇÕES

A entrada é livre para assistir às comunicações. 

CONTATOS 
Dia Europeu da Cultura Judaica - A Mulher no Judaísmo

Câmara Municipal de Castelo Branco 
Praça Município
6000-458 Castelo Branco

TLF: 272 330 330
Email: gab.presidente@cm-castelobranco.pt 
TLM / coordenação: 962300690


MONFORTE DE LEMOS

Visita guiada da zona de âmbito judaico

Data / Horário: 14 de setembro, às 11.30 h, 17.30 h e 19 h

Local: Escritório Municipal de Turismo (R. Comércio, 6)

Visita guiada a cargo de Carlos Rodríguez Fernández -Técnico da Red Juderías en Monforte, 

Campo de Santo Antonio s/n 27400 
Monforte de Lemos, 
T: +34 982402501 
cultura@concellodemonforte.com


RIBADÁVIA

Visita guiada à Judiaria de Ribadávia 

Data/Horário: 14 de setembro, às 12 h e 17 h

Local de saída: Escritório de Turismo de Ribadávia


Jornada de Portas Abertas no Museu Sefardita da Galiza

Data/Horário: 14 de setembro, de 10.30 a 20 h

Local: Museu Judaico da Galiza - Escritório de Turismo


Exposiçom Vinhedos de Sefarad

Data/Horário: 13-28 de setembro, de 10:30 - 19 h

Local: Museu Sefardita da Galiza - Escritório de Informaçom de Turismo


Degustaçom de petiscos sefarditas e vinhos de vinhedos de Sefarad. Exposiçom de adegas.

Data/Horário: 13 de setembro, de 11-14 h e de 16-19 h

Local: Igreja da Madalena – Bairro Judeu

Degostaçom a cegas das caves produtoras de vinho casher de Vinhedos de Sefarad e harmonizaçom com petiscos de origem sefardita. 
A partir dumha degustaçom os participantes irám conhecer os diferentes vinhos, vinhedos e variedades de uva, e deverán avaliar e adivinhar a que adega pertence cada um.


Palestra: Tratado de beleza e saúde da mulher sefardita na Idade Média

Data/Horário: 14 de setembro, às 12.30 h

Local: Museu Etnológico de Ribadávia


Festival de Confeitaria Tradicional Hebraica

Data/Horário: 14 de setembro, de 11 - 19 h

Local: Praça da Madalena


Gastronomía Sefardita e vinhos casher: menus sefarditas nos locais RASGO, com degustaçom de petiscos e vinhos dos Vinhedos de Sefarad

Data/Horário: 14 de setembro, às 13.30 h e às 19 h

Local: Vinhoteca de Ribadávia e Gastrobar O Birrán

Preço: 3 € (petisco e vinho)


Mais informações sobre estas atividades: 
Antonio Míguez Amil (Escritório de Turismo de Ribadávia)
Pr. Maior, 7 32400 Ribadávia (Ourense)
T: +34 988 47 12 75
turismo@ribadavia.es


TUI

Exposiçom "Passos de areia"

Data / Horário: 12 de setembro, às 19.00
Exposiçom da obra pitórica e escultórica de Juan Carlos Vázquez na Sala Municipal de Exposiçom na Área Panorâmica 
Miniconcerto a cargo de Juan Carlos Vázquez e a soprano Indra Sesti di Lucca

Visita guiada noturna à Judiaria de Tui

Data / Horário: 12 de setembro, às 21:30 h

Local: Saída da Porta da Pía

A visita guiada a cargo do historiador Suso Vila

Visita guiada à Judiaria de Tui

Data / horário: 13 de setembro, às 12h

Visita guiada polo historiador Suso Vila à coletânea de Sambenitos no Museu Diocesano e testemunhas judaicas na Catedral de Tui

Visita guiada à Judiaria de Tui

Data / Horário: 14 de setembro, às 12h

Local: Praça do Concelho e fim em Rio Moinhos.

