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sábado, 11 de junho de 2016

DA ISLAMIZAÇOM PRÓ-PALESTINA PARA O CONSPIRACIONISMO ANTISSIONISTA

Pierre-André Taquieff

Para entender como se construiu, durante o período pós-nazista, umha nova configuraçom anti-judia numha Europa que professa o respeito incondicional polos direitos humanos, cabe fazer alguns desvios históricos e geográficos  ao abrigo tanto da história europeia quanto da atualidade mais. Nesta pesquisa, a linha vermelha está formada pola crescente islamizaçom da judeofobia, através do crescente papel desempenhado pola "causa palestiniana" no novo imaginário anti-judeu, partilhado por muçulmanos e nom-muçulmanos.

A "causa palestina" tornou-se destarte em causa árabe-islâmica, como um retorno às suas origens (décadas de 1920 e 1930), mas com um ponto de fixaçom construído como um mito repelente: o “sionismo", entidade demonizada erigida em inimigo universal (o "sionismo mundial") e Israel, o Estado considerado absolutamente ilegítimo e condenado à destruiçom. A reislamizaçom da "causa palestiniana", no contexto da ascensom do islamismo no mundo desde a década de 1990, tem sido fundamental para a produçom da nova judeofobia globalizada.

Neste contexto, velhas alegações anti-judias transmitidas pola tradiçom muçulmana foram reativadas e trazidas para o primeiro plano. Este é o caso do famoso hadith da rocha e da árvore que se acha na Carta Hamas:

"Deste modo, embora os episódios estejam separados uns dos outros, a continuidade do jihad quebrou-se polos obstáculos colocados pola constelaçom do sionismo, o Movimento da Resistência Islâmica [Hamas] aspira à realizaçom da promessa de Deus, seja qual for o tempo necessário. O Apóstolo de Deus –a quem o próprio Deus deu a bençom e paz- disse: "A Hora virá quando os muçulmanos tiverem combatido os Judeus (isto é, que os muçulmanos os tiverem matado), quando os Judeus se tiverem escondido atrás de pedras e árvores, e as pedras e as árvores tiverem dito: 'Muçulmano, servo de Deus! Um judeu está escondido atrás de mim, vem cá matá-lo. ' Umha única árvore será exceçom, o gharqad [tam espinhoso] que é umha árvore dos judeus "(hadith narrado por Al-Bukhari e e por Muslim)."

Na propaganda "antissionista" também se reciclaram as acusações de morte dos profetas, a falsificaçom dos livros sagrados, a propensom judia de mentir e de espalhar a corrupçom e a guerra civil.


Na propaganda "antissionista" também se reciclaram as acusações de morte dos profetas, a falsificaçom dos livros sagrados, a propensom judia de mentir e de espalhar a corrupçom e a guerra civil onde aparecem os estereótipos negativos indefinidamente explorados: os Judeus seriam enganosos e traidores (referindo-se ao conflito entre o Profeta e os Judeus de Medina), avarentos e crueis, inimigos de Deus e da humanidade, corruptos e corruptores.

Mas nom se deve esquecer que o fenómeno cultural de transferência de temas anti-judeus europeus para o mundo árabe-muçulmano, iniciado no final do século XIX, atingiu umha escala crescente no Próximo Oriente durante a luta dos Árabes contra o sionismo na sequência da Declaraçom de Balfour de 2 de novembro de 1917. A rejeiçom árabe e muçulmana da criaçom dum "lar nacional judeu" na Palestina foi imediata e alimentou-se ideologicamente polo uso de estereótipos e de temas acusatórios emprestados do corpus do antissemitismo europeu. Este é o caso da lenda do "assassinato ritual", o mito da "conspiraçom judaica mundial" ou a mais recente acusaçom de "racismo", que alimenta desde a década de 1970 a "nazificaçom" de Israel e do sionismo. Devido a estas inversões simbólicas, a fasquia ordinária do conflito israelita-palestiniano como um conflito estritamente político e territorial é enganosa. O conflito nom pode ser reduzido ao simples choque de dous nacionalismos rivais, envolvendo os conflitos de legitimidade mais ou menos superáveis. Goste ou nom, o conflito tende a tomar a figura dum conflito judaico-muçulmano.


Como demonstrado por umha série de estudos históricos, o primeiro momento do processo de transformaçom do antigo antissemitismo europeu para judeofobia antissionista dotada dum significado político encontra-se no período de entre guerras, particularmente durante a década de 1930, quando a temática anti-judia cristã-europeia entrou em síntese com o anti-judaísmo muçulmana teológico-religioso. Foi nessa altura em que a Irmandade Muçulmana liderada por Hassan al-Banna, o "Grande Mufti" de Jerusalém Haj Amin al-Husseini e vários líderes árabes, como o iraquiano Rashid Ali al-Gaylani, entraram em contato com os nazistas antes travar algumhas alianças que se revelaram totalmente durante a Segunda Guerra Mundial.

O medo dos Árabes muçulmanos, em seguida, gira em torno da transformaçom da Mesquita de Al-Aqsa numha sinagoga, boato que, desde o início da década de 1920 e sob várias formulações, continuou a causar tumultos, pogroms e derramamento de sangue.

A importaçom do antissemitismo europeu no mundo árabe-muçulmano, marcado notadamente pola primeira difusom d’Os Protocolos dos Sábios de Siom e da sua temática conspiracionista no Próximo Oriente, tomou um significado político desde o início dos anos 1920, quando os ideólogos do pan-arabismo e do pan-islamismo ligaram a questom palestiniana indistintamente à ameaça "judia" e "sionista" pairando sobre os Locais sagrados do Islã. O medo dos Árabes muçulmanos, em seguida, gira em torno da transformaçom da Mesquita de Al-Aqsa numha sinagoga, boato que, desde o início da década de 1920 e sob várias formulações, continuou a causar tumultos, pogroms e derramamento de sangue. Esta falsa acusaçom transmitida polo slogan "Al-Aqsa está em perigo", lançada e operada polo "Grande Mufti" de Jerusalém, foi a causa da segunda Intifada, antes de voltar no outono de 2015 para justificar umha nova vaga de ataques terroristas contra os israelitas. À denúncia da "ocupaçom" de Jerusalém ("Al-Quds" ou "al-Quds"), onde se acha o terceiro lugar santo do Islã, acrescenta-se a da "judaizaçom" da cidade assumida como muçulmana. A versom atualizada do slogan islamista é agora "Polo sangue vamos retomar a Al-Aqsa", fórmula mobilizadora juntamente com o grito de "Allahu akbar". A islamizaçom da "causa palestiniana" chegou a um ponto de nom retorno. A multiplicaçom de ataques palestinianos contra os israelitas sugere que umha terceira intifada está prestes a rebentar. É neste contexto que muitos líderes palestinianos arrastam para umha radicalizaçom dessa Intifada incipiente. No início de março de 2016, Abu Ahmad Fuad, vice-secretário geral da FPLP, saudou a ajuda iraniana às famílias dos palestinos "candidatos para o martírio": "Estas capacidades e esta ajuda vam levar a umha escalada da Intifada. Sim. E isso é o que queremos. (...) O candidato para o martírio deve saber que vamos cuidar da sua família. (...) Este apoio vai ajudar essas pessoas a continuar a luta e sacrifícios ".

