sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A VERDADE SOBRE A MORTE DE ARAFAT

O líder independentista palestiniano, Yasser Arafat, morreu no 11 de novembro de 2004, aos 75 anos, num quadro de falência múltipla de órgãos. Os últimos anos da sua vida passou-os fechado na Muqata'a, a sede da Autoridade Nacional Palestiniana em Ramallah, cercado polas forças israelitas.

Logo a seguir, mais umha vez, retomando a lenda do envenenamento dos poços, levantaram-se acusações contra Israel: os sionistas (os Judeus de outrora) envenenaram Arafat. 

Segundo esta hipótese, a morte de Arafat decorreu de anos de continuado envenenamento realizado polos serviços secretos israelitas. De pouco ou nada serviu que o governo de Israel tivesse negado qualquer envolvimento na morte suspeita de Arafat.

Assim sendo, oito anos após a morte de Yasser Arafat em Paris, em agosto de 2012 foi aberto um inquérito polo procurador de Nanterre a fim de determinar as causas da morte do líder palestiniano, sob suspeita de envenenamento lançada de diferentes fontes. A viúva do líder da Autoridade Nacional Palestina, Suha Arafat, também tinha apresentado umha queixa contra "X" por assassinato com umha açom civil a 31 de julho. Esta queixa foi consecutiva à alegada descoberta de polónio, umha substância radioativa altamente tóxica sobre os efeitos pessoais do ex-líder palestiniano, que reviveu a teoria de envenenamento. Naquele mesmo ano, um documentário do canal árabe Al-Jazeera atribuiu a sua morte a envenenamento com polónio, embora o laboratório que realizou a análise dos pertences de Yasser Arafat a Al-Jazeera disse que os sintomas clínicos de Yasser Arafat nom correspondiam a um envenenamento por polónio. Além disso, a meia-vida do polónio-210 é de 138 dias, sugerindo que a presença desta substância, oito anos após a morte dele, possa ser devida, quer à contaminaçom das suas roupas bem depois da morte de Yasser Arafat, quer a umha análise realizada incorretamente.

Após revelações da Al Jazeera, Suha Arafat apresentou queixa e obteve do tribunal de Nanterre a exumaçom dos restos mortais do marido dela (em novembro de 2012, foram coletadas sessenta amostras e encaminhadas para três equipas de pesquisa suíças, francesas e russas, cada umha trabalhando sem contato com as outras).

A equipa suíça
Em 12 de outubro de 2013, a revista médica "The Lancet" publicou os primeiros resultados do trabalho dos peritos suíços nomeados no quadro do processo ordenado pelo tribunal de Nanterre. A maioria dos observadores notaram que "sendo o dossier ultrasensível", é preciso "manter a cabeça fria e nom decidir muito rapidamente". De facto, a publicaçom do Lancet apenas relatou a conclusom dum exame parcial, envolvendo a análise apenas fluidos corporais nos efeitos pessoais do líder morto. Os peritos suíços concluiram que as suas análises levam a considerar "a possibilidade" dum cenário de envenenamento. Sem comentar o processo que levou à ingestom de polónio-210 por Yasser Arafat, os cientistas determinaram a presença de "radioatividade elevada" devido à presença de polónio-210. Aliás, apontam que a descoberta deste veneno extremamente poderoso é coerente com os sintomas clínicos ("náuseas, vómitos, fadiga, diarreia, anorexia e insuficiência hepática e renal") identificados polos médicos franceses que trataram o Presidente Arafat durante a sua hospitalizaçom o Hospital militar de Percy (Clamart, Hauts-de-Seine).

Segundo a Al-Jazeera, o envenenamento por polônio foi confirmado polo inquérito elaborado polos pesquisadores suíços e publicado no canal de notícias em 6 de novembro de 2013. Patrice Mangin, diretor do Centro Universitário Romando de Medicina Legal (CURML) indicou "que se poderia razoavelmente supor que a morte foi o resultado dum envenenamento por polónio-210 e considerou essa hipótese como a mais coerente, levando em conta os resultados obtidos", mas "Sem ser perfeitamente categórico sobre a ligaçom entre o veneno e a morte".

A equipa francesa
France Inter anunciou a 3 de dezembro de 2013 que Yasser Arafat nom morreu envenenado. A conclusom dos expertos mandatados polos tribunais franceses para determinar a causa da morte do ex-líder palestino, é que o líder palestino morreu de velhice, na sequência dumha infeçom generalizada. 

A equipa russa
Os pesquisadores russos responsáveis polo inquérito declararam a 25 de dezembro de 2013 que eles excluem em cheio qualquer envenenamento de polónio e concluíram que se trata dumha morte natural.


Seja como for, este tópico é um caso para os que gostam das teorias da conspiraçom sobre a dominaçom mundial judaica (agora sionista). Tudo acontece como se a ciência nom pudesse responder às questões se colocam ou como se ninguém nunca desejasse a manifestaçom da verdade.


A viúva de Yasser Arafat disse estar "chocada" com a natureza contraditória das análises e anunciou que iria demandar umha segunda opiniom.

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