Visita guiada a cargo do historiador Suso Vila às testemunhas judaicas na cidade de Tui. 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

RIBADÁVIA CELEBROU A FESTA DA ISTÓRIA


Durante a festa, celebrada os dias 29 e 30 de agosto, cenificou-se um casamento judaico na igreja da Oliveira ao que apenas se permitiu o acesso de pessoas vestidas de época.

Fonte: La Region

terça-feira, 24 de junho de 2014

PRESENÇA JUDAICA NA GALIZA

Rubém Melide

Com especial releváncia até os alvores da Idade Moderna, a coletividade judaica manteve ao longo da nossa história umha presença continuada. Nom é por acaso que, da mesma maneira que os sefarditas expulsos dos territórios de língua castelhana, a coletividade judia galega e portuguesa manteve a sua versom da nossa língua longe das nossas terras, nomeadamente na França, Países Baixos e Inglaterra, embora infelizmente o judeu-galego ou judeu-português seja um idioma já extinto, ou empregue só de umha maneira muito reduzida e circunscrita apenas a usos litúrgicos.

Na sua obra Os judeus no Noroeste da Península Ibérica, o professor João Domingos Gomes Sanches explica-nos que os judeus nom som precisamente umha raça, conceito resultante dumha construçom cultural e nom dum facto biológico. Tratar-se-ia dumha coletividade –ou coletividades– cujo fio condutor seriam umha série de tradições e valores culturais.

Nom conhecemos com precisom o momento da chegada dos Hebreus à Península Ibérica, mas o que sabemos com certeza é o facto de os povos da Palestina conhecerem a Sepharad desde a noite dos tempos. Os comerciantes Fenícios chegaram até as nossas costas bem antes do aparecimento dos Romanos nelas e, já no terreno da lenda, o rei Salomom teria enviado expedições à Sepharad com o objetivo de se fazer com o ouro preciso para a construçom do primeiro templo de Jerusalém. No tocante ao primeiro momento em que aparece documentada a sua presença no país, a primeira referência é do século XI na vila de Cela Nova

Mais tarde, em 1289, temos constância documental dumha outra comunidade judia organizada na vila de Alhariz, onde as autoridades cristãs e o representante dos judeus chegaram a um acordo para solucionarem eventuais conflitos. Desde o século XIV, as referências documentais aumentam, remetendo-nos para localidades como Ponte Vedra, Monte Rei, Betanços, Corunha, Caldas, Noia e Ourense. Também conhecemos a existência de comunidades noutros pontos do mapa, tais como Ferrol, Ribadeu, Mondonhedo, Pontedeume, Compostela, Monforte, Baiona, Tui, Vila Franca, ou a vila galega com mais reminiscências judaicas na atualidade: Ribadávia.


A dizer de José Ramón Ónega, a comunidade judia de Ribadávia, junto com elementos doutras coletividades do país, manejava as redes comerciais da Galiza medieval, mas também as doutras partes da Península e ainda de fora desta. A tradiçom hebraica da vila é tam forte que mesmo existem autores, como Méndez Silva, que pensam que foram os Judeus os que impuseram ao rio Ávia o seu nome, que quereria dizer vontade de Deus. Aliás, segundo Outeiro Pedraio, as gentes do Ribeiro tinham por pró-judeus os habitantes da vila.

Tradicionalmente, os Judeus foram considerados como um coletivo quase exclusivamente urbano, dedicado a atividades artesanais e comerciais, à medicina e à arrecadaçom. Temos exemplos documentados de hebreus galegos que exerceram todas estas profissões, como o arrecadador de Ourense Salomom Baquix, o também ourensano çirurgião Rab Juda ou o mercador Ysaque Rodriga. 