Propaganda palestiniana chamando a defender Al-Aqsa
A anexaçom  islâmico-árabe simbólica do Monte do Templo representa a ultima manipulaçom palestiniana bem sucedida da questom de Jerusalém. O comité executivo da Unesco, reunido em Paris, adotou em 12 de abril de 2016 umha resoluçom proposta pola Autoridade Palestiniana afirmando que nom há nengumha ligaçom religiosa entre o povo judeu e o Monte do Templo e o Muro Ocidental (Muro das Lamentações). A resoluçom refere-se ao Monte do Templo como um local exclusivamente muçulmano, conhecido como a "esplanada das Mesquitas ". O texto, apresentado conjuntamente pola Argélia, Egito, Líbano, Marrocos, o Reino de Omã, Catar e o Sudám, acusa o Estado judeu de profanar a Mesquita de Al-Aqsa e de escavar "falsos túmulos judeus " nos cemitérios muçulmanos de Jerusalém. Com a Espanha, Eslovénia, Suécia e a Rússia, a França votou em prol deste texto de propaganda. Isto levanta umha acusaçom propagandística bem conhecida: a da "judaizaçom" e a "Israelizaçom" de Jerusalém, tópico privilegiado da nova propaganda "antissionista". A acusaçom foi feita nestes termos em 31 de março de 2016 por um jornalista militante da "causa palestiniana", Mohamed Salmawy:
"O que diz a UNESCO sobre as agressões ao património arquitetônico e religioso da cidade santa de Jerusalém? A judaizaçom e israelizaçom de tudo o que é árabe e muçulmano começou a despertar a ira da opiniom pública mundial em geral. Além disso, existem muitas declarações emitidas por partes conhecidas polo seu alinhamento cego com Israel, expressando a sua rejeiçom às agressões israelitas aos locais sagrados em Jerusalém, além do santuário de Abraão (a Caverna dos Patriarcas) ".

A 21 de outubro de 2015, a Unesco classificou a Caverna dos Patriarcas e o Túmulo de Raquel, dous locais sagrados judaicos em Israel, como locais muçulmanos do Estado palestiniano.

Este boato persistente dumha conspiraçom judaica para destruir um dos Lugares sagrados do Islã explica a centralidade e a recorrência da questom de Jerusalém no conflito político-religioso entre judeus e palestinos-muçulmanos.

Este boato persistente dumha conspiraçom judaica para destruir um dos Lugares sagrados do Islã explica a centralidade e a recorrência da questom de Jerusalém no conflito político-religioso entre judeus e palestinos-muçulmanos. Este tópico tem a vantagem, -para a propaganda palestiniana e as suas variantes islamitas-, de provocar mecanicamente a simpatia e solidariedade de todos os muçulmanos, sunitas ou xiitas, e de levá-los a trilhar "o caminho da jihad "para a defesa de Al-Aqsa. Os islamitas radicais há muito tempo integraram o tópico da acusaçom nos seus discursos de propaganda para alimentar um antissionismo radical e demonológico poderosamente mobilizador. Na mobilizaçom dos islamitas e dos seus círculos simpatizantes (dos passivos aos cúmplices) acresceta-se a mobilizaçom de vários meios políticos, indo da esquerda radical para a maioria dos grupos neofascistas ou neonazistas,  em favor da "causa palestiniana", com base numha demonizaçom de "sionismo" e de Israel.

A islamizaçom da "causa palestiniana" está em aceleraçom contínua desde a criaçom do Hamas em dezembro de 1987, o que lhe deu umha expressom organizada. Cabe lembrar o artigo 13 da Carta do Hamas, lançada em 18 de agosto de 1988? "A única soluçom para a causa palestiniana é o jihad." Esta islamizaçom jihadista tem o efeito de transformar um conflito político e territorial mumha  guerra sem fim, alimentada por paixões étnico-religiosas que afastam a busca de compromisso que apenas pode garantir umha paz precária entre judeus e palestinos (e em geral os estados árabe-muçulmanos).

Depois de anos de fantasias terceiro-mundistas, anti-israelitas e américanófobas, os intelectuais franceses confrontaram-se brutalmente com a realidade histórica polos ataques de 11 de Setembro, os massacres cometidos em nome do Islã na Síria e no Iraque ou os atentados de Paris de janeiro e de novembro de 2015. Este acordar brutal levou alguns deles a negar, minimizar ou relativizar os factos que nom encaixam no seu horizonte de expectativas. Daí a deriva conspiracionista. Se o espetáculo do mundo nom mostrar o quadro que é feito dele ou o contradizer, entom a tentaçom é grande de recorrer às "teorias da conspiraçom" que possuem a vantagem de parecer explicar o que nom se pode explicar e de preservar, destarte, os dogmas ideológicos e a sua aparente coerência. Os negadores dos ataques de 11 de Setembro mostraram o caminho.
Segundo as teorias da conspiraçom, as guerras surgidas na sequência da Primavera
Árabe tem carimbo sionista para enfraquecer os estados árabes inimigos de Israel.

Os conspiracionistas de hoje aplicam os mesmos esquemas interpretativos a eventos que perturbam ou contradizem a sua visom do mundo. Eles imputam, por exemplo, a apariçom do Daesh a umha vasta conspiraçom "sionista" para enfraquecer os Estados árabes e pôr em dificuldades o Irã. Ou mesmo eles sugerem que os ataques mortais de janeiro ou novembro 2015 som o resultado de manipulação dos serviços secretos, onde o Mossad é sempre bem colocado. Nas novas teorias conspiracionistas, os interesses "sionistas" funcionam como os "interesses de classe" na vulgata marxista ou os "interesses de raça " nas doutrinas racistas clássicas. Os "antissionistas" que afirmam serem anti-racistas reinventam assim um modo de acusaçom racista.
Segundo os conspiracionistas, o Estado Islâmico seria umha criaçom sionista!

Mais um exemplo de conspiracionismo antissionista em circulaçom nas redes sociais:
Surge a questom: Por que Israel nunca é atacado polo ISIS?

Pierre-André Taguieff é filósofo, cientista politólogo e historiador das ideias. Ele é diretor de investigaçom do CNRS, ligado ao Centro de Investigações Políticas da Sciences Po. Ele é o autor de Une France antijuive? Regards sur la nouvelle configuration judéophobe. Antisionisme, propalestinisme, islamisme, Paris, CNRS Éditions, 2015 et L'Antisémitisme, Paris, PUF, coll. «Que sais-je?», 2015

Texto tirado de RESILIENCE TV, traduzido para o galego-português por CAEIRO.

sábado, 4 de julho de 2015

ANTÓNIO ZAMBUJO DESOUVIU AS PRESSÕES DO MOVIMENTO BDS


Cada vez que um artista anuncia a sua presença em Israel surgem as pressões por parte do movimento global chamado de Boicote Académico e Cultural a Israel. Aconteceu noutrora a Leonard Cohen, os cantores Joaquin Sabina e Joan Manuel Serrat e há também umha petiçom para que Caetano Veloso e Gilberto Gil cancelem um concerto conjunto em Telavive marcado para dia 28 de julho.

A pressom sobre o cantor António Zambujo para boicotar Israel subiu à tona quando umha artista de origem valenciana, Marinah, anunciou no passado 17 de maio que nom atuaria em Israel, de forma a solidarizar-se com o movimento anti-israelita. Na nota que a artista dá conta do cancelamento surge referenciado o nome doutros artistas de renome, entre eles o do grande António Zambujo. 

O texto que circulou nas páginas de apoio à Palestina refere ainda que o concerto de dia 11 de junho decorrerria no âmbito do Idan Raichel Project, promovido por este cantor israelita fortemente contestado polos pró-palestinianos com alegadas acusações de este artista apoiar a política de colonizaçom dos territórios palestinianos ocupados.

O movimento BDS Portugal encaminhou em 5 de maio umha carta ao artista, onde, entre outras cousas, pode ler-se o pedido para que "nom associe a sua arte criativa à colonizaçom, opressom e limpeza étnica e que junte a sua voz à dos numerosos artistas que já recusaram ou cancelaram actuações patrocinadas polo Estado de Israel".

Porém, apesar da sensaçom causada nas páginas e redes sociais de boicote e solidariedade com a Palestina, a atuaçom de António Zambujo estava ausente da agenda disponibilizada polo cantor no seu sítio online e perfil de facebook. Mais ainda, contatada a agente responsável pola promoçom e organizaçom da agenda de António Zambujo nom esclareceu a existência ou nom do concerto, argumentando que muitos dos concertos “particulares” do artista nom som mencionados nos meios de comunicaçom oficiais, independentemente do país ou regiom em que se realizem. No entanto, antes da celebraçom do evento, no site oficial do Méditérranée Festival de Ashod (entidade organizadora do concerto do dia 11 de junho) nunca deixou de estar anunciada a presença do cantor alentejano.

António Zambujo nom oculta as suas atuações no Estado judeu. De facto, na biografia dele que aparece na sua web oficial, pode ler-se: Esta lista chega para tornar transparente o crescimento “uniformemente acelerado” de António Zambujo, cujo reconhecimento e popularidade conduzem a espectáculos em países tão improváveis como Dinamarca (o seu concerto na Womex2010 deu direito a um programa de televisão exibido no prestigiado canal de televisão Mezzo), Noruega, Azerbaijão, Israel ou Bulgária.

Finalmente António Zambujo nom apenas realizou um concerto em Israel, mas foram três as atuações durante a sua estada em Israel: 11 de junho no anfiteatro de Ashdod e 12 e 13 de junho no Amex Music Arena - Bitan 2 de Telavive. De facto, no dia depois do primeiro dos concertos, o cantor Idan Raichel confirmou a presença do cantor português com o seguinte post no facebook:

לעברית גלגלו מטה smile emoticon
WOW!!
Our audience is AMAZING!
Last night at amphitheater Ashdod, today at Amex Music Arena and tomorrow night another concert
with the wonderful guests Danay Suarez and Antonio Zambujo
Have a great weekend smile emoticon
וואו!!
איזה קהל מדהים יש לנו!
אתמול באמפי תיאטרון אשדוד היום בביתן 2 ומחר בערב שוב עם האורחים המופלאים Danay Suarez ו- Antonio Zambujo
שבת שלום smile emoticon

No final da série dos concertos em Israel, no dia 15 de junho Idan Raichel postou o seguinte em sinal de agradecimento aos artistas convidados que cantaram com ele:

This last weekend we preformed at the Ashdod amphitheatre and twice at the Amex Music Arena in Tel Aviv 
During these concerts, whenever the lights were on the audience I missed a beat. It was hard not to think that only 12 years ago it all started and because of our incredible audience we continue to do what we love. 
The minute our guests Danay Suarez and Antonio Zambujo came up on stage, everybody in the audience stood up and showed them so much respect I felt so proud to host these important artists and give them a chance to see our amazing, loving audience here
Thank you for 3 unforgettable nights and thank you for this blessing. I do not take it for granted.
Raichel


Idan Raichel conquistou fama internacional a partir de 2002, com o lançamento de seu primeiro álbum, The Idan Raichel Project, onde ele e outros artistas locais de vários estilos musicais cantam canções em diversos idiomas. No mundo da lusofonia ele cantou com a fadista Ana Moura e com a cantora galego-palestiniana Najla Shami durante a sua estada na Galiza em fevereiro de 2012.


sexta-feira, 26 de junho de 2015

TROPICÁLIA DIZ SIM A ISRAEL

A seguir reproduz-se, na íntegra, a carta que o cantor brasileiro Caetano Veloso mandou para Roger Water (ex-líder do Pink Floyd envolvido no movimento BDS), que pediu que ele e Gilberto Gil nom façam show em Israel no próximo julho por causa do "massacre contra os Palestinianos". Na carta, Caetano Veloso justifica a sua presença em Israel.



"Querido Roger,

Há cerca de um mês recebemos sua carta através de Pedro Charbel, um jovem brasileiro que faz parte do Movimento BDS. Pedro veio à minha casa, onde ele nos conheceu, a Gil e a mim — junto com nossas empresárias —, acompanhado de uma jovem brasileiro -israelense, Iara Haazs, uma judia (que também está com o BDS), para pedir que cancelássemos o show, em Tel Aviv, no próximo mês. Antes disso, nós recebemos a carta de um importante militante dos direitos humanos no Brasil com o mesmo pedido.

Hoje nós recebemos outra, desta vez do próprio Desmond Tutu (ele foi citado na sua e em todas as outras cartas e mensagens que recebemos sobre o assunto). Tentarei responder a ele também.

Quando a África do Sul estava sob o regime de apartheid, e eu soube que artistas estavam se recusando a tocar lá, concordei como que automaticamente com tal decisão.

A complicada situação no Oriente Médio não me mostra o mesmo tipo de imagem preto-no-branco que o racismo oficial, aberto, da África do Sul me mostrava então. Eu disse a Charbel como me sentia a respeito.