Sendo o vinho um dos principais elementos materiais da economia galega medieval, nom podiam os Judeus ser alheios ao seu comércio. O vinho figura constantemente em contratos de foro e de empréstimo, segundo nos relata María Gloria de Antonio no seu Os xudeus en Galicia. Os Hebreus nom podiam beber vinho manipulado por mãos nom judias, mas admitiam-no frequentemente como modo de pagamento. Também o peixe foi um produto a cujo comércio se dedicaram os Judeus, circunstância que nos confirma o documento de 1384 segundo o qual o hebreu corunhês David possui umha nau “nova e grande e bem fornecida” que lhe serve para exportar peixe para o Mediterrâneo.

Da dilatada presença judaica no mundo galaico e lusitano ficaram alguns vestígios, dos quais os apelidos estám entre os mais rastejáveis. Umha vez exilados em terras como a Aquitânia, encontramos no Caminho francês e nos cemitérios de Baiona e Bordéus nomes galego-portugueses, tais como Rodrigues, Álvares, Pereira, Mendes, Lopes, Depas (de Paz), Pixotte (Peixoto), Fonsèque (Fonseca), da Costa, Carvalho, Oliveira, Silva, Porto e outros.

No que diz respeito às perseguições religiosas, é um lugar-comum que a Galiza foi um terreno de relativa segurança e tolerância para as comunidades hebraicas no convulso contexto de fins do século XV, embora acabassem forçados à conversom ou ao exílio. Segundo Ónega, a tradiçom tolerante do país pode ter as suas raízes já no período suevo, o qual proporcionaria aos Judeus umha posiçom de que nom gozavam na última etapa do Império. Assim, os Hebreus ocuparam numerosos cargos oficiais, estando-lhes permitido casarem com mulheres cristãs. O mesmo autor assegura que os Judeus teriam participado das tentativas independentistas galegas da plena Idade Média. Mais umha vez, a segurança será a chave, pois na Galiza as comunidades hebraicas nom sofriam as perseguições e matanças que já naquela altura existiam noutras partes da Península.

Para culminarmos o aparente idílio entre os Judeus e a historiografia (-mitologia) nacional galega, temos o documento de 1447, citado por López Ferreiro, segundo o qual os Judeus teriam colaborado com os Irmandinhos no derrubamento do Castelo Ramiro, próximo da cidade de Ourense. Para Ónega, os judeus galegos estavam “identificados com o movimento popular, assumindo a causa irmandinha contra a nobreza opressora”.

Artigo publicado no nº67de A REVISTA, suplemento do Novas da Galiza. Abril de 2014.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

HOMENAGEM A ARISTIDES DE SOUSA MENDES

Na altura de 1940 meia Europa continental está em mãos de Hitler. Um após outro, os países tombam perante o jugo nazi-fascista. Portugal, na teoria país neutral desde o início da Segunda Guerra Mundial, emite umha ordem, chamada Circular 14, proibindo expressamente a entrega de vistos sem a autorizaçom do ministério aos seguintes coletivos: apátridas, "portadores de passaportes Nansen" (entregados pola Liga das Nações), Russos, Judeus "expulsos dos países onde tinham cidadania" ou expulsos dos países onde residiam, toda pessoa na impossibilidade de "regressar livremente ao país de procedência" e políticos oposicionistas.

Porém, entre 17 e 26 de junho de 1940 Aristides de Sousa Mendes, Cônsul de Portugal em Bordéus, passou vistos a todos aqueles que procuravam fugir da barbárie nazista. A sua açom terá salvado milhares de Judeus e outros refugiados de guerra. 

Um dos seus primeiros vistos irregulares foi para Eduardo Neira Laporte, comunista, basco, comandante médico do exército republicano espanhol e chefe da comunidade de refugiados espanhóis republicanos em Rivière (Landes).

17 de junho (segunda-feira)
Sousa Mendes decide entregar vistos a todos os refugiados que os demandarem. "Doravante, darei os vistos a todas as pessoas, sem distinçom de nacionalidade, raça ou religiom". Esse dia entrega um total de 230 vistos.