Ele pareceu achar, como você, difícil de acreditar que pessoas como Gil e eu não fôssemos recusar o convite dos produtores e do público de Israel (o show está esgotado) depois de ouvir o que ele tinha para nos contar sobre aspectos realmente sombrios da relação Israel-Palestina. 

Eu preciso lhe dizer, como disse a ele, como meu coração é fortemente contra a posição de direita arrogante do governo israelense. Eu odeio a política de ocupação, as decisões desumanas que Israel tomou naquilo que Netanyahu nos diz ser sua autodefesa. E acho que a maioria dos israelenses que se interessam por nossa música tende a reagir de forma similar à política de seu país. 

Aqui reproduzo o que disse a um jornalista brasileiro que me questionou como eu responderia ao pedido de cancelamento em uma curta sentença: Eu cantei nos Estados Unidos durante o governo Bush e isso não significava que eu aprovasse a invasão do Iraque. Escrevi e gravei uma música que se opunha à política que levou à prisão de Guantánamo — e a cantei em Nova York e Los Angeles. Eu quero aprender mais sobre o que está acontecendo em Israel agora. Eu nunca cancelaria um show para dizer que sou basicamente contra um país, a não ser que eu estivesse realmente e de todo o meu coração contra ele. O que não é o caso. Eu me lembro que Israel foi um lugar de esperança. Sartre e Simone de Beauvoir morreram pró-Israel. 

Gilberto Gil contou-me já ter sido aconselhado a cancelar shows em Israel antes, mas que ele se recusou a fazê-lo, mesmo após os terríveis acontecimentos de julho de 2014. Quanto a mim, eu gostaria de ver a Palestina e Israel como dois Estados soberanos. E entendo que Israel precisa escutar as reações que chegam do exterior. As Nações Unidas, muitos governos, e até artistas, como você, mostram os riscos de Israel ficar cada vez mais isolado, caso siga com suas políticas reacionárias. Às vezes, eu penso que é contraproducente isolar Israel. Isto é, se se está buscando a paz. Tenho muitas dúvidas sobre tema tão complexo. 

Charbel sabe quantos problemas de produção teríamos no caso de cancelamento de um show que já foi anunciado e completamente vendido. Mas eu desistiria alegremente de tudo se estivesse seguro de que essa é a coisa certa a fazer. Devo pensar por mim mesmo, cometer meus próprios erros. Eu te agradeço — e a muitos outros — pela atenção e o esforço dedicados a me esclarecer sobre a política naquela região. Sempre falarei a verdade de meus pensamentos e sentimentos, e se eu fosse cancelar esse show apenas para agradar pessoas que admiro, eu não seria livre para tomar minhas próprias decisões. Eu vou cantar em Israel e prestar atenção ao que está acontecendo lá. 

Netanyahu não ganhou fácil a última eleição. Acho que o fato de eu cantar lá é neutro para a política do país, mas se minhas canções, voz ou mera presença puderem ajudar os israelenses que não concordam com a opressão e a injustiça — em uma palavra, a se sentirem mais longe de votar em alguém como ele — eu estarei feliz."


A campanha “Tropicália não combina com Apartheid”, feita polo movimento BDS de boicote à Israel, demonstra claro desconhecimento, tanto sobre a política israelita atual, quanto ao Apartheid. Israel é um país no qual reina o respeito à diversidade, à liberdade e à tolerância.

Oposto ao que foi o Apartheid, em que Sul Africanos de cor eram segregados por lei de todo e qualquer aspecto da vida cotidiana (praias, estações de trem, banheiros, escolas, restaurantes), Israel é umha sociedade aberta, composta de pessoas vindas da África, Ásia, Europa, Americanos e do Próximo Oriente, representando múltiplos grupos religiosos. A sua igualdade, liberdade e instituições religiosas som protegidas por lei.

Oposto ao que foi o Apartheid, em que a maioria nom-branca (80%) lutou brutalmente contra a opressom para readquirir cidadania e direito de voto, em Israel a minoria de nom-judeus (20%) sempre teve direitos de voto iguais e outros direitos políticos.

Em 1948, o Apartheid começou na África do Sul, sendo um sistema legal de discriminaçom, segregaçom e dominaçom baseada em raças. Em 1948, Israel declarou-se um Estado, baseando-se num sistema de igualdade política e de direitos civis para todos.

O BDS, fantasiados de Direitos Humanos, som na realidade um movimento hipócrita, que diz lutar pola paz, mas só clama por medidas destrutivas, nom construtivas. Eles som contra a coexistência, diminuem os esforços atuais pola paz, e nom fazem nada para ajudar os Palestinianos a melhorarem as suas vidas ou a começarem a construçom dum estado. Os ativistas do BDS dizem que som a favor de leis humanitárias, mas usam um microscópio sobre Israel procurando por violações, enquanto ignoram o contexto terrorista em que estám incluídas as ações israelitas. Quer ser a favor da Palestina? Diga NOM ao BDS.

Os cantores Caetano Veloso e Gilberto Gil envolveram-se politicamente nas lutas contra a opressom e a violência que mancharam a história do Brasil no período da ditadura militar. 

FONTE: O GLOBO

domingo, 31 de maio de 2015

A SOLIDARIEDADE COM GAZA COMO ESCUSA

No dia 30 de maio chegou ao porto de Bueu o pesqueiro Marianne de Göteborg, que navega rumo a Gaza para tentar travar o bloqueio que sofrem os Palestinianos residentes na Faixa de Gaza. Na sequência destas celebrações, está prevista a celebraçom dumha Gala Artística de Apoio à Flotilha da Liberdade e dumha homenagem do ataque israelita ao Mavi Mármara, buque enviado a Gaza com o patrocínio do regime islamita turco.

No dias 30 e 31 de maio chegou ao porto de Bueu um barco da mal chamada Flotilha da Liberdade com rumo a Gaza, território palestiniano governado polo grupo terrorista islamista Hamas onde o povo palestiniano está sequestrado unicamente por estes bárbaros do terror, aos que esta gente das flotilhas e boicotes, ajuda a manter a sua ditadura politico-religiosa sobre uma imensa parte da populaçom palestiniana que só quer a paz com Israel, trabalhar e viver em paz.

Estas pessoas, que suportam estas cousas, nom protestam contra o terror árabe/islamita no Curdistám iraquiano ou sírio, contra a repressom que os mesmo refugiados palestinianos sofrem a mãos do regime arabista de Al-Assad na Siria, nunca se manifestam contra o regime teocrático-fascista dos aiatolás diante da embaixada iraniana, nom organiza flotilhas solidárias contra as inúmeras vítimas (Árabes todas) da guerra da Síria, nem realizam marchas pola libertaçom do Tibete, cuja populaçom está a ser exterminada polo regime chinês. Polo contrário, seguem com a sua campanha fóbica contra o estado de Israel, o único democrático, multicultural e multirreligioso do Próximo Oriente e segue a apoiar os grupos terroristas islamitas da chamada "resistência palestiniana" como o Hamas ou Jihad Islâmica, alguns deles próximos do ISIS, e os únicos culpáveis de que israelitas e palestinianos nom se reconheçam mutuamente como estados, assinem a paz e cooperem.

Nom há apartheid em Israel, e os Palestinianos nom sofrem mais bloqueio que o das armas. Controles mais ferrenhos e mais violentos som os que está a fazer o Egipto sobre a Faixa de Gaza e nom protestam.

Nom, porque na verdade nom tem nada a ver. Nom é mais que a continuaçom da perseguiçom medieval aos Judeus perante a que qualquer umha escusa é válida.

É um racismo antijudeu que Hitler elevou ao seu máximo grau, e que segue disfarçado com muitas faces. É o ódio atávico ao povo judeu que segue mais vivo do que nunca.

Os Palestinianos som umha escusa a esse ódio racista.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O IRÁM CONVOCA UM CONCURSO DE CARICATURAS SOBRE O HOLOCAUSTO

A teocracia iraniana vem de convocar um novo "concurso internacional de caricaturas sobre a negaçom do Holocausto" em resposta às caricaturas de Maomé publicadas polo semanário satírico Charlie Hebdo logo depois dos ataques islamo-fascistas de Paris. Isso foi o que noticiou o jornal britânico The Independent a partir dumha notícia breve publicada polo Tehran Times a 24 de janeiro.

Capa do Charlie Hebdo logo após do ataque sofrido. AFP PHOTO / JUSTIN TALLIS
Os organizadores do concurso som os mesmos da anterior convocatória, a Casa da Caricatura do Irám e o Centro Cultural Sracheshmeh, com prémios de 12.000 dólares para o primeiro, 8.000 dólares para o segundo e 5.000 dólares para o terceiro.

Em fevereiro de 2006 fora lançada umha convocatória semelhante, em resposta também à publicaçom no jornal dinamarquês "Jyllands-Posten" de 12 caricaturas do profeta Maomé. Estes desenhos estiveram na origem dum surto de violência no mundo muçulmano contra a Dinamarca.

Nessa altura o comité de organizaçom iraniano recebeu 1.193 desenhos procedentes de antijudeus, antissionistas, antissistemas, fascistas, islamitas e nazislamitas de todas as partes do mundo, mormente do Irám, Turquia e do Brasil.

Os nazislamitas iranianos e de todo o mundo nom perdoam que no número do Charlie Hebdo publicado logo após o atentado jihadista aparecesse novamente umha caricatura do profeta Maomé na capa da revista dizendo que tudo estava perdoado (tout est pardonné).

Em fevereiro de 2006 o Charlie Hebdo, como outros jornais europeus, reproduziram as 12 desenhos de Maomé publicados polo antedito jornal dinamarquês. Desde entom, o jornal francês foi alvo de ameaças recorrentes de grupos islamitas por caricatuzar Maomé que se tornaram realidade no passado 7 de janeiro.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

A FRANÇA REAGE FACE O ANTISSEMITISMO

No dia de ontem o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, reconheceu num discurso vibrante diante da Assembleia Nacional o carácter antissemita dos atentados de Paris. 


"Como podemos aceitar que franceses sejam assassinados porque som judeus?!" Valls denunciou a falta de indignaçom da sociedade francesa contra esta vaga de ataques antijudeus e anuncia uma "rebeliom da República" contra o que denomina de "novo antissemitismo dos bairros" (eufemismo em que se subentende "bairros de maioria muçulmana") alimentado polo ódio a Israel. Aliás, apelou para umha "justiça implacável" contra Dieudonné.

Je vais en dire quelques mots, en m’excusant de prendre plus de temps que nécessaire à ce qui était prévu.

Le premier sujet qu’il faut aborder clairement, c’est la lutte contre l’antisémitisme.

L’histoire nous l’a montré, le réveil de l’antisémitisme, c’est le symptôme d’une crise de la démocratie, d’une crise de la République. C’est pour cela qu’il faut y répondre avec force. Après Ilan HALIMI, en 2006, après les crimes de Toulouse, les actes antisémites connaissent en France une progression insupportable. Il y a les paroles, les insultes, les gestes, les attaques ignobles, comme à Créteil il y a quelques semaines qui, je l’ai rappelé ici dans cet hémicycle, n’ont pas soulevé l’indignation qui était attendue par nos compatriotes juifs dans le pays. Il y a cette inquiétude immense, cette peur que nous avons les uns et les autres sentie, palpée samedi dans la foule devant cet HYPER CACHER porte de Vincennes ou à la synagogue de la Victoire dimanche soir. Comment accepter qu’en France, terre d’émancipation des juifs, il y a deux siècles, mais qui fut aussi, il y a 70 ans, l’une des terres de son martyre, comment peut-on accepter que l’on puisse entendre dans nos rues crier « mort aux juifs » ? Comment peut-on accepter les actes que je viens de rappeler ? Comment peut-on accepter que des Français soient assassinés par ce qu’ils sont juifs ? Comment peut-on accepter que des compatriotes ou qu’un citoyen tunisien, que son père avait envoyé en France pour qu’il soit protégé alors qu’il va acheter son pain pour le Shabbat, meurt parce qu’il est juif ? Ce n’est pas acceptable et à la communauté nationale qui peut-être n’a pas suffisamment réagi, à nos compatriotes français juifs, je leur dis que cette fois-ci, nous ne pouvons pas l’accepter, que nous devons là aussi nous rebeller et en posant le vrai diagnostic. Il y a un antisémitisme que l’on dit historique remontant du fond des siècles mais il y a surtout ce nouvel antisémitisme qui est né dans nos quartiers, sur fond d’Internet, de paraboles, de misère, sur fond des détestations de l’Etat d’Israël, et qui prône la haine du juif et de tous les juifs. Il faut le dire, il faut poser les mots pour combattre cet antisémitisme inacceptable !

Et comme j’ai eu l’occasion de le dire, comme la ministre Ségolène ROYAL l’a dit ce matin à Jérusalem, comme Claude LANZMANN l’a écrit dans une magnifique tribune dans Le Monde, oui, disons-le à la face du monde : sans les juifs de France, la France ne serait plus la France. Et ce message, c’est à nous tous de le clamer haut et fort. Nous ne l’avons pas dit ! Nous ne nous sommes pas assez indignés ! Et comment accepter que, dans certains établissements, collèges ou lycées, on ne puisse pas enseigner ce qu’est la Shoah ? Comment on peut accepter qu’un gamin de 7 ou 8 ans dise à son enseignant quand il lui pose la question « quel est ton ennemi ? » et qu’il lui répond « c’est le juif » ? Quand on s’attaque aux juifs de France, on s’attaque à la France et on s’attaque à la conscience universelle, ne l’oublions jamais !