18 de junho
Entrega 231 vistos

19 de junho
Entrega de 156 vistos.

Com a ajuda dos seus filhos e sobrinhos, bem como do Kruger (rabino de Antuérpia), Sousa Mendes carimba e assina todos estes vistos a mão, primeiro sobre impressos oficiais, depois sobre qualquer bocado de papel. 

Grande parte destes vistos som entregues a portugueses que regressavam ao seu país e muitos outros foram entregues nos poderes de cônsul, polo que nom precisavam a autorizaçom de Lisboa. Mas muitos outros foram entregues na desobediência. Face os primeiros avisos das autoridades de Lisboa ele teria declarado: "Se há que desobedecer, prefiro que seja a umha ordem dos homens do que a umha ordem de Deus".

20 de junho
A embaixada britânica em Lisboa informa ao Ministério dos Negócios Estrangeiros português que Sousa Mendes atrasa propositadamente a entrega de vistos aos cidadãos britânicos para receber ingressos extra. Salazar ordena as primeiras medidas contra o Cônsul.

20-21 de junho
Apesar da presença de funcionários de Salazar encargados de o "repatriar" de autoridade, Mendes Sousa desloca-se para Baiona, onde prossegue a atividade de entrega de vistos no escritório do vice-cônsul.

22 de junho
Sousa Mendes desloca-se para a estrada de Hendaia, onde prossegue a escrever e assinar vistos para os refugiados na proximidade da fronteira.

23 de junho
Sousa Mendes é demitido das suas funções por Salazar.

Após o encerramento da fronteira de Hendaia e perante a ausência dos funcionários encargados para o apanhar, Sousa Mendes pega do carro à cabeça dumha coluna de refugiados que guia até um pequeno posto fronteiriço onde, do lado espanhol, nom há telefone. Nessa altura o funcionário da alfândega ainda nom fora informado da decisom de Madrid de fechar a fronteira com a França. Sousa Mendes usa o prestígio da sua funçom de cônsul (teórica, já que fora demitido das suas funções) e impressiona o funcionário para que deixe passar todos os refugiados que poderiam assim, com o seu visto, chegar a Portugal de comboio através do posto fronteiriço de Vilar Formoso.


De regresso a Portugal, Aristides de Sousa é colocado perante o Conselho de Disciplina por ter agido sem a autorizaçom do Ministério dos Negócios Estrangeiros português, o que levou à sua puniçom disciplinar.

"Quando o dia da Paz, que espero nom tardará a chegar, me permitir narrar pormenorizadamente os factos, todos os que me lerem chegarám ao conhecimento das circunstâncias de força maior que deram lugar à minha condenaçom. Por isso nada mais aqui direi sobre o assunto. Desejo apenas frisar que, em consequencia delas, fui severamente castigado e aposentado, "por incapacidade profissional"!!!

Com estas magoadas palavras Aristides de Sousa dava conta em 1945 da repressom de que foi alvo por resistir e desobedecer as instruções antissemitas dum regime de clara fasquia fascista como o português. O Cônsul de Bordéus ousou fazê-lo e ousou confessar que o faria de novo, apesar da perseguiçom que se desatou contra ele.


A façanha de Aristides de Sousa Mendes foi um caso único por ter atuado sem qualquer apoio, institucional ou oficial, obedecendo apenas à sua consciência.

Em 1961 som plantadas vinte árvores na memória de sousa Mendes nos terrenos do Memorial de Yad Vashem (Memorial do Holocausto situado em Jerusalém).

Em 1966 o Memorial de Yad Vashem de Israel concede-lhe o título de "Justo entre as Nações".

A 15 de novembro de 1986 é condecorado, a título póstumo, com o grau de Oficial da Ordem da Liberdade. O presidente da República Portuguesa, o socialista Mário Soares, reabilita assim Aristides de Sousa e a sua família recebe as desculpas públicas.