Et quelle terrible coïncidence, quel affront que de voir un récidiviste de la haine tenir son spectacle dans des salles bondées au moment même où, samedi soir, la Nation, Porte de Vincennes, se recueillait. Ne laissons jamais passer ces faits et que la justice soit implacable à l’égard de ces prédicateurs de la haine ! Je le dis avec force ici à la tribune de l’Assemblée nationale !

Et allons jusqu’au bout du débat. Allons jusqu’au bout du débat, Mesdames et Messieurs les députés, quand quelqu’un s’interroge, un jeune, un citoyen ou un jeune, et qu’il vient me dire à moi ou à la ministre de l’Education nationale « mais je ne comprends pas, cet humoriste, lui, vous voulez le faire taire et les journalistes de Charlie Hebdo, vous les montez au pinacle » mais il y a une différence fondamentale et c’est cette bataille que nous devons gagner, celle de la pédagogie auprès de notre jeunesse, il y a une différence fondamentale entre la liberté d’impertinence – le blasphème n’est pas dans notre droit, il ne le sera jamais – il y a une différence fondamentale entre cette liberté et l’antisémitisme, le racisme, l’apologie du terrorisme, le négationnisme qui sont des délits, qui sont de crimes et que la justice devra sans doute punir avec encore plus de sévérité.

"A história já nos tem demonstrado que o acordar do antissemitismo é o síntoma dumha crise da democracia, dumha crise da República", advertiu o primeiro-ministro, muito aplaudido polos membros da Assembleia Nacional.

"Existe um antissemitismo chamado histórico, que remonta do fundo dos séculos. Mas existe sobretudo este novo antissemitismo que nasceu nos nossos bairros, alimentado pola Internet, polas parábolas, polas misérias. Alimentado polo ódio ao Estado de Israel. E que promove o ódio ao judeu e a todos os Judeus. É preciso dizer que temos de colocar as palavras para combater este antissemitismo inaceitável", frisou M. Valls.

"Sem os Judeus da França, a França já nom seria a França. E esta mensagem é para todos nós, para gabar-nos dela alto e forte. Nós nom o dissemos. Nós nom nos indignamos muito", Lamentou o líder francês. "Quando som atacados os judeus da França, a França é atacada bem como a consciência universal, nunca esqueçam!, insistiu el.

"É uma vergonha ver um recidivista do ódio manter o seu show em salões lotados ao mesmo tempo quando, na noite de sábado, a Nação se recolhia", frisou ele referindo-se ao humorista antissemita Dieudonné, chamado de "pregador do ódio" a quem a justiça deve combater de jeito "implacável".

Com efeito, após a marcha antiterrorista do domingo em Paris o humorista publicou no Facebook umha mensagem dizendo sentir-se "Charlie Coulibaly", associando os nomes do jornal atacado e do autor do atentado antijudeu em Paris. "Saibam que esta noite sinto-me Charlie Coulibaly", escreveu Dieudonné, despertando respostas de condenaçom.

Esta quarta-feira o Dieudonné foi detido sob a acusaçom de "defesa do terrorismo". Na segunda-feira tinha sido movido um processo contra o polémico humorista pola mensagem postada no Facebook (que acabou por apagar ele próprio). Sobre o caso, o primeiro-ministro, Manuel Valls, disse que "é preciso nom confundir a liberdade de opiniom e o antissemitismo, o racismo e o negacionismo".

Dieudonné é conhecido polas suas posições e declarações de índole antissemita e polas quais já foi condenado. Em 2013 popularizou a quenelle, um gesto que lembra umha saudaçom nazi invertida, difundido milhares de vezes nas redes sociais e reproduzido por vultos da extrema direita, entre as quais Jean-Marie Le Pen, padrinho dum dos filhos do humorista.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

MASSACRE DE PARIS: RIDICULISMO FACE O CONSPIRACIONISMO


Alberto Moyano | El Diario Vasco


Os jihadistas matam caricaturistas porque estám financiados por Ocidente

O vídeo que mostra como é rematado no chão um polícia ferido está manipulado

Seguro que tudo isto é um autoatentado do Governo francês para estigmatizar os muçulmanos

A culpa de que alguns muçulmanos pratiquem a ablaçom do clítoris é sem dúvida da NATO

Se os Palestinianos tivessem o seu próprio Estado, os jihadistas aceitariam com bom gosto as piadas sobre o profeta

Tudo isto é umha conspiraçom

Os dous irmãos som bodes expiatórios e se um deles recebeu treinamento militar no Iémen foi porque umha voz no seu cérebro lho ordenou, muito provavelmente Rádio Martí

Os dous terroristas berraram Allahu akbar! para desconcentrar os investigadores, a típica pista falsa

A culpa de tudo é de Israel

Os governos permitem este tipo de matanças para aumentar o controlo social sobre a populaçom

É normal que abatam humoristas para vingar o profeta, com o desigualmente repartida que está a riqueza no mundo

Pior foram as Cruzadas

Atrás disso está a CIA

Atrás disso está o Mossad

Atrás disso está a NATO

Agora seguro que isto é usado de escusa para invadir outro país

Para além de que os dous alegados matadores sejam tam franceses como Sarkozy ou Marine Le Pen, é normal que aconteçam estas cousas, depois de que Ocidente tenha arrasado os seus países

Muito "Charlie Hebdo", mas ninguém diz nada das matanças do Boko Haram

Os que lembram que o terrorismo do Boko Haram, Abu Sayaf, o Estado Islâmico, os talibãs, Hamas ou Al-Qaeda se exerce em nome de Alá som islamófobos

A este tipo de terroristas nunca os apanham vivos porque, se falassem, as cousas que iam saber, basta ver o que aconteceu com os sequestradores dos aviões do 11-S: todos mortos

Os dous encapuzados que metralharam a redaçom dumha revista humorística fizeram-no em nome da luta anti-imperialista, o que se passa é que nom o sabem e achavam atuar em nome de Maomé

Ainda que, na realidade, tudo é muito complicado porque a verdade é que estavam financiados por Ocidente

Nom o querem dizer, mas seguro que isto é obra dos sérvios, que estám muito caladinhos ultimamente.

sábado, 10 de janeiro de 2015

MASSACRE ANTISSEMITA EM PARIS

Entre os dias 7 e 9 de janeiro Paris e toda a França viveram sob a ameaça do terrorismo islamita de tipo jihadista a partir dumha célula composta por três militantes islamitas de origem francesa.

Amedy Coulibaly, o jihadista que atacou no dia 9 a mercearia de comida kosher na porta de Vicennes (Paris), contatou com BFMTV e afirmou agir em nome do grupo terrorista do Estado Islâmico para vengar os muçulmanos oprimidos no mundo, particularmente na Palestina.

Na véspera, um dado que se oculta, Coulibaly atacou dous agentes que estavam a guardar a escola judaica de Yaguel Yaakov de Montrouge, abatendo umha delas (Clarissa Jean-Philippe). 

Na sequência deste ataque antissemita emergeu o tag #JeSuisJuif em solidariedade com os Judeus da França.

Num discurso televisado, o presidente francês François Hollande, denunciou o "atroz ato antissemita" cometido contra o supermercado judaico em Paris.

Nos três dias de ofensiva islamita que sofreu a França, no total 6 judeus foram assassinados: 2 no ataque contra o jornal satírico CHARLIE HEBDO e 4 contra a mercearia kosher. Enquanto os Judeus mal representam 0,7% da populaçom francesa,  foram os 35% das vítimas mortais.


Hipocrisia islâmica


Por outro lado, no sábado dia 10 o grupo islamita palestiniano HAMAS fez público um comunicado de condena do ataque terrorista realizado no dia 7 de janeiro polos islamitas franceses contra o antedito semanário satírico, referindo que "o HAMAS condena o ataque contra a revista CHARLIE HEBDO e insiste no facto de que as diferenças de opiniom e pensamento nom podem justificar o assassinato".

Com o seu comunicado, a organizaçom palestiniana partidária da jihad e dos atentados suicidas/martírios (ver imagem provatória), procura também responder às declarações do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu em que ligou o ataque em Paris com os milhares de rockets disparados polo HAMAS em Gaza à populaçom civil israelita e disse que a França, Israel e os "países civilizados" enfrentavam a mesma ameaça. "O HAMAS condena as desesperadas tentativas realizadas por Netanyahu para estabelecer umha ligaçom entre o nosso movimento e a resistência do nosso povo por um lado e o terrorismo global polo outro", afirmou a organizaçom islamita palestiniana no seu comunicado.

twitt das Brigadas Al-Qassam (braço armado do HAMAS) durante a última guerra entre Israel e Gaza

Porém, a organizaçom jihadista palestiniana nada diz a respeito do ataque perpetrado contra a mercearia kosher que vitimou quatro pessoas de origem judaica e feriu outras quatro que estavam sequestradas.

O autor deste ataque antijudeu disse que planeara conjuntamente os ataques com os irmãos Kouachi, responsáveis polo ataque sangrento na sede do semanário CHARLIE HEBDO. Fontes policiais confirmaram que este grupo fazia parte da mesma célula islamita no norte de Paris.

Enquanto Ahmet Davutoglu, primeiro-ministro turco, anunciava a sua participaçom na marcha de Paris de repulsa polas mortes causadas polo ataque jihadista, nos painéis do concelho de Tatvan, governado polo seu partido, o islamista AKP, aparecia este cartaz:
"Saudações aos irmãos Kouachi
que tomaram vingança polo profeta de Alá
que deus aceite o seu sacrifício
quando vós atacais, é chamado de democracia
quando tomamos vingança, é chamado de terrorismo"



Por outro lado, a estaçom de TV do Emir do Catar, Al Jazeera, está a promover a campanha "Eu nom sou Charlie". Nom é por acaso que estes dous países islâmicos sejam no dia de hoje os principais patrocinadores do movimento islamo-jihadista palestiniano HAMAS.


Finalmente, o facto de que na hora de determinar as medidas de segurança, cujo principal ponto é a proteçom militar das escolas judaicas, reconhece-se o carácter antissemita dos atentados de Paris, carácter que se tentou, doutra parte, ocultar o esfumar, durante os atos de condenaçom e que muitos meios continuam a contornar nas suas informações.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

O MASSACRE DO CHARLIE HEBDO E AS TEORIAS DA CONSPIRAÇOM

Três homens armados atacaram a sede do jornal satírico CHARLIE HEBDO no final da manhã de ontem em Paris, antes de se fugar berrando "Vengamos o Profeta Mahomé! Matamos o Charlie Hebdo!" No total, 12 pessoas foram assassinadas, entre os quais dous polícias bem como os desenhadores Charb, Cabu, Wolinski (de origem judaica) e Tignous e o economista Bernard Maris. Os assaltantes, que reivindicaram serem membros do Al-Qaeda, ainda nom foram localizados pola polícia.


Em Egalité & Réconciliation, o site da associaçom de Alain Soral e covil da complosfera, som maioritários os comentários de tipo conspiracionista.

O agitador antissemita belga Laurent Louis, que realizou comentários conspiracionistas horas depois do atentado que alvejou o Museu Judaico de Bruxelas em maio de 2014, suspeita dumha conspiraçom do Estado francês num comentário postado no Facebook, compartilhado pola conta oficial de Dieudonné. "Estará Hollande a copiar a Bush??? Seja como for, nom me estranharia que este "atentado" fosse organizado polas mais altas autoridades francesas. (...) A política criou as condições dum ataque terrorista de carácter islamita e é por esta razom específica que acho sinceramente que o Estado francês pode ser o organizador deste ataque".

Por outro lado, Alain Benjaman, presidente da Rede Voltaire França e próximo de Thierry Meyssan, denuncia um "golpe baixo" fomentado polo Mossad e a CIA: " Golpe baixo! Sabia-se desde há tempo que a próxima etapa magicada polo imperialismo para a Europa a fim de dar cabo dela seria umha boa guerra de religiom, sentia-se vir, os islamófobos estavam prontos bem como os terroristas do MOSSAD e da CIA. Agora os golpes baixos vam seguir-se até a guerra urbana. Nom caiamos nesta armadilha!".

Pola tarde, Thierry Meyssan colocou na rede um texto na Rede Voltaire no que afirma que "os executores mais prováveis [do atentado] estám em Washington" e que "a interpretaçom jihadista é impossível". "Com efeito, nom se contentariam com matar os desenhadores ateus, eles teriam destruído os arquivos do jornal aos seus olhos". "Até agora, nengum deles cometeu o menor atentado na França, pois o caso Mehdi Nemmouche nom foi o dum terrorista solitário, mas o dum agente encargado de executar em Bruxelas dous agentes do Mossad".

Num comunicado o Partido Antissionista de Yahia Gouasmi (antigo membro da candidatura de Dieudonné e Alain Soral nas eleições europeias de 2009) "condena com força a responsabilidade do sionismo neste atentado".

Talvez a teoria conspiratória mais repugnante entre as publicadas seja a de Mary Hughes-Thompson, fundadora do movimento "Free Gaza" e Greta Berlin, porta-voz do Mavi Marmara "flotilha a Gaza", que nom duvidaram em acusar Israel de perpetrar o ataque ao jornal francês. Para a fundadora do Free Gaza uns autênticos jihadistas nom podem falar "com perfeito francês". 