Em 1994 o Presidente português Mário Soares desvela um busto em homenagem a Aristides de Sousa, bem como umha placa comemorativa no nº14 do quai Louis-XVIII, o endereço do consulado de Portugal em Bordéus em 1940.

Em 1995, a 23 de março, é agraciado, a título póstumo, com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo polo Presidente da República Portuguesa Mário Soares.

Em 1995, a Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses (ASDP) cria um prémio anual com o seu nome.

Em 1996 o grupo de escuteiros de Esgueira (Aveiro) homenageou-o criando o CLÃ 25 ASM (Aristides de Sousa Mendes)

Em 1998 a República Portuguesa, na prossecuçom do processo de reabilitaçom oficial da memória de Aristides de Sousa Mendes, condecora-o com a Cruz de Mérito a título póstumo polas suas ações em Bordéus.

Em 2005, na Grande Sala da Unesco em Paris, o barítono Jorge Chaminé organiza uma Homenagem a Aristides de Sousa Mendes, realizando dois Concertos para a Paz, integrados nas comemorações dos 60 anos da UNESCO.

Em 2006 foi realizada uma ação de sensibilizaçom: "Reconstruir a Casa do Cônsul Aristides de Sousa Mendes", na sua antiga casa em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal e na Quinta de Crestelo, Seia - São Romão.

Em 2007 um programa televisivo da RTP1, Os Grandes Portugueses, promoveu a escolha dos dez maiores e importantes portugueses de todos os tempos. Sousa Mendes foi o terceiro mais votado. Ironicamente, o primeiro lugar foi atribuído a Salazar, e o segundo lugar a Álvaro Cunhal.

Em 2007 o barítono Jorge Chaminé realizou dois concertos homenagem a Aristides de Sousa Mendes, em Baiona e em Bordéus.

Em 2010 a cidade de Baiona/Bayonne nomea umha rua Aristides de Sousa Mendes na sua honra.

Em 2013 a cidade de Toronto, no Canadá, homenageou Sousa Mendes atribuindo o seu nome a um parque infantil recém-renovado.

Em 17 de junho de 2014, a iniciativa de João Crisóstomo, um português residente em Nova Iorque, Aristides de Sousa foi homenageado em igrejas e sinagogas de todo o mundo: Rio de Janeiro, Vaticano, Bordéus, Luxemburgo, África do Sul, Belgica ou nas comunidades imigrantes portuguesas de Newark, Long Island e Yonkers (EUA). 

"Sousa Mendes é um dos grandes humanistas do século passado. Foi um pioneiro, outros seguiram o seu exemplo. Mas nos EUA, e à volta do mundo, ainda há muitas pessoas que o desconhecem", explica Crisóstomo. "Decidi celebrar o 17 de junho, a que chamo o Dia da Consciência, porque acho que as pessoas devem ser celebradas por aquilo de bom que fizeram em vida e nom polo dia em que nasceram ou morreram", frisou o promotor da sua última homenagem.

Na sequência destes atos, às 19 h de 20 de junho celebra-se umha missa à que se associaram, ao apelo da FASM, vários bispos (Beja, Bragança, Viseu, Forças Armadas, Setúbal), a Ordem Franciscana, a Comunidade de S. Edígio, muitos párocos, comunidades religiosas e as Comunidades Israelitas de Lisboa e do Porto.

Desde o dia 10 de junho continua aberta ao público no Centro Cultural do Instituto Camões em Vigo (Galiza) todos os dias úteis até dia 30 a exposiçom "Aristides de Sousa Mendes. "Realmente, eu desobedeci, mas a minha desobediência não me desonra". No ato inaugruaçom da exposiçom o seu neto, o Dr. António de Sousa Mendes (na imagem) falou na memória do seu avô. Entre 1927-29 este diplomata passou por Vigo, estabelecendo a sua morada na vila minhota de Tui.