Fonte: CONSPIRACY WATCH

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

CHECK POINT EM BELÉM



Neste natal nom se esqueça de Belém.
"Um momento amigos, cá nom se admitem judeus!"
Belém, umha das cidades cristãs mais importantes do mundo foi-se esvaziando de cristãos nos últimos anos. Hoje é umha cidade muçulmana. Em 1948, 85% dos habitantes eram árabes de cultura religiosa cristã, a maioria deles pertencente à igreja ortodoxa grega e à igreja católica.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

AS BRIGAS DA EXTREMA DIREITA FRANCESA POR CAUSA DO SIONISMO

Dous ferrenhos antissionistas franceses, Alain Soral e Dieudonné, decidiram criar o seu próprio partido, Reconciliaçom Nacional. O principal objetivo da nova organizaçom é desligar de vez este sector vermelho-marrom da extrema direita francesa da Frente Nacional logo depois da tomada de posiçom "pró-israelita" de Aymeric Chauprade, conselheiro de Marine Le Pen em matéria de política internacional.
Alain Soral e Dieudonné, na primeira fila da imagem FOTO 
A associaçom Igualdade e Reconciliaçom (E&R), criada em 2007 ao serviço da Frente Nacional, vai ser posta agora ao serviço do novo partido político da extrema direita antissemita francesa. Segundo fontes internas, a associaçom contaria com 12.000 membros.

Em consequência, este novo partido é a resposta de Alain Soral ao que ele chama de "traiçom Chauprade". Em 11 de agosto passado o conselheiro de Marine Le Pen publicou no seu blogue um longo texto intitulado "A França face à questom islâmica: as escolhas credíveis para um futuro francês" onde desenvolve as suas posições pessoais que supõem umha rutura diferente à tradicional abordagem da FN relativamente ao conflito israelo-palestiniano.

No seu documento, Aymeric Chapurade explica, por exemplo:

Israel nom é o inimigo da França. A França apenas tem um verdadeiro inimigo: o fundamentalismo islâmico sunita. Com certeza, Israel está ainda muito ligado aos Estados Unidos, mas estes começam a se afastar e Israel adopta umha postura multipolar construindo relações fortes com a Rússia, a Índia e a China. Salvo que se esteja guiado por um antissemitismo obsessivo, um patriota francês nom pode procurar formar contra Israel umha aliança, à vez contranatural e sem saída política, com a extrema esquerda pró-palestiniana, a gentalha de subúrbio e os islamistas.

Alguns retrucam que Israel fez tudo para criar esta situaçom que conduziu à substituiçom do nacionalismo palestiniano original polo Hamas a fim de reforçar a coesom dos Ocidentais por volta do Estado judeu. E possível (lembre-se que o xeque Yacine foi enviado para a Palestina polos israelitas para fazer contrapeso a Arafat), mas se for o caso, esta estratégia conseguiu colocar os Europeus do Oeste no mesmo lado que os israelitas. Nom vou esperar a que o meu país seja repovoado por umha maioria de muçulmanos radicalizados para desencadear a grande noite contra um capitalismo dito de apátrida! Apenas há umha prioridade imperiosa, o povo francês, e o meu combate político nom se articula por volta da luta contra o sionismo!

O novo antissemitismo procede dumha parte da comunidade muçulmana que liga os Judeus à política de Isrel. As manifes pró-palestinianas recentes deram a prova evidente, por um lado, de que a causa palestiniana se tornou em causa islamista e, por outro lado, que o antissionismo já nom procura diferenciar-se do antissemitismo (mesmo vimos nessas manifestações faixas relativas a Mohammed Merah, assassino de crianças judias). (...) Umha parte inteira e importante da populaçom de nacionalidade francesa de origem árabe-magrebi e muçulmana nom é apenas antissionista, mas antissemita.

Relativamente a Israel, a França nom deve ceder à armadilha emocional, mas conservar umha política equilibrada. Quando se defende um mundo baseado na soberania, defende-se também a soberania de Israel e o seu direito à segurança. Porém, é evidente que a segurança de Israel apenas pode resultar dumha soluçom justa para os Palestinianos, o que imporá a Israel (como preconizou Sharon no fim da sua vida) fazer concessões territoriais dolorosas em Cisjordânia, e portanto, desmantelar os colonatos.

A emoçom face o drama dos Palestinianos está a ganhar a alguns entre nós que perdem o senso da medida e esquecem as causas profundas do conflito. Um argumento que se ouve sem cessar é que todo isto é injusto porque os israelitas apenas tem 50 mortes (militares) enquanto os Palestinianos 2000 (essencialmente civis). A isto eu respondo polo princípio da responsabilidade política. Si me confiassem o Ministério da Defesa francesa e o meu país fosse agredido por rockets, entom eu faria o máximo para ter zero mortos do lado francês e para infligir as máximas perdas  ao meu inimigo. Mas entom coloca-se a questom: como é que as perdas palestinianas som essencialmente civis? Resposta: os militantes do Hamas saem dos túneis que fizeram para lançar rockets sobre Israel a partir de imóveis onde vivem as suas famílias, tornando a se abrigar nos túneis. A aviaçom e a artilharia israelitas replicam portanto sobre os pontos de origem dos tiros de rocket, isto é, os imóveis de habitaçom onde se acham os civis que os combatentes do Hamas decidiram nom proteger. Está visto que o Hamas decidiu propositadamente sacrificar os civis palestinianos, já que isso leva a umha guerra mundial de informaçom alicerçada sobre a imagem e a emoçom.

A guerra é implacável. Os Palestinianos de Gaza escolheram dar o poder a um movimento, o Hamas, cujo objetivo nom é contruir umha soberania real palestiniana lado a lado de Israel, mas destruir Israel. A partir do momento em que um povo leva ao poder um movimento cujo único objetivo é assediar o seu vizinho militarmente todopoderoso, nom se pode esperar outra cousa que a desgraça. É terrivelmente injusto para os civis que morrem, mas as más escolhas pagam-se ao alto preço e nós também pagaremos um alto preço se persistirmos no nosso angelismo e nos erros estratégicos.

De resto, Aymeric Chauprade acha que o islám nom é compatível com a República e que há elementos duvidosos na versom oficial dos atentados de 11 de setembro.

Considerando umha declaraçom de guerra as revelações do conselheiro da presidenta do FN, Alain Soral nom duvidou em qualificar Aymeric de "filho da puta" por ter redigido um "texto de submissom ao sionismo". Num vídeo publicado em 6 de setembro, Soral anuncia a sua intençom de criar um partido político, acusando a  Chauprade de ser o "responsável polo facto de E&R hoje se desligar totalmente da Frente Nacional, rolando por si próprio, enquanto partido político. Verá que isso nom vos vai ajudar".

Este novo partido surge quando Alain Soral e Dieudonné estám envolvidos numha série de casos judiciários importantes respeitantes a incitaçom ao ódio e à discriminaçom, antissemitismo, fraude fiscal, branquejamento e abuso de bens sociais.

Informações tiradas de CONSPIRACY WATCH, traduzidas para o galego-português por CAEIRO.